Caixa versus Pandora
Pandora possui vários significados: panta dôra, a que possui
todos os dons, ou pantôn dôra, a que é o dom de todos (dos deuses). Na
filosofia pagã, Pandora não é a fonte do mal: ela é a fonte da força, da
dignidade e da beleza.
Caixa de Pandora é uma expressão utilizada para fazer
referência a algo que gere curiosidade, seja intrigante, mas que é melhor não ser
revelado, pois, fugiria do controle. Expressão
que vem do mito grego, sobre uma
caixa que foi enviada com Pandora a Epimeteu. O mito de Pandora é uma história
incompleta, com várias versões. E nunca
se soube quem realmente abriu a caixa de Pandora.
Pode não ter sido ela...
"Pandora foi enviada a Epimeteu, irmão de Prometeu, como um
presente de Zeus. Prometeu, alertou o irmão quanto ao perigo de se aceitar
presentes de Zeus. Epimeteu, no entanto, ignorou a advertência do irmão e
aceitou o presente do rei dos deuses, tomando Pandora como esposa."
Quem poderá dizer se foi assim:
Pandora trazia consigo um presente dado pelo pai dos deuses:
uma jarra - a caixa de Pandora, bem fechada, que estava proibida de abrir. Mas,
roída pela curiosidade, um dia decidiu levantar
a tampa, para
ver o que lá se escondia. De imediato escaparam todos os males que até
aí os homens não conheciam: a doença, a guerra, a velhice, a mentira, os
roubos, o ódio, o ciúme.
Assustada com o que fizera, Pandora fechou a jarra tão
depressa quanto pôde, colocando-lhe de novo a tampa. Mas era demasiado tarde:
todos os males haviam invadido o mundo para castigar os homens. Lá muito no
fundo da jarra, restara apenas uma pequena e tímida coisa, que ocupava muito
pouco espaço, a esperança. Por isso se diz que ‘a esperança é a última a
morrer’. De facto, com todos os males soltos no mundo, lutando e quantas vezes
vencendo os bens de que os homens gozavam, só a esperança, bem guardada no mais
fundo dos nossos corações, nos dá ânimo para nunca desistirmos de expulsar as
coisas más das nossas vidas.
Ou assim...
Pandora trouxe uma caixa - uma jarra ou ânfora, enviada por Zeus em sua bagagem. Mas o tolo
Epimeteu quis ver o que estava dentro pensando encontrar algo que pudesse
encantar a mulher. Ao abrir a caixa, dela se ergueu uma nuvem negra que se
espalhou pela terra com a rapidez de um raio, levando consigo toda a espécie de
sofrimentos. Velhice, Insanidade, Doença, Crime, Morte, Mentira, Inveja e Fome
saíram da bela caixa e a humanidade conheceu a dor, de forma tão assustadora
que ela teve medo e fechou-a antes que saísse a última delas: o mal que acaba
com a esperança, o único dom benéfico
estava escondido no fundo da caixa.
Pandora lamentou profundamente a triste ideia do marido e,
sentindo-se também culpada, libertou a Esperança para que a humanidade pudesse
ter algo que a sustentasse em tempos de tão grande aflição. Ainda hoje é a
Esperança infinita que nos mantêm na expectativa de dias melhores.
Decida você.
Porque uma caixa serve para guardar objetos.
Que representem lembranças, desejos, ideias e sentimentos.
Retos, diretos, discretos e secretos.
O que você guardaria na sua caixa de Pandora?
Os quatro elementos, talvez outros argumentos?
E agora?
O que deixaria ir embora?

