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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014


Caixa versus Pandora






Pandora possui vários significados: panta dôra, a que possui todos os dons, ou pantôn dôra, a que é o dom de todos (dos deuses). Na filosofia pagã, Pandora não é a fonte do mal: ela é a fonte da força, da dignidade e da beleza.

Caixa de Pandora é uma expressão utilizada para fazer referência a algo que gere curiosidade, seja intrigante, mas que é melhor não ser revelado, pois, fugiria do controle. Expressão  que vem do mito grego,  sobre uma caixa que foi enviada com Pandora a Epimeteu. O mito de Pandora é uma história incompleta, com várias versões.  E nunca se soube quem realmente abriu a caixa de Pandora.  

Pode não ter sido ela... 

"Pandora foi enviada a Epimeteu, irmão de Prometeu, como um presente de Zeus. Prometeu,  alertou o irmão quanto ao perigo de se aceitar presentes de Zeus. Epimeteu, no entanto, ignorou a advertência do irmão e aceitou o presente do rei dos deuses, tomando Pandora como esposa."

Quem poderá dizer se foi assim:

Pandora trazia consigo um presente dado pelo pai dos deuses: uma jarra - a caixa de Pandora, bem fechada, que estava proibida de abrir. Mas, roída pela curiosidade, um dia decidiu levantar 
a tampa, para ver o que lá se escondia. De imediato escaparam todos os males que até aí os homens não conheciam: a doença, a guerra, a velhice, a mentira, os roubos, o ódio, o ciúme.

Assustada com o que fizera, Pandora fechou a jarra tão depressa quanto pôde, colocando-lhe de novo a tampa. Mas era demasiado tarde: todos os males haviam invadido o mundo para castigar os homens. Lá muito no fundo da jarra, restara apenas uma pequena e tímida coisa, que ocupava muito pouco espaço, a esperança. Por isso se diz que ‘a esperança é a última a morrer’. De facto, com todos os males soltos no mundo, lutando e quantas vezes vencendo os bens de que os homens gozavam, só a esperança, bem guardada no mais fundo dos nossos corações, nos dá ânimo para nunca desistirmos de expulsar as coisas más das nossas vidas.

Ou assim...

Pandora trouxe uma caixa - uma jarra ou ânfora,  enviada por Zeus em sua bagagem. Mas o tolo Epimeteu quis ver o que estava dentro pensando encontrar algo que pudesse encantar a mulher. Ao abrir a caixa, dela se ergueu uma nuvem negra que se espalhou pela terra com a rapidez de um raio, levando consigo toda a espécie de sofrimentos. Velhice, Insanidade, Doença, Crime, Morte, Mentira, Inveja e Fome saíram da bela caixa e a humanidade conheceu a dor, de forma tão assustadora que ela teve medo e fechou-a antes que saísse a última delas: o mal que acaba com a esperança, o único dom benéfico  estava escondido no fundo da caixa.

Pandora lamentou profundamente a triste ideia do marido e, sentindo-se também culpada, libertou a Esperança para que a humanidade pudesse ter algo que a sustentasse em tempos de tão grande aflição. Ainda hoje é a Esperança infinita que nos mantêm na expectativa de dias melhores.

Decida você.







Porque uma caixa serve para guardar objetos.
Que representem lembranças, desejos, ideias e sentimentos.
Retos, diretos, discretos e secretos.
O que você guardaria na sua caixa de Pandora?
Os quatro elementos, talvez outros argumentos?
E agora?

O que deixaria ir embora?