PSV
Rosa puxou a caixa e fechou o armário voltando para a sala do
seu agora antigo apartamento.
- Aqui está! – exclamou sentando-se ao lado de Claude.
Ele abriu a caixa e folheou algumas páginas.
- Vamos ter que revisar e atualizar esses
capítulos todos antes de
continuar! – exclamou de
volta para Rosa.
- Isso vai ser fácil. Além do mais Antônio não estipulou
prazos.
- Eu gostaria de terminar em seis meses, chèrie. – afirmou
Claude.
- Bem, se
dedicarmos todo nosso tempo
livre, acho que conseguimos. – respondeu
suspirando.
Claude soltou as folhas que ainda segurava
e fechou a caixa, colocando-a de lado.
- Não. – disse
sorrindo – Todo tempo livre não. Temos que ter tempo para Alex e para nós... – e inclinou-se,
beijando-a.
Então Alex entrou
agitada, exclamando:
- Achei mamãe, achei o canguru de massinha!
E abriu os dedos
rápido demais deixando-o cair no chão.
- Ah não! – exclamou levando as mãozinhas à
cabeça ao vê-lo se dividir
em dois.
– “Quebro”... Você cola ele
pra mim, papai? – perguntou pegando os
dois pedaços tentando encaixa-los.
- Colar? Por que não jogamos
esse fora e fazemos outro?
- Não, eu quero leva
ele pra
casa, não quero “jogá” ele fora! – Retruca com os olhos marejados e voz triste.
- Mas podemos fazer
outro maior e mais bonito, hã?
- Não, eu quero esse!
– exclamou apertando as duas partes
contra si, arregalando os olhos – Se eu “quebrá” minha perninha
você vai
me jogar fora e
“fazê otra”? – Perguntou enquanto
uma lagrima rolava.
- Mon Dieu, pequena, claro que não! – respondeu Claude surpreso,
abraçando-a. - Se ele é tão importante para
você vamos consertá-lo não vamos,
chèrie? - olhando para
Rosa.
- É claro que sim! –
respondeu também surpresa pela analogia de Alex. – Vamos guarda-lo aqui nessa caixa e quando chegarmos
em casa nós o colamos. Pode ser?
- Humhum... – resmungou Alex segurando os soluços
como conseguia, respirando tensamente
pelo nariz.
- Eu acho que a tia Nara está
demorando demais com nosso
lanche. – Disse Claude colocando-a no chão – por que não vai ver por quê?
- Tá... – Disse colocando o canguru dentro da caixa com os papéis antes de ir.
- Não me olhe assim, Claude, estou tão surpresa quanto
você...
- Acha que devemos
conversar sobre isso com ela,
voltar ao assunto?
- Eu realmente não sei...
Vamos ver a reação dela depois que colarmos e então decidimos, ok?
Então Alex voltou chamando-os. O lanche estava na mesa.
PSV
- Você acha que ela está tramando alguma coisa?
- É a impressão que fica não é? Ela já tinha me pedido fotos do Claude, e eu ignorei. Mas agora, além das fotos ela queria uma agenda com horários e lugares onde a garota vai.
Ofereceu três mil euros, em espécie.
- Essa moça já
fez muito mal aos dois
no passado. De repente aparece
aqui, se diz arrependida e quer saber
a rotina deles e de Alex... É claro que
não se arrependeu de nada. – diz Janete que até então ouvia tudo em silêncio.
- É como eu te disse,
Janete. Roberta não é do tipo que desiste sem fazer nada. Antes disso, ela
destrói.
- Então concordam comigo. Devo alertar Claude e Rosa.
- Sim! Venha à galeria amanhã mesmo, pela manhã.
- Eu só não quero que Claude
pense que faço parte dos planos dela.
- Ele vai acreditar
em você, Beto. Se eu bem o conheço, ele
não acreditou foi em Roberta. Só manteve certa
cordialidade para preservar Rosa
e Alex.
O garçom se aproxima e entrega a conta do jantar e Janete
aproveita para ir até o toalete. Frazão tira a carteira do bolso, mas é
impedido por Beto.
- Nada disso, cara. Eu convidei, eu pago. – diz assinando a
nota e devolvendo-a. – Obrigado, Dino.
- “Obrigado, Dino(?).” Vou tentar esse pagamento na próxima
vez que viermos aqui.
Beto ri antes de se explicar.
- Frazão você nunca perde a piada! Na verdade eu como
aqui quase todos os dias, então combinei
com Cleide e pago quinzenalmente.
- Ok. Nos vemos pela manhã então. Quero estar junto a esse
alerta. Quer uma carona até seu hotel?
- Obrigado, eu vou
esperar o fechamento do
restaurante e acompanhar Cleide até sua
casa.
- Oh, vocês estão...
- Nos conhecendo -
completa Beto.
- D’àccord... – brinca Frazão. - É incrível
como aqui no Brasil sempre tem
alguém para conhecermos melhor. – diz levantando-se e acompanhando os
movimentos de Janete ao retornar.
- Bem então
ficamos combinados. Amanhã, ok? –
diz Janete despedindo-se.
- Amanhã, Janete. Boa noite pra vocês dois.
- Boa noite! – respondem juntos Frazão e Janete.
Já haviam dado alguns passos quando ouviram Beto.
- E Frazão, eu acho
que é a pessoa certa. A única certa. –
fala Beto recebendo um sorrindo e aceno
positivo de cabeça de Frazão.
- Pode explicar qual
foi a piada que perdi? – pede Janete
curiosa.
PSV
Bernard e Olivier estavam sentados em lugares opostos. Formavam
uma equipe com o objetivo de ganhar as
jogadas e chegar primeiro aos 501 pontos, antes da outra dupla, Michel e Adrien.
Todos estavam com
as cinco cartas e escolheram passar a vez na primeira rodada, obrigando Olivier, o primeiro da
segunda rodada, a escolher o
trunfo, aceitando a carta que estava na mesa e duas cartas adicionais, enquanto
os demais recebiam três cartas a mais.
Olivier começou a primeira jogada com uma carta qualquer e
esperou que os outros jogassem cartas do
mesmo naipe ou um trunfo.
Sorriu satisfeito. A outra
dupla parecia não ter nenhum trunfo
em mão. Arriscou e jogou o seu, um Às
correspondendo a dez pontos.
Venceu a jogada e ganhou o direito de iniciar a seguinte. Depois
de mais sete a rodada chegava ao fim.
Cada dupla calculou seus pontos com as cartas das jogadas que
venceram. Bernard recebeu dez pontos adicionais por ser o vencedor da última jogada e mais vinte por
ter em mãos o Rei e a Rainha de copas, o naipe do trunfo. Marcaram um
"belote" e graças a isso, o
jogo terminou.
Adrien, depois de uma
última taça de vinho, desculpou-se
e alegando um compromisso deixou o apartamento de Bernard.
Michel fez algumas
perguntas à Olivier, sobre Louise,
alegando preocupação com os rumos
do partido, diante das inúmeras mudanças
que ela fazia ao estatuto e no regimento
interno.
- Essas alterações só favorecem a ela mesma. Isso está causando insatisfação em vários filiados de
peso.
- Eu realmente não
tenho muito o que dizer, Michel.
– argumenta Olivier. – Sou apenas o secretário dela.
- Você nunca foi “apenas” o secretário dela, Olivier. –
diz Bernard. – Se a base do partido rejeitá-la na próxima eleição,
você será o primeiro a cair. Devia se
prevenir.
- Desculpe, eu não entendo onde quer chegar. – diz Olivier tomando o que restava do vinho em
sua taça de uma só vez
- É claro que entende. – afirma Bernard. – E vai pensar com carinho na minha proposta.
- Sua proposta é trair a confiança que ele deposita em mim. É
isso?
- Louise não confia em
ninguém meu caro. Louise usa as pessoas e depois as descarta como fizemos com as cartas
desnecessárias nesse jogo. –
argumentou Michel.
- Vamos ser realistas. – Pondera Bernard. - Ela
dormiu com cada um de nós por
motivos diferentes, mas
objetivos em comum.
- O poder. – Concluiu Olivier.
- Exato. Está na hora de usufruirmos do poder também. Três
dias é um bom espaço de tempo para você
pensar e se aliar a nós.
Esta bem assim?
Esta bem assim?
- E se eu dizer não?
- Então vou encontrar
algo em sua ficha que o faça dizer sim.
Olivier disfarçou o
nervosismo que aquelas palavras lhe
provocaram devolvendo a
taça vazia à mesa.
- É uma ameaça? – perguntou Olivier tirando seu casaco do cabideiro.
- É um... conselho! – adverte Bernard confiante.
- D’àccord. Eu vou pensar com o carinho que me sugeriu. – afirmou Olivier antes de vestir o casaco e sair para a rua.
PSV
A palavra relógio é uma simplificação de “horológio”,
instrumento para marcar as horas, cuja origem está na mitologia grega. As Horas
são as deusas, filhas de Zeus e da Titã Nide Themis.
Os relógios de pêndulo têm sido usados para medir o tempo
desde 1656. Na maioria dos relógios de
parede, ele, o pêndulo, balança uma vez por segundo mantendo o tique-taque e
medindo o tempo.
O avô de Olivier havia
sido um colecionador de relógios antigos
e aquele modelo encostado na parede decorava o ambiente da saleta e era a única peça herdada
por ele.
Modelo carrilhão pedestal, estilo clássico, a caixa toda em madeira entalha, o
relógio possuía um pêndulo maciço, calibrado para soar a cada hora cheia e a cada trinta minutos.
Era nele que os olhos
de Olivier estavam fixados, enquanto suas mãos
seguravam o copo de wiscky. Os ponteiros avisavam o adiantado da hora: mais de três da manhã. Mas isso parecia não importar a
ele.
Tampouco os avisos de recebimento de mensagem do seu celular. Certamente eram de Louise, como
todos os eu vira no trajeto de volta
para casa.
Louise. Há quanto tempo exercia a função de secretário particular dela? E o que efetivamente ganhara com isso, além de um bom salário, alguns contatos e tapinhas cordiais nas
costas?
Suas férias eram subordinadas às de Louise. Obedecia a todas as ordens que ela dava sem questionar consequências, mesmo
que soubesse não serem boas para alguém.
O cargo no alto escalão do governo, prometido desde o início,
nunca estava “na hora” de acontecer. Frequentar
a mansão era privilégio de amigos
íntimos, o que nem mesmo o sexo os
tornara, segundo ela. Portanto, aparecia por lá apenas em eventos
relacionados ao partido como jantares e reuniões de negócios.
Talvez Bernard esteja
com a razão. E na certa, tentava
se livrar desse casamento com Louise, afinal quem gostaria se
ficar preso pelos não tão sagrados
laços do matrimônio a uma pessoa como ela.
É nisso que ele pensa. Um escândalo de corrupção envolvendo-a seria motivo
suficiente para Bernard cair fora
desse compromisso, afasta-la da
presidência do partido e ocupar o lugar.
É isso que ele quer.
- Mas é o que eu também vou querer, Bernard... – foram as
palavras que escaparam baixinho de seus pensamentos.
Então o celular tocou.
Chamada de Louise. Ignorou-a também e
jogou o celular sobre o assento ao lado. Tomaria um banho e dormiria tranquilamente em sua cama. Louise que cuidasse sozinha de sua
“solidão”.
- O único encontro que marcarei contigo, vai ser
com o seu passado, “chèrie”!
PSV
Rosa mexeu-se nervosamente
na cadeira antes de falar.
- Eu sabia! Era muita
bondade da parte dela
desculpar-se por tudo que fez. O que faremos, Claude?
- Primeiramente se
acalme, hã? – pediu cobrindo a mão dela
coma sua. – Beto, quais foram
exatamente as palavras que ela usou?
Beto pensou por um instante e olhou para Rosa, indeciso.
- Pode dizer, Beto...
- Bem, ela disse “Quero que
você registre alguns
momentos da bastardinha, que merecem ser
gravados.”
- Bastardinha? – repetiu Rosa alterada - Eu vou mostrar
a ela quem é a bastarda!
- Precisamos antes saber o que ela pretende, Rosa.
- O que ela pretende? É claro que ela pretende nos separar
e ficar com você! E talvez com Alex... Depois de usa-la. Meu Deus, isso não pode estar acontecendo!
- Não está nem vai acontecer nada, chèrie. Nada vai acontecer a nossa filha!
- Precisamos fazer
alguma coisa... – Rosa parecia não ter escutado Claude.
- Vamos contratar um
segurança imediatamente e...
- E o que Claude? E esperar que ela sequestre Alex?
- Mon Dieu, Rosa...
- Gente, calma! – exclama Frazão até então calado. -
Ela ainda não fez nada e estão agindo como se houvesse feito. Temos que
nos adiantar a ela. Beto, - diz olhando para ele - Você
poderia voltar atrás, aceitar a proposta e tirar o máximo de informações possíveis. O
que acham todos?
- Eu ficaria imensa e eternamente grata se aceitasse Beto.
- Bem, eu...
- Posso compensa-lo
acima do ela ofereceu. – afirma Claude.
- Por Dieu, eu farei isso, mas não quero pagamento algum! –
Diz Beto parecendo ofendido.
- Claude não quis ofendê-lo, Beto. – Interfere Frazão.
- Claro que não. – Confirma Claude. – Só quero poder retribuir de alguma forma.
- Se é assim, talvez haja uma forma.
- E qual é?
- Eu estou com um
projeto autoral fotográfico sobre os casarões aqui do bairro, uma espécie de
resgate histórico-cultural, se puder ser meu curador...
- Serei com todo prazer, hã? E a Athena será sua parceira, não é chèrie?
PSV
“Segundo fontes
seguras, há provas de que Louise Geraldy
tenha usado a Presidência do Partido para intimidar delatores, advogados e
agentes públicos com o objetivo de embaraçar e retardar as investigações contra
François Geraldy, seu falecido marido,
anos atrás. Segundo nossa fonte, Louise parece ter certeza da
impunidade e não fez questão de se desfazer de documentos que a ligam a
diversos crimes de improbidade administrativa e corrupção”
Roberta sorriu e respondeu à mensagem com um “OK” antes de
desligar o celular. Estava desconfiada mas
satisfeita.
Seus planos de acabar
com a pose de Louise pareciam fluir rumo ao sucesso. O rosto dela estamparia novamente a primeira página de um
jornal. Dessa vez um jornal bem
mais conceituado. Pior para ela, pensou
mudando o foco de atenção para a pasta em cima
as mesa.
Abriu-a e tirou as
folhas, lendo-as novamente. Que
vidinha mais sem graça Claude mantinha
no Brasil! De casa para a galeria
e da galeria para casa; eventualmente
uma passada pelo Parque do Ibirapuera ou Shopping sempre acompanhado
da esposa suburbana e da filha bastarda, que parecia sair
de casa apenas para ir à
escola...
- É tenho que admitir, você é bonitinha... Não vai sentir diferença ao ir para o internato,
querida! – exclamou olhando para a foto de Alex.
Mas o som da campainha
a fez olhar para o relógio. Andou
até a porta, abrindo-a. Finalmente
Milton chegava!
- Sabe que não
gosto de atrasos... Beto?!
- Boa noite, Roberta. Eu preciso falar contigo urgente. – disse ele entrando.
- Oh, é mesmo? Não quer entrar... Ah, você já entrou! –
exclama ela irônica.
- Não tenho tempo para ironias, Roberta. Estou voltando atrás
e aceitando sua oferta. Preciso de grana.
- Que pena, voltou tarde demais. – falou sacudindo as folhas que ainda segurava.
- O que tem nessas
folhas?
- As informações que
você não quis descobrir.
- Posso ver?
- É claro... que não.
- Eu ainda posso
ajuda-la. Não deve ter todas as
informações que precisa. Eu fiquei muito
amigo da secretária da galeria, sabia? E ela
conhece a rotina de toda a
família, além dos gostos da garota...
- Voltando a fazer “trabalhos sujos”, meu bem?
- Pois é. A necessidade nos obriga a muitas coisas. Mas quer saber? Está no contrato, mas
Claude se nega a pagar a mim a parte que
lhe cabe com a exposição dos italianos. Ele quer pagar apensa quando a tournnè se encerrar em todas as capitais brasileiras. Meu contrato era apenas para São Paulo. Eu preciso da grana para voltar à Europa portanto...
- Humm... Talvez você
possa ser útil ainda. – afirma
Roberta guardando as folhas de vota na
pasta, fechando-a.
Beto não perdia um só movimento de Roberta e antes que
ela guardasse a pasta observou um
logotipo. Onde foi que já vira aquela imagem?
- Porém, não pelo
valor de antes. No máximo um terço dele.
– Fala Roberta voltando-se novamente para Beto.
- Eu aceito. O que que
eu faça?
- Calminha querido. Meu sócio, que também não é fã de Claude
precisa ser consultado. Se ele aprovar
sua “ajuda”, eu o procuro. Ainda
hoje. – conclui Roberta caminhando para
a porta e abrindo-a.
- Quem é o seu sócio? – pergunta Beto antes de sair.
- Uma coisa de cada vez Beto. Boa noite!
PSV
Claude e Rosa passaram as últimas horas
da tarde colocando John, Liz e Sérgio a par das suspeitas sobre Roberta e em seguida se dirigiram
a uma empresa de segurança indicada
por Freitas.
Rodrigo, um dos sócios da empresa, tomou o caso para si por
ter vivido uma situação semelhante. Começaria no dia
seguinte, acompanhando os movimentos da
família com Alex. Estaria atento a aproximação de Roberta, ou outra pessoa que não as indicadas.
De lá seguiram para a
escola de Alex. Reforçaram o pedido de
que nenhum estranho a tirasse da escola, sob nenhuma alegação.
No caminho de
volta para casa, Rosa olhava constantemente para o
retrovisor.
- Mamãe por que você olha no espelhinho toda hora? – reclama Alex. – Você já “tá”
linda, não “tá” papai?
- D’àccord. E vai ganhar um torcicolo se não parar com isso, hã?
– Diz Claude lançando um olhar de alerta para Rosa. – Não tem ninguém nos
seguindo, chèrie. – Fala mais baixo. – A não ser Rodrigo, três carros atrás de
nós ouí?
- Desculpa, eu estou nervosa e preocupada. – Explica-se Rosa no
mesmo tom baixo – É claro que ela não vai tentar algo estando nós dois
com Alex, não é?
PSV
Continua




9 comentários:
Alex é lindinha mesmo...
perfeita a escolha da foto
Alex é lindinha mesmo...
perfeita a escolha da foto
oi
oi
oi
\o/
Terminei, finalmente coloquei em dia!!!
Coisa mais linda essa menina,me apaixonei!!! Amando tudo!!
Linda demais a menininha!!!! Perfeita para imaginar ela como filha de Claude e Rosa ! Amei !
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