Capítulo
49
PSV
- Pelo amor de Deus Roberta desligue essa
televisão! - pediu Milton
irritado. – Faz vinte dias que você
não sai da frente dela!
- Nem pensar! Eu preciso
saber de todas as notícias sobre
ela. – responde procurando por mais um noticiário. – O que foi, por
que esta me olhando assim?
- Tem certeza que não tem nada a ver
com essas denúncias?
- É claro que tenho! – foi a vez dela
responder irritada. – Se eu tivesse
esses tipos de provas contra ela
meu querido, não estaria no Brasil
tentando sequestrar a neta bastarda
dela. – e levanta-se, andando pela sala.
- Mas você
disse que a denunciou...
- Non, non, non...
Eu apenas divulguei o lado promíscuo de
Louise. E apesar de saber que ela não
é nenhum modelo de honestidade, nunca
imaginei que houvesse tanta sujeira
debaixo do tapete dela.
- Bem, alguém sabia. –
Diz Milton sentando-se no sofá - E na minha opinião,
tem que ser alguém muito próximo a ela. Alguém em quem ela estupidamente
confiou e que nunca levantaria suspeitas.
- Olivier... – murmura
Roberta colocando-se atrás do sofá e começando uma massagem sobre
os ombros de Milton.– Claro! Ele ambicionava ser
muito mais que um secretário e amante
nas horas de folga. Ela
jamais desconfiaria dele!
- É por isso que não saio mais com secretárias. – comenta Milton.
- Você estava tendo um
caso com sua secretária?
- Só até antes de você
aparecer, querida. – afirma com um sorriso irônico.
Roberta intensifica o
toque, apertando a pele dele entre seus
dedos.
- Ai! Mas que violência, chèrrie!
– exclama divertido, segurando as mãos
dela e puxando-a sobre si. – Vem
cá vem... Não é bem aí que eu quero uma massagem! - resmunga.
Então, dominou
Roberta com carícias ousadas e segurando uma de suas mãos, forçou-a a arrasta-la
sobre seu peito, deslizando-a
até chegar em sua masculinidade e exigir o que
queria...
PSV
Rosa desligou o celular
e voltou à copa
da galeria, onde acontecia uma pequena comemoração à noticia de sua
gravidez.
- Janete manda beijo a todos. Está morrendo
de saudade daqui, mas encantada
com Paris.
- Eu posso “continua”
chamando a tia Janete de tia, mamãe?
- Eu imagino que sim,
querida. Mas perguntaremos a ela,
quando voltar, ok?
- Ok. –
concordou sorrindo Alex – Você falou
pra ela da Alessia?
- Sim, meu bem. E ela
adorou o nome da sua irmãzinha.
- Yes! – vibra Alex, pois
fora um de seus palpites na lista de
nomes o escolhido. – Mamãe dá
tempo de “deu brinca” um pouquinho com a
Sílvia no jardim?
- Alex, Sílvia não é mais
sua babá...
- Na verdade fui eu
que tive a ideia, Rosa. – explica
Sílvia. – Podemos?
- Bem, sim!
- Apenas no jardim interno, d’accord? – avisa Claude.
E enquanto as
duas saiam, Nara se dirigia à
porta de entrada. Pela câmera de
segurança vira Beto e Cleide.
Claude e Rosa
receberam os cumprimentos e logo o assunto girava sobre Louise e Roberta.
- Louise finalmente quebrou o silêncio sobre o escândalo,
John. – respondeu Claude a uma pergunta dele – Em uma entrevista
exclusiva a uma das TVs que ainda a
apoia, disse que as acusações contra ela são
grotescas e criticou o tratamento recebido do resto da imprensa francesa,
considerando-o parcial e tendencioso.
- Bem, não é preciso
morar na França para saber que ela passa por uma crise no regime
político e econômico que não é de agora.
Qual a opinião de Frazão sobre esse
momento, Claude?
- John, a última eleição presidencial demonstrou
contradições crescentes e Frazão
acredita que o crescimento da
extrema-direita francesa representa perigo
dentro dos partidos tradicionais. Segundo alguns cientistas políticos, Louise será apenas a
primeira de uma onda de escândalos envolvendo figuras políticas, empresariais e
até policiais.
- Como todos
sabem, - diz Beto - eu fiz vários tipos de investigações, e era
frequente encontrar pessoas ligadas às
empresas “parceiras” ocuparem postos de
destaque nos governos e vice-versa.
- A eterna “troca de
favores” - comenta Liz.
- Essas suspeitas sobre Louise, - continua
Claude - de crimes do colarinho
branco vai ser realmente o estopim de
escândalos.
- Por que diz isso com tanta
certeza, Claude?
- Louise é responsável
por um esquema fraudulento de concessão
de vistos a empresários estrangeiros, Nara.
- Mon Dieu... Isso
pode afetar as empresas do papai?
- Teoricamente não, pois Louise não é vinculada juridicamente
a nenhuma delas. Porém, não
sairemos ilesos de comentários. – afirma Claude tomado
o último gole da bebida
em seu copo.
- Beto, você tem alguma
notícia de Roberta?
- Nenhuma Rosa. Eu
até mandei mensagem que estava à disposição para novos trabalhos, mas ela não retornou.
- Eu não gosto
desse silêncio dela. – afirma
Rosa. – É perturbador...
- Por que não abre o presente que trouxemos? – diz Cleide tentando mudar o clima
pesado do silêncio que se seguiu.
- Oh, mas é claro! Que indelicadeza a minha! – diz Rosa
abrindo o pacote e sorrindo. – Claude, um par
de sapatinhos vermelhos! –
exclama alegremente. – Não são lindos?
- D’accord! Merci, Cleide.
- E são os primeiros, sabe o quem isso significa?
- Non...
- Eu vou te explicar então! Presentear com sapatinhos vermelhos é um antigo costume
cigano que simboliza proteção e o desejo de boa sorte, saúde e felicidade para
o bebê pelo resto da vida.
- Voilà então é apenas uma lenda? – diz Claude hesitante.
- Oras, você pode acreditar ou não em lendas, em costumes e
em simpatias, ok? A verdade é que mal não
faz, hum?
- D’accord. Sabemos muito sobre cores e suas possíveis funções não é? Os índios por exemplo empregavam o
vermelho para proteção contra negatividade, noivas orientais usam vermelho para
garantir vida longa aos casamentos. É a
cor da liderança, da prosperidade, da felicidade e da iluminação... Faz
sentido, hã?
Então Alexandra
volta com Silvia e se
encanta com o tamanho
dos sapatinhos.
PSV
Louise chegou ao fim
da página e levantado os olhos fixou-os
em Olivier.
- Que brincadeira é essa?
- Não é brincadeira,
Louise. A partir desse momento
não sou mais seu
secretário.
- Vai me abandonar, me deixar
sozinha nesta hora?
- Você sabe que eu não
estou satisfeito há um bom tempo.
- E escolheu “cair fora” justamente agora, quando estou sendo bombardeada por todos
os lados? Essa é a sua gratidão por
tudo que fiz por
você?
- O que fez por
mim, Louise?
- Eu vou lembra-lo...
- Por favor, poupe-se.
– aconselha ele - Você nunca
fez nada por mim. Há quantos anos eu trabalho para você? Quinze anos,
Louise! E tudo que tenho é um carro.
- A clínica onde
sua mãe ficou nos
últimos anos de vida, não
conta?
- Se soubesse como me arrependo de tê-la deixado lá!
- Você e seu
sentimentalismo! Ela teve os
melhores médicos, enfermeira
vinte e quatro horas, remédios, terapias... Foi muito bem tratada!
- Esqueça, você não entenderia nunca mesmo. Rubrique esse documento, ouí?
Eu quero ir embora.
- E as viagens, a
volta ao mundo que patrocinei a
você?
- Viagens? Sua
memória deve estar falhando, minha cara.
Simplesmente fui seu
acompanhante. Não tive nenhum retorno material, não tenho propriedades, casas
ou qualquer coisa do
gênero que me garanta uma velhice
confortável.
- Você nunca se
importou com coisas materiais,
Olivier.
- Pois eu devia ter me
preocupado. Estaria uma posição bem mais compensatória.
- O que você quer
para ficar?
- Eu não quero nada!
- Quanto então? “Quanto” você
quer?
- Já não pode me
dar nada, Louise. E eu não
vou perder o respeito e o
prestígio que consegui junto a algumas
pessoas por sua causa,
ou por estar ligado a você.
- Isso que está
fazendo tem nome, Olivier! Chama-se covardia e traição.
- Eu chamo isso de atitude de coragem, mas você pode chamar
como quiser. Até por quê, você julga
usando a si mesma como medida...
- Você é a minha
melhor medida, Olivier!- contesta Louise
irônica - Quem era você antes de mim? Não era ninguém. Eu o
construí politicamente, deve tudo
que sabe a mim!
- Tem razão, devo tudo que sei a
você. E exatamente por admitir
isso é
que quero minha liberdade. Mas não se preocupe, não usarei nada que
sei contra você.
- Você é um grande
covarde. – replicou inabalável. – Não vou implorar por seu apoio ou companhia.
– E assinou a folha - Mas lembrarei de sua deserção quando estiver com todo poder a
que tenho direito.
- Acredita mesmo
que vai chegar lá com todas essas
denúncias?
- Estamos falando do mesmo assunto, política? Eu devo ter sido uma péssima professora para você. Do
contrário não estaria me perguntando isso...
- Mil desculpas... Esqueci o quanto você
gosta de acordos políticos. É claro que vai se
sair bem mais uma vez.
- Como eu lhe ensinei,
a política é um jogo. Ganha quem sabe marcar
suas cartas. Você era uma de minhas cartas favoritas, - e estendeu o braço entregando o papel. - mas
agora está fora do meu baralho. Adeus, Olivier.
Olivier recebeu o papel e dobrou-o, colocando no
bolso interno do casaco.
- Não vai verificar o
que estou levando?
- Não. – Respondeu Louise sem levantar a cabeça. Seja o que
for, faça bom
proveito.
Mas quando a porta
se fechou e os passos dele se
perderam pelo corredor, o
celular de Louise
já completava uma
chamada.
- Siga-o, Armand.
PSV
Claude seguiu os
movimentos de Alex. Ela andava vagarosamente pelo tapete
vermelho do ateliê “ensaiando” seus passos para o casamento de Erci. Então de
repente ela girou e ao parar precisou de
alguns segundos para se equilibrar
e não cair.
Foi aí que levantou a
cabeça e sorriu. E a foto ficou tão espontânea quanto ela.
- Ficou perfeita, pequena!
- Disse, sentindo-se orgulhoso da
filha.
- Merci papai! –
Respondeu sorrindo. – Pena que a tia E... Que a
doutora Erci não veio junto “cá
gente” hoje!
- Voilà! Podemos
mandar a foto a ela, hã?
- Legal! Você manda
pra mim também?
- Oui...
- Muito bem, agora
vamos tirar o vestido, filha.
Vem! – pede Rosa.
- Eu posso “i embora”
com meu cabelo assim mamãe?
- Pode sim, querida.
Minutos depois o vestido está
de volta ao cabide, no ateliê.
Seria entregue em dois dias, dissera a atendente ao se
despedirem.
- A doutora Erci
já viu sua foto. – comenta Claude - Disse que você está
muito linda, parecendo uma
princesinha e que ela está feliz
por tê-la
como noivinha.
- Yes! – vibra Alex – Como é que fala muito linda em francês, papai?
- Se diz “très jolie”, Alex.
- “Trejoli? – repete
fazendo uma careta – Então a
tia Erci disse que eu tô trejoli?
- pergunta enquanto caminhavam para o carro.
- D’accord... – concordou Claude dando-se conta que não era a primeira
vez que Alex perguntava como
se falava algo em francês.
Mas antes que fizesse
alguma observação, Alex lança outra
questão.
- Ela vai ser a médica da minha irmãzinha “tamém”?
- Vai sim, meu amor! – responde Rosa. – Ela também vai ser a médica da sua irmã.
Então Alex solta a mão
de Claude e abraça Rosa pela barriga.
- Você não precisa
ficar com medo dela, tá Alessia?
– diz beijando a barriga da mãe por
cima da roupa.
Mamãe a gente pode tirar uma foto da minha irmãzinha dentro
da sua barriguinha, igual você tirou de mim?
- Claro que podemos meu amor! – Concordou Rosa, surpresa por Alex lembrar das suas fotos, grávida dela.
- Legal, eu quero aparecer “tamém”... – Murmurou saltitante
pelo estacionamento, até chegar ao
carro.
Claude acomodou-a na cadeirinha e antes que Rosa entrasse, segurou-a gentilmente
e murmurou parecendo magoado:
- Então você tem fotos da
gravidez de Alex...
- Sim, não são muitas e...
- E você não ia me
mostrar...
- É que tudo
foi tão inesperado... Estão
naquelas caixas que
tirei da galeria. Sabe, eu tinha a intenção de enviá-las a você, mas eu sempre perdia a
coragem quando lembrava de Louise e Roberta... – Desculpou- se abaixando
a cabeça.
Claude a abraçou.
- Ei, não se condene... Você
fez bem, hã? Eu acho que
elas não chegariam até mim.
Mas agora que eu cheguei até elas,
quero ver todas, d’accord?
- D’accord... – sussurrou sorrindo antes de receber o leve toque dos lábios dele sobre os
seus.
- E como é “bejar” em francês, papai? – a voz
de Alex interrompeu o carinho.
Eles se afastam e
Claude se abaixa até encontrar o olhar
da filha.
- Baiser...
- Hum.... – resmungou batendo os dedinhos
no queixo, parecendo pensar - Quando você “beisê” a mamãe eu acho “trejoli”,
papai!
PSV
- Você já foi um dos nosso, não foi? - escutou Rodrigo depois de pedir
informações ao delegado.
- Sim e por não concordar
com tanta burocracia foi que deixei de ser.
- Então devia
lembrar-se que compete ao Delegado de Policia a instauração e
presidência de inquéritos policial.
- É claro que sei
disso! Como também sei não haver ilegalidade
na intimação de uma pessoa para que venha prestar esclarecimentos. O tempo está passando e o senhor não tomou nenhuma
atitude. A suspeita é de nacionalidade
francesa e pode deixar o país a qualquer momento!
- Está querendo ensinar
o meu trabalho, rapaz?
- O que estou querendo
é um pouco mais de vontade de
sua parte! Agilize a instauração do
inquérito e intime Roberta Vermont!
- Está vendo essas
pilhas de pastas em cima da mesa? São
todos de casos efetivamente acontecidos: roubos, latrocínios, furtos, tráficos,
assassinatos. E você quer que eu dê
andamento em alguma coisa que não
aconteceu ainda?
- É isso que devo dizer ao meu cliente? – pergunta Rodrigo
levantando-se impaciente. - Que o senhor vai esperar o sequestro ou coisa pior acontecer à filha dele e então tomará as medidas cabíveis?
- Tudo que trouxeram aqui são suposições. – replica o
delegado sem emoção alguma. - Não há
nada que prove que a tal
francesa queira praticar um
crime contra a menor. Não houve
tentativa alguma e eu não vou disponibilizar meus agentes para
investigar suas suspeitas.
- Seus agentes?
- Sim, meus agentes! Estão
sob minhas ordens por enquanto!
- Paulo seria mais flexível e prudente...
- O delegado Paulo está de férias. E eu não costumo fazer favores.
- O delegado Paulo também não. Ele simplesmente cumpre
com seu dever.
- Então espere ele
voltar das férias e da sua licença.
- É uma pena que não haja no Brasil nenhum dispositivo legal
que tipifique a obstrução da justiça como crime. Eu o processaria por isso. Passar bem! – concluiu Rodrigo, retirando-se.
PSV
Roberta mudou o celular
de mão e procurou nervosamente pelo maço
de cigarros dentro da
bolsa.
- Você só pode estar
brincando, Beto...
- Eu não costumo
brincar, Roberta. Você sabe disso.
- Deposite o cheque que eu te
dei e ficamos quites.
- Roberta, o
valor desse cheque é tão... irrisório. Eu preciso de mais dinheiro!
- Eu não posso
fazer nada! Se você
precisa de mais dinheiro, exija do Claude, é ele quem está devendo à você.
- É claro que
pode fazer algo, querida! Eu quero participar dos seu planos. Da “Operação Boneca Francesa.” É
um bom codinome, não acha? Posso articular e favorecer esse
acontecimento. Eu disse ao Claude que
aceito esperar o fim da turnê e tanto ele quanto Rosa confiam em mim.
- O Claude confia em
qualquer um. - diz tirando um
cigarro do maço e acendendo-o. - Eu não.
- completa depois de uma tragada.
- Eu penso que
você faz muito bem em não
confiar em qualquer um. – repete Beto,
beirando a ironia. – Mas eu seria
melhor como seu aliado. Além de
poder, digamos sabotar suas intenções, eu posso complicar
sua vida com algumas informações que obtive, quando fazia servicinhos
sujos para você, lembra-se?
- Você não pode fazer
isso, combinamos que...
- Não está em pauta o
que combinamos no passado.. Estou dizendo que vou fazer se não me colocar na jogada. O Claude é rico e adora a filha que você
ajudou a separar dele. Ele vai
pagar o quanto você
exigir. Eu fico com quarenta,
não, com cinquenta por cento do valor.
- Cinquenta por cento?
Você está indo longe demais em
sua brincadeira, querido.
- D’accord. Acompanhe
os noticiários franceses amanhã, Roberta. E bonne nuit!
- Não, espere! – gritou Roberta apertando nervosamente o
cigarro contra o cinzeiro. – Eu vou falar com meu sócio, mas não posso prometer nada. Ele já tem tudo preparado e... Ele
chegou, eu te ligo depois. Não faça nada
até falar comigo
de novo!
- Droga! – exclamou Roberta jogando o celular
sobre a mesa com mais
força que deveria.
- Mon Dieu! – brincou Milton – Por que toda essa violência?
- O imbecil do Beto exige participar do plano...
- E quem ele pensa que é
pra exigir alguma coisa
de nós?
- Alguém que tem informações a meu respeito, que não devem vir
à tona.
- Oras, podemos providenciar
um acidente ou um assalto onde ele fatalmente perderia a vida.
- Não! Ele já deve ter
se precavido... Se Claude souber
tudo mais que fiz, nem salvando a bastarda ele vai querer ficar comigo.
- Uau. O que fez para
que seu passado a condena tanto assim?
- Não é da sua
conta, querido. Negócios, negócios, amor à parte, d’accord?
- D’accord. Vamos
encarar pelo lado bom. O
fotografozinho é chegado à família. Pode
ser nosso bode expiatório. Salvamos a
menina, livramos o pessoal do Zequias e
ele fica como grande culpado! Que tal?
- Não sei... Eu acho arriscado.
- Não há risco algum,
meu bem. Pode dar
a boa notícia a ele e seremos todos felizes.
- Há outro problema: ele quer cinquenta pro cento
do resgate.
- Acho justo. – afirma Milton friamente – Afinal nós não
estamos fazendo isso pelo dinheiro, não
é mesmo “mon amour”? E ele... Ele vai precisar para contratar um bom advogado!
PSV
- D’accord, Rodrigo. Eu compreendo e agradeço seu empenho. (...) Não, ela não se manifestou nem nos procurou mais. (...) Ah, ouí, são ótimas
ideia, mon ami. (...) Se tiver alguma novidade me retorne a
qualquer hora... Au revoir.
Claude saiu de
perto da janela e voltou à
cama, onde estavam Rosa e uma
caixa cheia de papéis e fotografias que Alex espalhava pelo cháo.
- E então? – perguntou Rosa querendo saber sobre a conversa.
- Sem novidades, chèrie. – respondeu acomodando-se entre elas
– O delegado substituto é um senhor mais... tradicional, não aberto ao diálogo,
hã? Sua última palavra foi que não irá investigar
algo que não aconteceu ainda.
- O quê? Ele prefere...
- Achei! Achei!– exclamou Alex ficando
em pé e interrompendo a fala da mãe.
Estendeu o braço e passou a foto para o pai.
- Olha eu aí papai! “Que dize” você não
vai me ver né! Mas eu tava ai
dentro!
- Mon Dieu...
- A mamãe disse
que é a última foto comigo
dentro da barriguinha
dela. Quando é que sua barriga
vai ficar grande, mamãe?
- Vai demorar alguns meses ainda, filha. – Responde acomodando-se melhor sobre a cama.
- Vai ser muito bom acompanhar isso, hã? – comenta Claude
apreciando outras fotos.
- Eu posso tirar
uma foto do meu celular da sua barriga
“piquinininha”?
- Claro que pode, Alex.
- Eba! Eu vou “buscá”
ele não vai sair daqui tá? – E vai correndo
para o seu quarto.
Quando volta, pede a Claude
que beije a barriga de Rosa
para tirar a foto. Depois é sua
vez de beijar e ser fotografada.
- Você já tá morando dentro do meu cor... Como é mesmo
que fala coração em francês, papai?
- Couer, pequena. “Mon couer”
- Ah é! – exclama voltando-se para Rosa – Alessia você
já mora
dentro do meu “monquér”, tá? Agora eu “vo i” lá mostrar pra
Dadi! – E sai do quarto.
- Claude, está tudo bem? pergunta Rosa, pois ele acariciava distraidamente uma foto.
- Ouí! – Murmura ele largando a foto, aproximando-se dela. – É que eu ainda não agradeci o
suficiente a você, chèrie...
- Agradecer o que?
- Por não ter
desistido de Alex...
- Eu nunca faria isso Claude!
- Sabe, a ideia de ser pai estava tão distante de mim e agora eu tenho
duas filhas! – Afirma colocando a mão sobre o ventre de Rosa puxando-a suavemente à
sua frente. - Sua barriga nem está
proeminente ainda e eu já estou pensando em pegar Alessia nos braços...
Rosa sorri e
passa sua mão pelos cabelos dele.
- Se já pudesse pega-la, ela caberia na palma da sua mão...
- E isso seria
maravilhoso, hã? – Diz erguendo a cabeça até encontrar o olhar de Rosa.
- Maravilhoso será quando sentirmos juntos ela se mexer pela primeira vez, amor... – Murmura
ela antes de inclinar a cabeça e
beija-lo.
-Gente, a Dadi disse que a minha foto “fico trejoli”... Ih, tão se “beisendo
dinovo”? – Reclama Alex antes de dar um sorriso e um click no momento.
PSV
Joana voltou com o
café no momento em que Beto guardava o celular
no bolso. Serviu a todos e
acompanhou a conversa.
- Feito. – Disse voltando-se para John, Liz e Rodrigo.
- A lembrança desse cheque chegou em boa hora Beto. – comenta Rodrigo. – Uma pena não termos provas de que
era pelas fotos
de Claude... Eu iria esfrega-la
na cara desse delegado!
- Voilà! Ao menos
serviu para Roberta morder a isca e nos
dar algumas informações.
- E quais são? –
pergunta Liz
- Ela realmente tem
ajuda de alguém, o tal sócio, que já
está com tudo armado.
- E ela aceitou sua
participação? – quis saber John.
- Ela não tem saída, John. Vai me ligar e dizer sim.
- Irão colocar a
culpa em você Beto. Acredite, eu
sei como esse tipo de gente
pensa. – afirma Rodrigo.
- Não se os impedirmos, d’accord? É para isso que estou me
infiltrando.
- Bem, assim que tiver
acesso ao plano deles me comunique. Meu pessoal começou a monitora-la, mas ela não saiu do hotel nas
ultimas horas.
- Com Alex em férias,
fica mais difícil para eles, não? –
questiona John.
- Sim. Mas seja lá quem forem os aliados dela, não podemos
subestima-los. - afirma Rodrigo.
- Beto? Quer dizer mais alguma coisa?
- Sim! – diz olhando para
todos, enfiando a mão no bolso. – Eu quero que isso fique com vocês,
John e Liz, no caso de algo sair errado... – e entregou o cheque e um pendrive.
- Se algo acontecer comigo, ou com Alexandra, sigam as
instruções contidas nele. É tudo que precisam saber.
- Ok. Eu vou guarda-los no cofre. – Afirmou John sem
questionar.
- D’accord. Eu preciso ir, Cleide está
me esperando. – Seu café estava
divino, Joana, obrigado!
- Eu acompanho você
nas duas
coisas, Beto. – diz Rodrigo – Joana,
John e Liz, tenham uma excelente noite.
- Vocês também, meus
caros! E obrigado por tudo que estão fazendo por nossos amigos.
PSV
Louise saiu pelos fundos
da delegacia, após mais de cinco horas depondo sobre as acusações.
Tentava escapar dos flashies e das perguntas dos
jornalistas de plantão.
Apesar de acompanhada
do advogado, manteve-se calada
até chegar a mansão.
Não esperou que Elise abrisse a porta e assim que adentraram
a sala tirou o casaco e jogou-o sobre o cabideiro.
- Aguarde a minha volta, eu preciso de um banho.
Sirva-se do que quiser ou
chame por Elise.– foi tudo
que disse antes de sumir escada acima.
Morris colocou sua
pasta sobre a mesa de centro e acomodou-se no sofá, dando
uma rápida espiada em seu relógio de pulso. Não estava a
fim de beber e acabar a noite na cama
com Louise.
Instantes depois, com
o celular a mão, acessou a internet
e buscou por notícias sobre
ela. Ataques, críticas e pedidos
de investigação.
Seu trabalho era defender políticos, corruptos ou não, e
convencer jurados e juízes de suas
inocências, e absolvê-los.
Mas no caso de Louise,
as coisas pareciam mais complicadas,
talvez mais pelos momento conturbado que o país todo enfrentava que por suas falcatruas. Não
que elas não fossem desprezíveis e maléficas. O caso
era que
sua opinião não estava em
jogo. A
sua conta bancária
sim.
- Demorei muito?
- Não. – respondeu sabendo o que ia encontrar
quando levantasse os olhos.
E não se enganou. Lá estava a inabalável Louise Geraldy de sempre. A camisola elegante e nada
discreta coberta pela transparência de um robe de tecido fino, que
acentuava seus movimentos.
- O que vai acontecer
comigo, Morris?
- Provavelmente será indiciada formalmente por crimes de
corrupção ativa, tráfico de influência e encobrimento da violação de sigilo
profissional.
- Maldito Roger Avril! – Resmungou servindo-se de
wiscky
- Voilà! Você não é a primeira política detida numa
investigação criminal. A Procuradoria ainda não anunciou sua decisão, portanto...
- Números, Morris, eu quero números! Quais as minhas
chances de escapar dessa situação?
- Com todas essas denúncias, muito poucas, Louise. Talvez dez
por cento...
- Você precisa descobrir o que corre pelos bastidores da Procuradoria. Prometa
favores, use suas cartas,
suas amiguinhas, mas descubra que
juiz será nomeado.
- Isso eu já sei e
será outro golpe para
você. Valentine Monrenoir.
- Isso só pode
ser um pesadelo! Como podem
escolher alguém que tem a
obsessão política de destruir a pessoa que será
julgada?
- A extrema-direita demagogicamente quer confusão. Há anos
querem a sua cabeça e ao
indicar Valentine, se interseccionam com a população oprimida francesa.
- Eles querem confundir os setores da classe trabalhadora!
A população sempre se opõe à extrema-direita repudiando a reforma trabalhista e a mudança radical do regime.
- D’accord. Tudo de
acordo com os interesses das classes. Como se vê nada
mudou desde aqueles anos atrás, hã?
- Quando irão anunciar o nome dela? – Pergunta levando o copo
aos lábios.
- Assim que a
procuradoria anunciar a abertura
das investigações.
- Eles tem a intenção de humilhar-me publicamente... – Diz
abaixando o copo - Mas se eu for, levarei
muita gente comigo! – Afirma levando o copo novamente à
boca, engolindo a bebida num só gole.
PSV
Alexandra
caminhou atenta e confiante pelo
tapete azul, anunciando a entrada de
Erci e Freitas, enquanto Beto fazia as
fotos. Colocou-se na posição
indicada por uma estrelinha e sorriu
assim que encontrou o olhar do pais.
- Chèrie? O que foi? – perguntou Claude ao sentir a mão de
Rosa apertar a sua, mais que o normal.
- Eu não sei... – sussurrou.
- Vai correr
tudo bem, acalme-se.
- Eu não consigo. –
murmurou sorrindo de volta para
Alex. – Você viu quem está
entre os convidados? – e mudou
seu olhar para os bancos à
sua direita.
- Ele é amigo de
Freitas, chèrie. E fez o mínimo,
que foi pedir pardon a
você. Vamos esquecê-lo.
- Tem certeza que o
plano é bom? – perguntou incomodada.
- Ouí. Rodrigo está a
postos com sua equipe e
tem apoio do delegado seu amigo.
- É... Ele foi muito
atencioso em participar disso estando de
férias.
Rosa tentou então se
concentrar nas palavras do juíz. Mas
como? Se o plano falhasse Alex...
Não! Isso não vai acontecer, afirmou a si mesma
em pensamento repassando o plano de
dias atrás....
Estavam na galeria quando Beto apareceu com a noticia.
Roberta o incluíra no plano. Qual era o
plano? Sequestrar Alex, salva-la e
ficar com Claude. Estava
tudo programado para
sequestrarem-na durante um
passeio da família, mas com a entrada
de Beto, apressariam as coisas.
A função de Beto seria
fotografa-la o mas distante de
todos e o mais próximo da
entrada do evento do casamento. Os capangas então a pegariam, mas seriam detidos pela
equipe de segurança. Havia seguranças entre os convidados e no entorno do quarteirão.
Todos com comunicadores, além de celulares, conectados em um
grupo de rede social.
Olhou de novo para Alex e em seguida correu os olhos pelos convidados certificando-se de que os seguranças realmente estivessem ali...
PSV
Roberta apertou o que restava
do cigarro contra o cinzeiro e voltou a
andar de um lado a outro. Aquilo tinha
que dar
certo! Claude a agradeceria
por se arriscar e salvar a bastardinha. Alex, Roberta.
Corrija-se e acostume-se a chama-la assim.
Então, o convenceria que seria melhor mãe que Rosa e os três
ficariam juntos. Até convencer
Claude a colocar “Alex” em um colégio interno. Só precisaria
aguenta-la nas férias
de verão, depois disso.
Mas e se não desse certo? Claro que vai dar certo, Roberta, não seja negativa...
- Preciso me acalmar! – exclamou ligando a televisão e
sentando-se no sofá.
Reconheceu o local que o canal exibia de imediato: Nice, ao
sul da França. Só percebeu que algo não
estava bem, quando a imagem foi
novamente exibida e explicada pela repórter.
“Turistas e franceses
se reuniam à beira-mar na cidade litorânea de Nice, na França, para assistir a
uma queima de fogos de artifício, quando ao fim do show de fogos um
caminhão invadiu a área em que estava o
público.
O clima foi de pânico.
Não se sabia se era um acidente ou se o
motorista atingia as pessoas deliberadamente. De acordo com um site francês, foram
confirmados, 77 mortes e 47 feridos, 16 em estado grave. O motorista só parou ao ser morto a tiros por policiais.
O presidente francês,
François Hollande, disse que o atentado tem caráter terrorista e que vai
estender por três meses o estado de emergência no país e ampliar...”
- Mon Dieu... – sussurrou antes de escutar
o toque do celular.
Atendeu na certeza que
era Milton e assustou-se com a
voz feminina que escutou.
- Mademoiselle Vermont?
- Ouí...
- Je suis infirmière en
chef de l'hôpital Concordia.
- Ce nombre est
probante, comment pourrait?
- Son père. Il était
l'une des victimes de l'attaque, nécessitant des soins spéciaux. Je sais que ce
n'est pas en France, mais sa présence est fondamentale.
- Comment est-il?
- Dans le temps sous
sédation. Il est tout que je peux dire.
- D’accord. Je vais
dans le premier vol. Merci beaucoup.
Roberta olhou novamente para a imagem congelada da TV antes de ir para
seu quarto e jogar algumas
roupas dentro da mala.
- Droga, isso não estava nos meus planos... Mas não posso ficar! Droga, droga, droga!
- Calma Roberta, você
tem apenas que adiar por uns dias o sequestro, apenas isso...
Desceu até a portaria
e avisou que ficaria fora
alguns dias. De dentro do táxi buscou um aplicativo e conseguiu uma
passagem para dali a duas horas.
Respirou fundo e
enviou mensagem para Milton e Beto.
“Abortar Operação Boneca
Francesa. Meu pai gravemente ferido em um atentado. Estou a caminho da
França. Não façam nada sem minha presença. Entro em contato assim
que chegar lá.”
PSV
Beto parou de
fotografar por um instante para ler a mensagem. Roberta voltando à França? – pensou preocupado.
Imediatamente repassou a mensagem para
Claude e Rodrigo, que em seguida trocaram olhares.
Aproximou-se de Claude e batendo algumas fotos
disse:
- Não sei o que está acontecendo, mas foi isso que ela mandou.
- Vou confirmar com
Frazão. – respondeu Claude. – Chèrie, não saia com Alex desse grupo, d’accord? - aconselhou ele, referindo-se à John, Liz,
Joana, Dadi, Silvia e Júlio, Nara e Sérgio e afastou-se.
Beto continuou com as
fotos, passando entre os grupos
que agora cumprimentavam o casal.
Milton conversava
animadamente em um desses grupo.
Mãos nos
bolsos, sorriso galanteador para a garota a
sua esquerda, a secretária da noiva. Quando viu Beto erguer a câmera, tirou o
celular do bolso discretamente virou de costas,
pedindo desculpas a ela. Foi só
então que reparou na mensagem.
Abriu-a e apertou os lábios ao lê-la.
Deu alguns passos a frente e
ligou para Roberta. Caixa postal.
Ignorando o horário no celular, bateu os
olhos nos ponteiro do seu
relógio. Pelo combinado, falavam
três minutos para Beto levar a garota
para fora. Mas ele permanecia
fotografando os outros
convidados. É claro, ele recebeu
a mensagem também e não vai leva-la para fora!
- Mas que merda, Roberta! – Murmurou digitando o mais rápido que conseguia.
- Algum problema? – perguntou
a secretária com quem ele conversava antes.
- Ah, não... Nada que
eu não possa resolver.
Um momento apenas, ok?
Afastou-se ainda mais para concluir sua mensagem.
“Que brincadeira é essa, Roberta? Mas que droga, eu não quero esperar mais “por ela”! Não aguento mais ver a cara
de felicidade do seu amigo francês! Sabe quanto custará abortar tudo agora? Acha que eles trabalham de
graça?”
Para sua surpresa, a mensagem foi visualizada e respondida.
“Não posso deixar
meu pai morrer. Volto em
alguns dias. Pague o que pedirem e adie
o evento. Decolando, tenho que
desligar o celular.”
Milton balançou a cabeça negativamente. Aquilo não estava
acontecendo...Mandou uma mensagem para que os comparsas permanecessem ali e guardou
o celular.
Passou a mão pelo rosto e olhou para frente. Erci jogara o
buquê e sua secretária
estava com ele nas mãos, olhando
em sua direção. Era só o que
faltava! – pensou forçando um sorriso e sacudindo os ombros.
PSV
Rosa sentiu-se
aliviada depois de saber da
mensagem. Conseguia até sorrir mais
naturalmente, como agora, quando agradeciam
a Erci e Freitas pela discrição e comunicavam o
cancelamento do suposto sequestro.
Rodrigo repassara a mensagem e depois de um tempo de espera,
o delegado Paulo e seus colegas se retiraram da campana. Apenas um carro da
equipe de Rodrigo permanecia a postos,
nas imediações.
Alexandra pedira o colo do pai há alguns instantes atrás e
agora dormia com a cabeça no ombro dele.
- Graças a Deus que
nada aconteceu com a nossa menina!
- afirmou Erci estendendo o braço e
ajeitando uma mecha de cabelo de
Alex, que escapava do penteado. - Ela está capotadinha, Claude!
- Não resistiu, hã?
- E eu sei que vai compreender por nos retirarmos antes de acabar
sua recepção, Erci. – afirmou Rosa gentilmente.
E se olhar foi atraído
para além de Erci. Incomodou-se com o jeito como Milton a
encarava. Seu coração pareceu apertar dentro do peito e acelerou em seguida.
Fechou rapidamente os olhos e respirou o mais profundo que
conseguiu. Então a voz de Erci a
trouxe de volta.
- É claro que sim, querida! Você também precisa descansar, depois de todas
essas emoções. Gratidão eterna por
deixar Alex ser minha daminha, Rosa!
- Nós é que estamos
lisonjeados! Alex adorou! – respondeu
desviando o olhar. Mas Milton não estava
mais ali.
- Divirtam-se em lua
de mel, ok? Eu desejo que sejam tão felizes
quanto Claude e eu somos!
- Obrigada, Rosa. É
tudo que queremos: ser felizes!
- Boa viagem, Freitas! Não
vá perder a noiva, há?
Freitas deu uma
boa risada antes de responder:
- Mas não mesmo! Se quer
saber vamos sair à francesa, logo atrás
de vocês...
Beto aproximou-se, tirou mais algumas fotos e encerrou seu
trabalho.
PSV
Milton puxou o cinto de segurança, o ajustou e travou,
blasfemando. Estava com o celular na
mão, para finalmente dispensar os capangas de Zequias, já que Roberta não havia feito outro contato. Selecionou o contato e foi então
que viu Claude e Rosa assarem em frente
seu carro, conversando animadamente.
Acompanhou-os com o olhar inflamado
de ira.
Viu Claude entrar na parte
de trás desajeitadamente e
colocar Alex na cadeirinha. Quando saiu,
riram de alguma coisa. Então Claude enlaçou Rosa pela cintura e beijou-a com paixão, antes de
abrir a porta para que entrasse no carro.
E enquanto o carro percorria
o caminho até a saída do estacionamento, tomou uma decisão.
- Dane-se, Roberta! – Murmurou tocando na tela do celular.
- Mudança de planos. Sigam o carro dele e simulem um assalto.
Levem o carro e a garotinha. E não
esqueçam das máscaras!
PSV
Continua
em 2017...


