PSV
Rosa deu uma leve batida na porta e entrou a frente de Claude. John e Liz pararam a
conversa imediatamente e levantando do sofá em que estavam foram ao encontro dos dois.
Rosa notou o
olhar de Liz na mão que Claude mantinha em sua cintura. Deu um passo a frente e os abraçou.
- Liz, eu senti tanto não poder recepciona-los em sua volta!
- Não se culpe,
querida! – Disse John – Janete nos
contou sobre seu mal estar. –
Claude! – Falou cumprimentando-o também, depois de Liz.
- É um prazer tê-los
de volta, hã? E quanto a Rosa, não foi apenas um mal estar, foi uma crise alérgica
aguda, mas ela se nega a ir em um especialista.
- Oras, já estou melhor com os medicamentos que Erci receitou, não estou?
- Erci a pediatra de
Alex? – Questiona Liz.
- Ouí, ela mesmo Liz.
- Rosa, quando vai deixar
de ser teimosa em relação a
sua saúde?
- Mas eu já estou quase cem por cento de novo, ok? – E não
segura algumas tossidas.
E é salva pela entrada
de Janete com a água.
- Com licença, a água
que pediu, Rosa.
- Obrigada, Jane... – Responde antes que ela deixasse a sala.
Claude gentilmente serve um copo à Rosa. John e Liz recusam
- Bem, Liz... John, imagino que devem ter algo
importante a dizer a respeito da
galeria, até porque voltaram antes do
previsto, hã? Mas temos algo mais em
comum e muito mais importante: Rosa e Alex. - Diz Claude segurando a mão de
Rosa e entrelaçando seus dedos aos dela
- E eu gostaria de lhes contar uma história, mas antes sentem-se, d’àccord? Chèrie... – E espera que Rosa se acomode em umas das
cadeiras.
- Claude, talvez seja
melhor eu me explicar...
- Não, Rosa. Quem deve explicações sou eu.
- Se quer assim, está bem. Comece então.
- Merci. Bien,
essa história começa há cerca de
seis anos atrás. Era o último dia de minha
agenda no workshop em uma
Universidade da Holanda, em Amsterdã. Eu
palestrava e mediava uma discussão com temas específicos entre os doutorandos
do grupo e Rosa era um deles...
PSV
Trens são a forma mais conveniente de se chegar a qualquer
cidade ou vilarejo na Europa. Todas as principais cidades possuem uma estação
de trem. Algumas mais de duas estações, geralmente localizadas no centro das
cidades.
Algumas estações ferroviárias de Paris são equipadas com
guarda volumes, como a que fica no Terminal Dois do aeroporto Charles de Gaulle, perto da estação do RER/TGV, no nível
quatro em frente do Hotel Sheraton. Era nessa estação que estava Roberta.
- Essa é a vantagem das estações de trem: ficam dentro da cidade. – Falou a si mesma enquanto
conferia as portas até encontrar a sua.
O ticket para o qual ela
olhava havia sido deixado na
recepção do hotel poucos minutos antes, exatamente como o combinado.
- Ah! Aqui está você
483! – Murmurou tirando a chave do
bolso.
Abriu o guarda volumes
e retirou uma pequena mochila preta de
lá. Correu alguns centímetros do zíper, o suficiente para
certificar-se que havia dinheiro ali. Em seguida seguindo as instruções encostou
a porta e virou a chave, deixando-a ali.
Voltou ao quarto do hotel e conferiu o valor.
- Perfeito! – Exclamou ao checar a última nota e guardar tudo dentro de sua
mala. – E isso é só o começo, Louise...
Horas depois seguia em um trem com destino à Espanha.
Estações ferroviárias não vistoriam bagagens.
PSV
- ...E só então esclarecemos tudo. – Concluiu Claude,
sentando-se ao lado de Rosa.
- Well - Liz foi a
primeira a se pronunciar – Sua mãe
parece ser convincente no que diz.
- Oh, sim ela é. - Disse Rosa.
- Sim, minha mã... Minha madrasta o é. Mas não vou me isentar de tudo. Deixei que o orgulho tapasse
meus sentimentos. Eu devia tê-la
procurado, Rosa. – Concluiu colocando sua mão
sobre a dela.
- Nesse caso eu
também tenho culpa! – Falou Rosa olhando-o - Devia tê-lo esperado voltar, mas achei
que seria humilhação demais escutar de você que não me queria
mais...
- Louise armou muito bem, hã? – Consolou-a - Soube
exatamente onde nos ferir...
John que até então
calado manifestou-se:
- Presumo que irão
continuar de onde pararam, estou certo?
- Ouí/Sim. – Disseram Claude e Rosa ao mesmo tempo.
- E Alex, como ela
reagiu a isso tudo?
- Oh, muito bem, John! – Apressou-se Rosa a dizer – Pode parecer absurdo o que vou dizer, mas acredito que inconscientemente ela já
sabia que Claude era seu pai.
- Só podemos desejar que sejam felizes daqui para frente! –
Exclamou Liz.
- Seremos Liz. – Disse Claude – Mas antes preciso pedir desculpas, ou melhor, perdão a
todos vocês juntos...
- Claude não, não precisa... – Murmurou Rosa.
- Preciso sim, Rosa. Para
ficar em paz comigo mesmo, para que saiba que meu amor é
verdadeiro, preciso pedir que me perdoem.
- Já falamos sobre
isso e já nos perdoamos. – Disse docemente.
- D’áccord. – E ficou
em pé, dirigindo-se a Liz e John - Mas
sabendo o quanto vocês dois representam para Rosa e para minha filha,
o quanto cuidaram delas, eu peço que me perdoem por ter pensado o que pensei.
- De nossa parte não
há o que perdoar, Claude. O que importa é que vocês já se perdoaram. – Diz Liz.
- Sabe Claude – Fala John por
sua vez - Eu sempre
tive a impressão que você se
incomodava ao me ver perto de Rosa. Quando Liz desconfiou que você fosse o pai de Alex, lembrando-se de seu
nome na tese dela, eu compreendi tudo. Pensamos em voltar, mas chegamos a
conclusão que nossa ausência poderia reaproxima-los.
- Se isso não acontecesse, entraríamos em ação. Foi por isso
que marquei o nosso café Claude. – Interferiu Liz.
- Então não era sobre a galeria...
- Não. – Confirmou John.
– Eu pedi a Liz que o chamasse, confiando em sua
excelente educação. Você não
recusaria um convite partindo dela e a conversa é claro, giraria em torno de vocês dois, porque agora tínhamos provas sobre vocês.
- Provas? - Pergunta
Rosa.
- Yes, darling. Estivemos de passagem pela Holanda, numa
Feira de Arte e conhecemos um velho amigo de vocês dois: Erjan Van der Helstien.
Muito criativo a ideia do painel de
fotos dos visitantes de
sua loja hoje praticamente uma
galeria de arte.
- Erjan! – Exclamaram juntos Claude e
Rosa.
- Mas, como? – Perguntou Rosa.
- Eu acho - Começou Liz ficando em pé, segurando na mão de Claude e Rosa
- Que
Cupido estava disposto a consertar
essa história e atirou flechas para
todos os lados, provocando o Destino. Fez
você vir para o Brasil - E
apertou um pouco mais a mão de Claude - E enviou John e eu até Amsterdã na esperança
que uma delas funcionasse.
Então Rosa tossiu e se afastou um pouco de todos.
- Eu acho que uma delas me atingiu e funcionou. Só que estava
contaminada! – Conseguiu dizer Rosa controlando-se e fazendo todos
rirem.
PSV
- Humm Dadi! – Disse Nara abraçando-a – Eu estava com tanta saudade de você!
- Também senti sua falta, menina! Agora acomode-se que vou servir
o almoço.
- Servir? – Disse Nara em tom de dúvida – É claro que não. Vai sentar-se conosco, como faz com o Claude, e nos contar tudo que sabe sobre ele e Rosa.
- Mas eu não sei de nada, querida.
- Pra cima de nós, Dadi? Você sempre sabe das
coisas... – Observa Frazão.
- Mas dessa vez sei tanto quanto vocês. Além do mais, se acertaram há dois
dias apenas. E você quando
pretende voltar para a
França?
- Eu acho que não vou
voltar, Dadi. Não tenho... Estômago para suportar o que Louise fez e continua
fazendo.
- Louise? Não a chama
mais de mãe?
- Não creio que ela
vá se importar...
- Olha, eu não
sei vocês duas, mas eu
estou morrendo de fome! – Exclama Frazão - Portanto, se quiserem continuar só conversando, fiquem à vontade, ouí?
PSV
Bernard colocou o
fone no gancho com certa violência. Isso era o que
queria fazer a outra
pessoa. “Marquei uma coletiva para
domingo com toda a imprensa. Não
esqueça de parecer feliz ao meu lado”.
- Mas que droga,
as coisas estão
saindo fora do meu
controle! – Resmungou. - Tenho
que achar uma saída e evitar este
casamento... Mas como? Se dissesse não, Louise o tiraria da
corrida parlamentar sem ao menos
piscar um dos olhos. Não, não tinha
muito tempo, a convenção para
escolha dos candidatos já estava marcada.
- Tenha calma e
seja prudente, Bernard. É melhor levar
essa ideia adiante e garantir seu
espaço. Enquanto isso, vamos procurar a
agulha no palheiro de Louise. Provas.
Você tem que conseguir provas das
falcatruas que ela já fez dentro do
partido, só assim poderá enfraquecer e derrota-la.
Sorriu, imaginando-se o novo líder do partido.
- Ah, Louise, eu sinto muito. Você é uma ótima parceira de cama mas
vou jogar com as mesmas
cartas suas. Não devia ter ensinado tudo que sabe, “mon
amour”!
PSV
Rosa olhou aflita para
o painel do elevador e foi contando mentalmente enquanto acompanhava os números desaparecerem em ordem crescente. Não
percebeu mas apertou a mão de Claude com
força.
- O que foi Rosa,
algum problema?
- Não gosto dessa
brincadeira. Não me agrada a
ideia de deixa-la sozinha dentro de um elevador.
- Chèrie, não passa de uma brincadeira de criança mesmo, hã? Uma aventura. Além do mais, Frazão e Nara a embarcaram no térreo e nós
aqui estamos para recebê-la.
- Eu sei mas é que... Chegou! – Exclamou vendo e elevador
parar.
Claude abriu a porta e Alex literalmente pulou para fora
dele.
- Eba! – Gritou correndo para a já conhecida porta do apartamento – “Vamo”, eu
tô morrendo de saudade do padrinho e da
madrinha!
- Está vendo, ela não desapareceu numa “máquina do tempo”! –
Brincou Claude.
- Não teve graça, Claude! Você já assistiu...
Mas a porta do segundo
elevador abriu e Frazão saiu procurando
por Alex:
- Ei, baixinha! – Disse localizando-a no fim do corredor – Você prometeu esperar!
- Falou indo na direção dela.
Alex ria e tentava alcançar a campainha.
Nara apareceu em
seguida e segurou no braço livre de Claude, enquanto Frazão erguia Alex ao
alcance da campainha.
Foi Dadi quem abriu a porta.
- Até que enfim chegaram já estávamos preocupados.
- Oi Dadi, cadê a minha madrinha? – Perguntou Alex entrando
primeiro.
- Está na sala de
jantar.
- Legal eu vou lá! –
Disse a menina correndo naquela direção.
- Vamos! Entrem, ou o
jantar esfria!
- A culpa foi minha
Dadi. – Assume Claude - Eu quis ir ao
shopping comprar uma cadeirinha para Alex, mas agora ela tem que usar o assento de elevação e
instalar isso no carro não foi tarefa fácil. – Explicou-se ainda.
- Não mesmo, Dadi! Não fosse
a ajuda do especialista aqui, ainda estaríamos em casa!
- Eu nem vou mencionar
que o fato de você ter sentado
nele foi o que nos atrasou, ok? - Falou
Rosa bem humorada provocando a risada de
todos na roda.
Ajeitou sua mão no braço de Claude e seguiram Dadi.
- Vamos senhor especialista? – Argumentou Nara.
- Mulheres! - Exclamou Frazão sorrindo - Não conseguem guardar um segredo! - Então
ofereceu o braço a Nara e seguiu os amigos.
Liz e John apareceram com Alex e Rosa apresentou Frazão e
Nara a todos de maneira informal. Logo
estavam dispostos à mesa para o jantar
que haviam combinado no final da sexta-feira.
O licor foi servido na sala de visitas e de repente
estavam todos espalhados.
Claude pediu licença a Liz e Nara, com quem conversava e foi
ao encontro de Frazão que conversava com
John. Conversaram alguns instantes até que o relógio de John avisou-o do remédio de Liz .
Assim que John se
afastou, Claude disse:
- Vai ficar só olhando, mon ami?
- Não sei do que está
falando, Claude. – Respondeu Frazão desviando o olhar de Janete para o pequeno cálice de cristal em
suas mãos.
- Voilà! – Exclamou Claude
com um sorriso discreto - Ela é inteligente,
competente, bonita e solteira, hã?
- Mas está
acompanhada.
- Sérgio e Janete são apenas
amigos. E nossos grandes parceiros na galeria.
Nara aproximou-se
dos dois a tempo de ouvir o
último comentário de Claude. E sorriu.
Do outro lado da sala Sérgio acompanhava o movimento de Nara,
ao lado de Janete.
- Sérgio quer parar de
olhar assim para a irmã do Claude? Ele pode
não gostar! - Observou Janete.
- Contanto que ela goste...
- Olha aí, não disse? Agora ele está olhando para mim!
- Não, Janete, não é o Claude quem está olhando para você é o amigo dele. E eu diria que ele a
olha como um felino olharia para sua presa...
PSV
Rosa abriu a
porta e Claude entrou com Alex nos braços e seguiu Rosa até o quarto da filha.
- Vem com a
mamãe, querida!
- Hummm...
Eu quero a minha caminha, mamãe...
- Eu sei,
mas antes tem que ir ao banheiro e
escovar os dentes.
- Mas eu tô
muito cansadinha...- Resmunga sem levantar a cabeça do ombro do pai.
- Pois eu
acho que você deve fazer um esforço e
obedecer sua mãe, como um bom
filhote de canguru faria, hã?
- A mamãe canguru faz
ele “escova” o dente também? – Perguntou
ela levantando a cabeça;
- D’àccord. Porque assim ele vai ter dentes bonitos
e saudáveis.
- Então
eu vou “tamém”, me põe no chão papai!
Rosa sorriu e moveu os lábios num “obrigada” para Claude e meia hora depois estava procurando por ele pela casa. Encontrou-o na cozinha.
- Ela realmente fez um esforço e tanto. Quase dormiu escovando os dentes! Obrigada!
- Não tem que agradecer. Foi gratificante fazer parte do processo...
Chá ou café? A água está no ponto.
- Chá. – Respondeu abrindo a porta do armário e tirando a caixa de chá de dentro
dele.
- Continua só tomando mate... – Observou Claude colocando
duas xícaras sobre a mesa.
- É o meu preferido,
apenas isso. – Respondeu Rosa
colocando uma sachê em cada xícara. – Açúcar?
- Não. Alguém com toda razão ensinou-me
que o açúcar mascara o sabor das bebidas. – Comentou colocando a água quente
nas xícaras.
Sentaram quase ao mesmo tempo e apreciaram o chá em silêncio.
Claude terminou primeiro.
- Bem, é melhor eu ir embora e deixar você descansar. – Falou levantando-se.
- Mas já é tão tarde! – Exclamou Rosa – Por que não passa a
noite aqui? – Falou
tomando seu último gole de chá, ficando em pé, frente a ele.
- Por que se eu ficar não
vou querer dormir no seu
sofá. – Afirmou colocando uma
mecha teimosa de cabelo dela para atrás.
- Pode dormir na minha cama, coubemos lá não foi?
- Rosa, depois de tudo
que conversamos e desses dias todos... Se eu ficar vou fazer amor contigo e não podemos, hã?
- Não podemos...? Por que não, eu não estou mais tossindo ou espirrando... – Argumentou Rosa
abraçando-o pela cintura. E descansou sua
cabeça no ombro dele, como Alex havia feito.
Claude sorriu e também a prendeu pela cintura antes de
responder.
- Porque combinamos que isso nunca aconteceria na sua
casa.
- Ah, que acordo mais... Inconveniente e desnecessário não acha? - Falou Rosa erguendo a cabeça e ficando a milímetros dos lábios dele.
- Se eu concordar em ficar vai pensar que sou fácil demais? –
Brincou Claude roçando seus lábios
aos dela.
- Não! – Murmurou de volta -
E se me der cinco minutos eu posso desfazer esse mal
entendido... – Completou afastando-se rapidamente para o quarto.
Três minutos depois
Rosa saia do banheiro apenas com a lingerie e o colar de pérolas, que havia se dado de presente
há dois anos. Procurava pela
caixinha de joias e por sua
camisola.
Mas encontrou Claude. Ele havia tirado o blazer e desabotoava a camisa.
- Está adiantado, eu ainda
tinha dois minutos. – Argumentou
enquanto ele continuava a se despir.
- Que sorte
a minha. – Respondeu ele
admirando-a antes de abraça-la e
dar alguns passos fazendo-os cair sobre a
cama.
- Adorei a combinação lingerie e perolas... – Disse ele roçando sua barba
sobre o colo dela, subindo devagar até os lábios. – Promete nunca mais fugir de mim? – Pediu perguntando, os
olhos fixos nos
dela.
- Sim... - Sussurrou
Rosa passando o colar sobre ele prendendo-o
a si. - Nunca mais eu prometo!
E deslizou suas mãos, escorregando-as lentamente pelas costas dele. Claude flexionou os braços
diminuindo a distância entre os dois. Beijaram-se suavemente, sem pressa; na lentidão de quem
deseja viver o romance e não a paixão.
- Como é possível sentir meu coração bater mais rápido e mais
lento ao mesmo tempo quando estou com você? – Perguntou Rosa.
- Eu faço isso contigo é? – Murmurou ele arrastando os lábios
até chegar sobre o coração dela.
- Humhum... Percebeu?
- D’àccord... – Diz
tirando o colar que os prendia. - Sabe por que seu coração fica assim?
- Disse Claude baixinho
- Porque quando chegamos na cama nosso sexo é bom?
- Nosso sexo não começa na cama, chérie. Ela não resolve nada.
- Ah, não?
- Não. Ele é bom porque começa antes da cama, quando tomamos um chá por exemplo.
- Quando nosso corpo deseja a mesma coisa...
- Não só o corpo. A mente e o coração tem que estar na mesma sincronia, senão a intimidade não existe...
Então Claude parou de falar e segurou o colar entre os
dentes, arrastando-o vagarosamente sobre
o vale que se formava entre os seios dela, descendo até alcançar o abdômen.
Demorou-se ali por alguns segundos, e deslizou o corpo para baixo. As mãos iam a frente e contornaram o
quadril, avançando sobre as cochas, apertando-as numa massagem sensual.
Seu queixo, resvalou no elástico da lingerie, fazendo
com que algumas perolas por ali se
enroscassem e o colar escapou-lhe. Um sorriso maroto marcou a linha dos seus lábios antes que ele fizesse o
caminho inverso, calculando a força exata e necessária para provoca-la ao
passar de volta pela parte triangular do
tecido que a cobria ali.
Rosa tentou segurar a onda avassaladora que fazia seu corpo
estremecer de prazer. Fechou os dedos apertando um pedaço do lençol entre eles.
A respiração descontrolada fazia seu
abdômen subir e descer rápido demais, a ponto de perder o fôlego e mesmo
parecendo loucura, isso fazia todo
sentido. A felicidade era feita desses
momentos.
Mordeu o lábio inferior tentando inutilmente segurar um gemido ao sentir a boca de Claude
beirar sua intimidade antes de resgatar
as esferas e puxar o colar de volta e para cima.
Claude girou o corpo
levando-a consigo e foi a vez dele prendê-la
com o colar e escorregar as mãos pelas
costas dela, até encontrar e abrir o fecho da lingerie puxando-a
suavemente para fora do corpo de Rosa.
O movimento que Rosa
fez para colaborar permitiu que o
colar também escapasse e aterrissasse graciosamente sobre os lábios dele.
Segura de si, Rosa o
imitou e com as perolas entre os dentes
puxou-a para cima libertando também a cabeça de Claude. Na volta, roçou seu rosto contra o dele até que sua
boca estivesse à altura dos lábios dele.
- Seu coração está
igual ao meu agora... E você tem razão nosso sexo não é só sexo. É amor.
- Sempre foi. – Afirmou Claude – Mesmo quando eu te obriguei
a...
- Chhhhhhhhi... – Fez Rosa colocando o indicador sobre os
lábios dele – Rápido ou lento, é amor e é o que importa, d’àccord? - Disse libertando-lhe os lábios, contornando-os com a língua.
E depois os beijou,
antes de descer pelo queixo até o peito. Percebeu o coração dele tão alterado
quanto o seu e foi pressionando os lábios entre os pelos ásperos, arrastando seu corpo sobre o dele, cada vez mais
para baixo.
Então sentiu os braços de Claude em sua cintura e de
repente eram os lábios dele sobre o seu
peito, mergulhando em cada um dos seus
seios enquanto seus sexos se encaixavam.
Não demorou muito para que
ficassem completamente nus e se completassem
em meio as carícias que trocavam. Quando finamente explodiram de
prazer suas pernas e braços se enroscaram num balé esquisito, feito apenas para
amantes que se amam.
Seus olhos se encontraram no infinito deleite daquele gozo indescritível.
- Sabia que a nossa pupila dilata quando olhamos para quem
amamos? - Sussurrou Rosa.
- Igual a sua
está agora? – Retrucou Claude
sorrindo e deixando-a.
Seu corpo recaiu lateralmente sobre a cama e de imediato usou seus braços
para trazê-la junto a si. Sentiu as
costas de Rosa colidirem suavemente contra seu peito e uma de suas
pernas se intrometeu entre as delas
enquanto puxava o lençol sobre eles.
- Eu espero que sim, que ela
esteja do tamanho
nosso amor. – Falou Rosa erguendo a cabeça ligeiramente
para trás.
- Eu acho que não existe nada maior que o nosso amor, chérie. -
Argumentou beijando-a de leve sobre a nuca
Argumentou beijando-a de leve sobre a nuca
- Acho que a coisa
mais importante que existe é encontrar o
amor. – Afirmou Rosa ajeitando o rosto no travesseiro antes de continuar. - Encontrar
o verdadeiro amor, com a pessoa certa, e passar o resto da vida com ela...
- Voilà, está enganada,
hã? – Argumentou Claude acariciando-a no
braço com a ponta dos dedos. - Não
somos nós que encontramos o amor, é ele que nos encontra.
- Então que bom que
ele nos encontrou de novo...
- Pra nunca mais nos
perdermos, mon amour... – Murmurou pousando sua
cabeça no mesmo travesseiro que ela.
E correu seus dedos pelos dois
braços dela, segurando-os gentilmente, mas de maneira
firme.
Rosa era seu amor. Rosa e Alex. E nunca mais nada nem ninguém os separaria outra vez, pensou antes que seu
sono acompanhasse o de Rosa.
PSV
Continua





1 comentários:
Quero maiss.... Pode postar! Em diaaaa...kkk
Postar um comentário