Pages

segunda-feira, 6 de junho de 2016

PSV/Capítulo 37

PSV


- Tchau mamãe! – Exclamou Alex largando a mão  de Rosa   e entrando na escola com o passo acelerado sob o olhar da monitora.
Rosa esperou que ela se juntasse as outras crianças na fila e despedindo-se da monitora voltou para o carro.
Estava satisfeita com o método da escola e feliz pelos  avanços de Alex, que se adaptara totalmente ao ritmo casa-escola.
Antes de seguir  para a galeria passou na  farmácia  de sua confiança e  comprou outra dose de antialérgico e térmico. Não tinha febre no momento mas  sentia que ela não demoraria a aparecer. Em contra partida tinha crises de espirro sucessivos a  cada pouco.  
Devia  ter usado uma máscara  de proteção para fazer a limpeza, pensou voltando ao carro. Conferiu a hora  só para  certificar-se que estava mesmo atrasada e não se incomodou  com o fato.
Não estava disposta a enfrentar Claude. Não estava disposta a discutir com ele. Não estava querendo vê-lo.  Como  posso ser  tão tola e  continuar a ama-lo sabendo o que ele pensa  de mim?
E  como, como  ele  chegou a esse  conceito estúpido que  sou amante de John? Quer  saber, Claude? Daqui pra frente não serei nem sua! 
O trânsito congestionado da segunda-feira contribuiu com sua intenção, e  faltavam alguns minutos para as  catorze horas quando colocou os pés na galeria.
- Boa tarde, Janete! – Disse  depois de alguns espirros. -  Peguei  um trânsito horrível ao deixar  Alex na escola. Algum problema  por aqui?
- Não, Sérgio e Claude ficaram a manhã  toda organizando juntos  as peças que  ele  trouxe ontem e preparando os locais para as  da exposição 4do Renascimento. Acabaram de sair  para almoçar.
- Sei... E você, almoçou?
- Sim. – Respondeu guardando alguns  papéis em uma pasta. -    Impressão minha ou você não parece animada  com essa exposição internacional?
- Impressão sua, eu não vejo a hora de colocar as mãos nessas obras! – Disse com sinceridade. - Um outro assunto me preocupa...
- E eu posso ajudar?
- Eu imagino que sim, mas eu não... Não gostaria que o Claude ou  mesmo Sérgio nos ouvissem.
- Quanto ao Claude não se preocupe, ele não  volta hoje. Parece que o visto dele está parado em dos  setores da Polícia Federal. E o Sérgio quando  voltar vai  direto para o atelier.
- Bem, se é assim... Peça à Elisa para ficar  em seu lugar e venha até a minha sala.
- Ok,  vou num segundo... Ah, Rosa eu já estava esquecendo! – Disse abrindo a gaveta e pegando algo. – Claude deixou aqui – Continuou entregando a Rosa.
- Oh, a  chave  do apartamento de John. Obrigada. Não demore Jane. – Falou caminhando rumo a sua sala. – Eu posso desistir do que quero perguntar... – Completou em pensamento.



 PSV



- Uma coisa é certa, Sérgio. – Falou Claude servindo-se de mais  vinho e pedindo a conta ao garçom. - O mercado de arte é um vício difícil de largar.
- Mas é o que eu gostaria de fazer: conciliar minha carreira de artista e descobrir novos talentos, como um bom marchand.
Claude tomou um  gole do vinho, antes  de  continuar.
- Eu creio que você pode ter sucesso nessa carreira.  Tem sensibilidade, conhecimento sobre artes visuais e uma pequena vivência no mercado de arte nacional.
- Realmente é pequena. Por isso quero adquirir  conhecimentos em marketing e me estabilizar  financeiramente. Afinal, essa profissão não é tão tranquila ou rentável como pensam por aí.
- D’àccord.  O importante é se preparar sempre e nunca  perder aqueles valores pessoais, que todo profissional deve ter: honestidade, transparência, ética, caráter...
Sérgio sorri e diz:
- Engraçado... Parece até que estou  ouvindo a Rosa falar. Ela  tem esse mesmo  discurso.
- Você a conhece  há  muito tempo?
- Desde que ela  voltou de Amsterdã. Rosa  foi minha professora em meu último período da  faculdade. No ano seguinte  fiz estágio com ela e foi assim que cheguei à galeria.
- E quanto ao pai de Alexandra, sabe alguma  coisa  sobre ele?
- Não. Rosa  nunca  fala desse  assunto. E John e Liz  sempre a protegeram e ampararam.
- John parece  gostar  muito dela.
- Sempre se deram bem.
-  Eu ouvi alguns comentários sobre os  dois, quando cheguei...
- Comentários?
- Sim, de uma suposta relação entre eles...
Nesse momento Dino, o garçom traz a conta que Claude  pedira. Sérgio tira a carteira do bolso, mas é advertido por Claude.
- Nem pensar, hã? Hoje é por minha conta.
- Mas...
- Quando  você  for um marchand de sucesso, me retribuirá. D’àcoord? –  Conclui entregando o valor marcado. - Então Cleide se aproxima e começa um diálogo com Claude.
Sérgio se despede e  volta para a galeria, absorto em pensamentos. Será que  Jane está certa e ele é o pai da Alex? Mas se é assim, porque acredita que Rosa  tem um caso  com John? Que ideia mais descabida! Iria voltar  nesse assunto com ele.


PSV



Janete agradeceu mentalmente que Rosa  houvesse deixado a porta entreaberta. Com uma xícara de café em cada mão seria difícil abri-la.
- Com licença, Rosa. Aproveitei para e trouxe um café  para nós,  como nos  velhos  tempos...
- Ótima ideia. – Falou Rosa enquanto Janete as colocava sobre a mesa e sentava-se. – Eu estou em dívida com você, não é  Jane? Atchim! Desculpa,  não  consigo controlar esses  espirros. – Diz tirando um lenço  de papel da  caixinha
- Está tomando algum remédio?
- O antialérgico de sempre.
- Então logo passa. E você não me deve nada, hum? Eu sei o quanto dedicou de seu tempo livre  a Liz e John. E eles mereceram cada segundo. É sobre a chegada deles que quer  falar? Quer  preparar uma recepção?
-  Não... Quer dizer, sim. Tem a ver com John... Janete, seja  sincera. Você alguma  vez ouviu comentários, insinuações sobre eu ter um caso  com John?
Janete fica sem ação e evitando olhar para Rosa, apela  para o café, levando um tempo maior  que o normal para  bebê-lo.
- Nem precisa  responder. – Afirma Rosa. – É evidente que  você ouviu. – Diz Rosa, soltando o peso  do  corpo no encosto  da cadeira e espirrando novamente -  Por que  nunca  me contou?
- Foi há tanto tempo e é algo tão absurdo, tão impensável que achei melhor ignorar...
- De quem você ouviu isso?
- Do Milton, de quem mais  seria?
- Claro, tinha que ser ele. Fizemos o doutorado à mesma época e ele incomodou por muito  tempo  insistindo em sair comigo.
- Pois então, quando  você estava grávida, ele começou com as  insinuações. Lembra-se das  reuniões que fazíamos com o pessoal da faculdade? Foi numa dessas  reuniões, quando você  deixou de participar,  que ele começou com isso.  Eu disse então,  que ele era um abusado, que estava caluniando  e difamando você por  ter sido desprezado.
- Meu Deus... É claro que ele deve ter continuado com isso, principalmente ao ir  trabalhar em uma galeria  concorrente!  - Pondera levantando-se.  E indo até a janela  fica a olhar  para o céu.
- Eu devia ter falado.  Mas você  estava  tão  feliz com a chegada da Alex! – Explica Janete - E ele acabou se excluindo do nosso grupo, pois passou a ser  ignorado.  – Pausa - Será que  pode me perdoar?
- Não há nada a ser perdoado, Janete.  – Diz  voltando-se para a amiga. - É que agora  tudo  começa a fazer sentido... Júlio e Freitas também prestam  serviço a ele... Foram eles que intermediaram a negociação da dívida da galeria com Claude...
- E o que uma  coisa  tem a ver  com outra?
- Claude estava  com eles na  noite de abertura da exposição! Foi assim que descobriu que eu fazia  parte disso tudo... É lógico que Milton deve ter feito suas  “observações”!
Janete respira,  tomando coragem e pergunta:
- Rosa, me perdoe se estiver sendo indiscreta ou inconveniente mas Claude é o pai de Alex não é?
Rosa suspira e abaixa a cabeça por um instante. E  com sua  voz trêmula responde.
- É sim, Jane. E se eu soubesse desses boatos teria  evitado muita  coisa...
- Eu sabia! -  Exclamou  Janete de imediato sentindo-se feliz por  sua  perspicácia de quando  viu as  fotos.
Mas então notou o esforço,  inútil, que Rosa  fazia para impedir o choro. Foi até ela e abraçou-a.
-Rosa, não! Não era pra  você  chorar. A não ser que seja  de  felicidade! Por que ainda não contou a ele sobre  Alex?
- Ah, Janete! Claude pensa que... Que John é o pai de Alex!
- O quê? Deus, ele não sabe fazer  contas, não consegue enxergar o quanto há dele em Alexandra?
- Tudo que ele consegue é enxergar a mim como a amante interessada em  dar um golpe para  se  tornar  dona de tudo. E de ter tido uma filha, para garantir  o golpe...  Atchim!
- Rosa... Você não está  falando sério!
- Estou sim. – Diz  voltando à mesa e aos lenços  de papel -  Ele se sentiu traído e resolveu se  vingar,  me obrigando a escolher entre  minha dignidade e o tratamento de Liz...
- Rosa, pode se explicar melhor?
- Eu  vou   contar como  tudo aconteceu. E  depois, você me explica  como é que eu ainda posso ama-lo...


PSV



Claude deixou   o prédio do Ministério do Trabalho aborrecido.  Seu pedido de visto permanente, endereçado à Coordenação-Geral de Imigração estava sendo processado no Consulado Brasileiro na França, seu país de origem e ele deveria  aguardar a notificação via e-mail para a retirada do documento, no Brasil,  em um posto indicado pela Polícia  Federal.
- Infelizmente não há nada que  possamos fazer para agilizar isso, Claude. Os trâmites são esses.
Foi o que escutara de Freitas, que o acompanhara. Pensou em  ir a galeria, mas provavelmente chegaria para ajudar a fechá-la. 
- Admita que  o que  você deseja é  ver Rosa.  – Falou a si mesmo. -  Mas ela não deve estar querendo vê-lo, não depois de ontem, Claude. – Concluiu sentindo pena de si mesmo. – E eu não posso condená-la por isso.



PSV



- Rosa, justamente por estar de fora, por  não conhecer o Claude tão profundamente  é que eu acredito que ele a ama. Não é a existência de Alex  que  o incomoda. Ele já a ama também.  Sabe por que ele fez isso? Porque foi a única  maneira que ele encontrou de lidar  com o ciúmes e ter você de  volta. Ele usou a situação de John e Liz como garantia.
- Ele podia ter usado apenas o amor. – Argumentou Rosa. – Podia acreditar  no  meu amor por ele e não em uma... fofoca.
- Concordo. Mas pense. Você o deixou, sem dar nenhuma explicação e quando se reencontram, você  tem filha e  uma  vida  estabilizada. O que ele escuta de você ao chegar?
- Ele podia ter  perguntado a mim não acha? – Diz espirrando em seguida.
- E por que Claude alimentou essa falsa “primeira  impressão” que desconhecidos fizeram a ele sobre você?
- Por que John me trata  como  uma filha e Claude confundiu as coisas ao me ver ser carinhosa  com ele e ele com Alex.
-  E  porque fingiu não conhecê-lo quando o viu? Por que não disse sobre a mãe dele?
- Porque  ele também  não fez questão do reconhecimento. E depois, com o passar  do tempo,  - Admite então - tive medo que ele acreditasse ser o pai de Alex mas a tirasse  de mim, usando esse argumento de ser amante de John.  Ah, é tudo tão fácil e complicado ao mesmo tempo! Tão surreal... Atchim! Droga,  está  cada  vez pior...


PSV



Claude desistiu de jantar deixando o prato pela metade.
- Pardon Dadi. – Disse parando de  virar  a  comida no prato,  empurrando-o para a frente. – Sua  comida está deliciosa como sempre, mas não dá, não  consigo, hã? Estou sem apetite.
- Isso se  chama remorso, não falta  de apetite. – Diz Dadi retirando  o prato da mesa.
- Dàccord. Você tem toda razão. Eu  fui um crápula fazendo o que  fiz. E ontem  tentando  consertar consegui deixar  pior.
- Você já  ouviu falar em DR? Discutir a relação. É isso que  tem que  fazer. Vocês dois tem que  conversar, falar, explicar um ao outro o que aconteceu no passado, e seguirem em frente. Nem tudo se  resolve apenas na cama Claude.
Claude respira  fundo e levanta-se colocando as mãos  no encosto da cadeira.
- Droga, Dadi! Ela  me deixou de repente, sem explicação plausível. Então  cinco anos  depois eu a reencontro e a primeira  coisa que escuto é que é amante de John Smith com quem estou negociando. Em seguida descubro que ela tem uma filha... Será que dá para  você imaginar o que eu senti?
- Ciúmes? – Perguntou quase  afirmando.
- Dadi, estou falando sério...
- Eu também. Você sentiu tanto ciúmes, que não parou para pensar.   Responda-me: Acredita que Rosa se submeteria  a  esse tipo de chantagem com outro homem?
- Não sei o que responder Dadi.
- Não sabe ou não quer? É claro que não!  Ela poderia  ter recusado, Claude. As despesas do hospital já estavam pagas, não  foi o que me disse?
- Exatamente. E mesmo assim ela  quis proteger John.
- Claude, não  foi a ele que Rosa  quis proteger...
- Oras, Dadi, por favor! Não vai me  convencer que  ela quis  poupar Liz Smith, hã?
Mon Dieu,  o ciúmes afetou sua  capacidade de pensar e também de fazer  contas, hum?
- Fazer contas? E por que diabos  eu teria que  fazer  contas?
- Para entender que  Alexandra é  sua   filha.  E   foi ela quem Rosa quis proteger.
 


PSV



Janete colocou o celular de lado e aumentou o som da TV tranquilizando-se. Rosa  já estava em casa. Havia até pedido para  falar  com Alex e  ter  certeza que Rosa não a estava enganando.
Claude e Rosa. Agora era compreensível  toda  aquela tensão entre eles. Olhares fugidios, as discussões por quase nada. E em contra partida a  harmonia  que usavam para  resolver as pendências da galeria. Isso era amor.  Era não. É.
E a maior prova disso era a proposta, ou melhor, a chantagem emocional que Claude fizera.  Sob qualquer ponto de vista ela era incorreta, sim. E desesperada. Uma tentativa desesperada e inconsciente, de  reaver o amor de Rosa.
 Amor que ele nunca  perdeu,  ponderou desligando a TV e indo para o quarto.
- Eu espero que Rosa e Claude  conversem e se entendam. E desejo de  coração que compreendam que nunca  deixaram de se amar.  – Afirmou ao se deitar.


PSV



Rosa parou de escutar o que Claude e Sérgio falavam e desviou o olhar da parede em direção a  lâmpada acesa, tentando evitar  mais uma série de espirros, e tarde  demais lembrou-se que isso acelerava e não impedia  o processo.
- Desculpem-me. – Falou  erguendo a cabeça. –  Não consegui evitar.
- Acho que  vem aí uma gripe, Rosa. Seus olhos  estão vermelhos. – Observou Sérgio.
- Não devia ter saído naquela chuva. – Disse Claude aproximando-se dela.
- Eu tive uma  boa razão para isso! – Exclamou num sussurro, espirrando novamente. – Droga!
- Por que não vai  para  casa? – Falou  em seguida,  ignorando a acidez  do comentário de Rosa. –  Sérgio e eu daremos  conta, não é Sérgio?
- Claro que sim. Falta  pouco por aqui. 
- Em último caso,  chamamos Janete ou um dos estagiários, não se preocupe, vai  ficar  como você planejou.
- Mas... – Começou a  falar Rosa, piscando várias  vezes, tentando controlar outra  crise de espirros, sem  sucesso.
E para  seu desespero, Rosa acabou perdendo o equilíbrio ao segurar os espirros finais e  foi Claude quem a amparou.
- Oh, me desculpe! – Falou afastando-se dele. – Acho que  devo mesmo seguir seu conselho e ir para  casa.
- Posso leva-la, se quiser.
- Não, não é preciso,  obrigada.  Além do mais terei que  pegar  Alex na escola e antes  do horário de saída. 
- Posso busca-la no horário e leva-la se quiser. – Ofereceu-se Claude.
- Ah, Alex iria  adorar!  Mas não a entregariam a você, seu nome ainda  não está na lista de autorizados. Mesmo assim, obrigada! E até amanhã para  vocês dois!
Então, virou-se  e rapidamente   desceu até sua  sala para  pegar  a  bolsa. Queria avisar  Janete mas  foi informada pela estagiária que ela havia ido até o escritório que  fazia a contabilidade da galeria. Ligaria para ela mais  tarde.



PSV



Claude e Sérgio terminaram a marcação para  a distribuição das  telas em poucos  minutos. Enquanto voltavam ao  térreo trocaram algumas  ideias sobre  divulgação da exposição  entre  os  futuros artistas plásticos  e principalmente entre as crianças, contribuindo para a informação e formação  cultural dos pequenos.
Sérgio certificou-se que o ateliê estava em ordem e depois de uma rápida  conversa  com Janete foi  embora.
Claude voltou a sua  sala e  conferiu seus  e-mails antes  de assinar alguns papéis.
“Alex iria  adorar!  Mas não a entregariam a você, seu nome  ainda não está na lista de autorizados.”
As palavras  de Rosa ecoaram em sua mente. Não, claro que não estava, pensou abrindo a gaveta e olhando para uma  fotografia.
Pegara a foto num impulso da  caixa que  Alex brincava dias  atrás. Puxou e  colocou-a sobre a mesa. Quantos anos ela teria nessa imagem? Dois ou três, concluiu procurando algo de seu no semblante  da  menina. 






Talvez os olhos... Não eles eram  mais parecidos  com os de Rosa. Mas o contorno do rosto...

“E não é engraçado mamãe?  O Claude  faz  aniversário  no mesmo dia que eu”
- Seria um  privilégio ser seu pai, pequena... – Disse baixinho, pensando no  que Dadi dissera, sobre  ser o pai de Alexandra.. Sim fizera as  contas e havia  a possibilidade disso ser real.
Mas  por que Rosa esconderia uma gravidez, se já  haviam pensado em ter  filhos?
Guardou a foto  em  sua  carteira antes  de juntar  papeis e pastas em uma  só pilha, no  canto  superior da mesa. Não estava disposto a ler  sobre legislação tributária envolvendo compra e venda de obras  de arte.
Na recepção, Janete também encerrava seu expediente, fazendo uma última anotação em sua  agenda, quando Claude apareceu.
- Sem hora extra hoje Janete. Vamos? – Disse abaixando a persiana da janela frontal.
- Adoro o que  faço, mas não  precisa  falar  duas  vezes! – Respondeu  sorrindo. – Ah, Rosa acabou de ligar. – Falou ela,  supondo que ele não perguntaria. -  Disse que está debaixo  das  cobertas com Alex, assistindo seu filme  favorito. O de Alex, não o dela.
- E qual é esse filme? – Quis  saber Claude.
- Frozen. Alex é vidrada nele.
- E Rosa disse se está melhor?
- Parece que os espirros cederam lugar à tosse mas... – Parou de  falar ao ouvir o telefone tocar. – Quem será a essa hora?
Era John, avisando que já estavam de volta.



PSV 


                                      Continua em breve

1 comentários:

Débora disse...

Só a dadi pra dar uma luz pro Francês..kkk

Postar um comentário