PSV
- Tchau mamãe! – Exclamou Alex largando a mão de Rosa
e entrando na escola com o passo acelerado sob o olhar da monitora.
Rosa esperou que ela se juntasse as outras crianças na fila e
despedindo-se da monitora voltou para o carro.
Estava satisfeita com o método da escola e feliz pelos avanços de Alex, que se adaptara totalmente
ao ritmo casa-escola.
Antes de seguir para a
galeria passou na farmácia de sua confiança e comprou outra dose de antialérgico e térmico.
Não tinha febre no momento mas sentia
que ela não demoraria a aparecer. Em contra partida tinha crises de espirro
sucessivos a cada pouco.
Devia ter usado uma
máscara de proteção para fazer a
limpeza, pensou voltando ao carro. Conferiu a hora só para
certificar-se que estava mesmo atrasada e não se incomodou com o fato.
Não estava disposta a enfrentar Claude. Não estava disposta a
discutir com ele. Não estava querendo vê-lo.
Como posso ser tão tola e
continuar a ama-lo sabendo o que ele pensa de mim?
E como, como ele
chegou a esse conceito estúpido
que sou amante de John? Quer saber, Claude? Daqui pra frente não serei nem
sua!
O trânsito congestionado da segunda-feira contribuiu com sua
intenção, e faltavam alguns minutos para
as catorze horas quando colocou os pés
na galeria.
- Boa tarde, Janete! – Disse
depois de alguns espirros. - Peguei
um trânsito horrível ao deixar
Alex na escola. Algum problema
por aqui?
- Não, Sérgio e Claude ficaram a manhã toda organizando juntos as peças que ele
trouxe ontem e preparando os locais para as da exposição 4do Renascimento. Acabaram de sair para almoçar.
- Sei... E você, almoçou?
- Sim. – Respondeu guardando alguns papéis em uma pasta. - Impressão minha ou você não parece
animada com essa exposição internacional?
- Impressão sua, eu não vejo a hora de colocar as mãos nessas
obras! – Disse com sinceridade. - Um outro assunto me preocupa...
- E eu posso ajudar?
- Eu imagino que sim, mas eu não... Não gostaria que o Claude
ou mesmo Sérgio nos ouvissem.
- Quanto ao Claude não se preocupe, ele não volta hoje. Parece que o visto dele está
parado em dos setores da Polícia
Federal. E o Sérgio quando voltar
vai direto para o atelier.
- Bem, se é assim... Peça à Elisa para ficar em seu lugar e venha até a minha sala.
- Ok, vou num
segundo... Ah, Rosa eu já estava esquecendo! – Disse abrindo a gaveta e pegando
algo. – Claude deixou aqui – Continuou entregando a Rosa.
- Oh, a chave do apartamento de John. Obrigada. Não demore
Jane. – Falou caminhando rumo a sua sala. – Eu posso desistir do que quero
perguntar... – Completou em pensamento.
PSV
- Uma coisa é certa, Sérgio. – Falou Claude servindo-se de
mais vinho e pedindo a conta ao garçom.
- O mercado de arte é um vício difícil de largar.
- Mas é o que eu gostaria de fazer: conciliar minha carreira
de artista e descobrir novos talentos, como um bom marchand.
Claude tomou um gole
do vinho, antes de continuar.
- Eu creio que você pode ter sucesso nessa carreira. Tem sensibilidade, conhecimento sobre artes
visuais e uma pequena vivência no mercado de arte nacional.
- Realmente é pequena. Por isso quero adquirir conhecimentos em marketing e me
estabilizar financeiramente. Afinal,
essa profissão não é tão tranquila ou rentável como pensam por aí.
- D’àccord. O
importante é se preparar sempre e nunca
perder aqueles valores pessoais, que todo profissional deve ter:
honestidade, transparência, ética, caráter...
Sérgio sorri e diz:
- Engraçado... Parece até que estou ouvindo a Rosa falar. Ela tem esse mesmo discurso.
- Você a conhece
há muito tempo?
- Desde que ela voltou
de Amsterdã. Rosa foi minha professora
em meu último período da faculdade. No
ano seguinte fiz estágio com ela e foi
assim que cheguei à galeria.
- E quanto ao pai de Alexandra, sabe alguma coisa
sobre ele?
- Não. Rosa nunca fala desse
assunto. E John e Liz sempre a
protegeram e ampararam.
- John parece
gostar muito dela.
- Sempre se deram bem.
- Eu ouvi alguns
comentários sobre os dois, quando
cheguei...
- Comentários?
- Sim, de uma suposta relação entre eles...
Nesse momento Dino, o garçom traz a conta que Claude pedira. Sérgio tira a carteira do bolso, mas
é advertido por Claude.
- Nem pensar, hã? Hoje é por minha conta.
- Mas...
- Quando você for um marchand de sucesso, me retribuirá.
D’àcoord? – Conclui entregando o valor
marcado. - Então Cleide se aproxima e começa um diálogo com Claude.
Sérgio se despede e
volta para a galeria, absorto em pensamentos. Será que Jane está certa e ele é o pai da Alex? Mas se
é assim, porque acredita que Rosa tem um
caso com John? Que ideia mais descabida!
Iria voltar nesse assunto com ele.
PSV
Janete
agradeceu mentalmente que Rosa houvesse
deixado a porta entreaberta. Com uma xícara de café em cada mão seria difícil
abri-la.
- Com
licença, Rosa. Aproveitei para e trouxe um café
para nós, como nos velhos
tempos...
- Ótima ideia. – Falou Rosa enquanto Janete as colocava sobre
a mesa e sentava-se. – Eu estou em dívida com você, não é Jane? Atchim! Desculpa, não
consigo controlar esses espirros.
– Diz tirando um lenço de papel da caixinha
- Está tomando algum remédio?
- O antialérgico de sempre.
- Então logo passa. E você não me deve nada, hum? Eu sei o
quanto dedicou de seu tempo livre a Liz
e John. E eles mereceram cada segundo. É sobre a chegada deles que quer falar? Quer
preparar uma recepção?
- Não... Quer dizer,
sim. Tem a ver com John... Janete, seja
sincera. Você alguma vez ouviu
comentários, insinuações sobre eu ter um caso
com John?
Janete fica sem ação e evitando olhar para Rosa, apela para o café, levando um tempo maior que o normal para bebê-lo.
- Nem precisa
responder. – Afirma Rosa. – É evidente que você ouviu. – Diz Rosa, soltando o peso do
corpo no encosto da cadeira e espirrando
novamente - Por que nunca
me contou?
- Foi há tanto tempo e é algo tão absurdo, tão impensável que
achei melhor ignorar...
- De quem você ouviu isso?
- Do Milton, de quem mais
seria?
- Claro, tinha que ser ele. Fizemos o doutorado à mesma época
e ele incomodou por muito tempo insistindo em sair comigo.
- Pois então, quando
você estava grávida, ele começou com as
insinuações. Lembra-se das
reuniões que fazíamos com o pessoal da faculdade? Foi numa dessas reuniões, quando você deixou de participar, que ele começou com isso. Eu disse então, que ele era um abusado, que estava
caluniando e difamando você por ter sido desprezado.
- Meu Deus... É claro que ele deve ter continuado com isso,
principalmente ao ir trabalhar em uma galeria concorrente!
- Pondera levantando-se. E indo
até a janela fica a olhar para o céu.
- Eu devia ter falado.
Mas você estava tão
feliz com a chegada da Alex! – Explica Janete - E ele acabou se
excluindo do nosso grupo, pois passou a ser
ignorado. – Pausa - Será que pode me perdoar?
- Não há nada a ser perdoado, Janete. – Diz
voltando-se para a amiga. - É que agora
tudo começa a fazer sentido...
Júlio e Freitas também prestam serviço a
ele... Foram eles que intermediaram a negociação da dívida da galeria com
Claude...
- E o que uma
coisa tem a ver com outra?
- Claude estava com
eles na noite de abertura da exposição!
Foi assim que descobriu que eu fazia
parte disso tudo... É lógico que Milton deve ter feito suas “observações”!
Janete respira, tomando coragem e pergunta:
- Rosa, me perdoe se estiver sendo indiscreta ou inconveniente
mas Claude é o pai de Alex não é?
Rosa suspira e abaixa a cabeça por um instante. E com sua
voz trêmula responde.
- É sim, Jane. E se eu soubesse desses boatos teria evitado muita
coisa...
- Eu sabia! - Exclamou Janete de imediato sentindo-se feliz por sua
perspicácia de quando viu as fotos.
Mas então notou o esforço,
inútil, que Rosa fazia para
impedir o choro. Foi até ela e abraçou-a.
-Rosa, não! Não era pra
você chorar. A não ser que
seja de
felicidade! Por que ainda não contou a ele sobre Alex?
- Ah, Janete! Claude pensa que... Que John é o pai de Alex!
- O quê? Deus, ele não sabe fazer contas, não consegue enxergar o quanto há
dele em Alexandra?
- Tudo que ele consegue é enxergar a mim como a amante
interessada em dar um golpe para se
tornar dona de tudo. E de ter
tido uma filha, para garantir o golpe...
Atchim!
- Rosa... Você não está
falando sério!
- Estou sim. – Diz
voltando à mesa e aos lenços de
papel - Ele se sentiu traído e resolveu
se vingar, me obrigando a escolher entre minha dignidade e o tratamento de Liz...
- Rosa, pode se explicar melhor?
- Eu vou contar como
tudo aconteceu. E depois, você me
explica como é que eu ainda posso
ama-lo...
PSV
Claude deixou o
prédio do Ministério do Trabalho aborrecido. Seu pedido de visto permanente, endereçado à Coordenação-Geral de
Imigração estava sendo processado no Consulado Brasileiro na França, seu país
de origem e ele deveria aguardar a
notificação via e-mail para a retirada do documento, no Brasil, em um posto indicado pela Polícia Federal.
- Infelizmente não há nada que possamos fazer para agilizar isso, Claude. Os
trâmites são esses.
Foi o que escutara de Freitas, que o acompanhara. Pensou
em ir a galeria, mas provavelmente
chegaria para ajudar a fechá-la.
- Admita que o que você deseja é ver Rosa. – Falou a si mesmo. - Mas ela não deve estar querendo vê-lo, não
depois de ontem, Claude. – Concluiu sentindo pena de si mesmo. – E eu não posso
condená-la por isso.
PSV
- Rosa, justamente por estar de fora, por não conhecer o Claude tão profundamente é que eu acredito que ele a ama. Não é a
existência de Alex que o incomoda. Ele já a ama também. Sabe por que ele fez isso? Porque foi a
única maneira que ele encontrou de
lidar com o ciúmes e ter você de volta. Ele usou a situação de John e Liz como
garantia.
- Ele podia ter usado apenas o amor. – Argumentou Rosa. –
Podia acreditar no meu amor por ele e não em uma... fofoca.
- Concordo. Mas pense. Você o deixou, sem dar nenhuma
explicação e quando se reencontram, você
tem filha e uma vida
estabilizada. O que ele escuta de você ao chegar?
- Ele podia ter
perguntado a mim não acha? – Diz espirrando em seguida.
- E por que Claude alimentou essa falsa “primeira impressão” que desconhecidos fizeram a ele
sobre você?
- Por que John me trata
como uma filha e Claude confundiu
as coisas ao me ver ser carinhosa com
ele e ele com Alex.
- E porque fingiu não conhecê-lo quando o viu?
Por que não disse sobre a mãe dele?
- Porque ele também não fez questão do reconhecimento. E depois, com o
passar do tempo, - Admite então - tive medo que ele acreditasse
ser o pai de Alex mas a tirasse de mim,
usando esse argumento de ser amante de John. Ah, é tudo tão fácil e complicado ao mesmo
tempo! Tão surreal... Atchim! Droga,
está cada vez pior...
PSV
Claude desistiu de jantar deixando o prato pela metade.
- Pardon Dadi. – Disse parando de virar
a comida no prato, empurrando-o para a frente. – Sua comida está deliciosa como sempre, mas não
dá, não consigo, hã? Estou sem apetite.
- Isso se chama
remorso, não falta de apetite. – Diz
Dadi retirando o prato da mesa.
- Dàccord. Você tem toda razão. Eu fui um crápula fazendo o que fiz. E ontem
tentando consertar consegui
deixar pior.
- Você já ouviu falar
em DR? Discutir a relação. É isso que
tem que fazer. Vocês dois tem que
conversar, falar, explicar um ao outro o
que aconteceu no passado, e seguirem em frente. Nem tudo se resolve apenas na cama Claude.
Claude respira fundo e
levanta-se colocando as mãos no encosto
da cadeira.
- Droga, Dadi! Ela me
deixou de repente, sem explicação plausível. Então cinco anos
depois eu a reencontro e a primeira
coisa que escuto é que é amante de John Smith com quem estou negociando. Em
seguida descubro que ela tem uma filha... Será que dá para você imaginar o que eu senti?
- Ciúmes? – Perguntou quase
afirmando.
- Dadi, estou falando sério...
- Eu também. Você sentiu tanto ciúmes, que não parou para
pensar. Responda-me: Acredita que Rosa se
submeteria a esse tipo de chantagem com outro homem?
- Não sei o que responder Dadi.
- Não sabe ou não quer? É claro que não! Ela poderia
ter recusado, Claude. As despesas do hospital já estavam pagas, não foi o que me disse?
- Exatamente. E mesmo assim ela quis proteger John.
- Claude, não foi a
ele que Rosa quis proteger...
- Oras, Dadi, por favor! Não vai me convencer que
ela quis poupar Liz Smith, hã?
- Mon Dieu, o ciúmes afetou sua capacidade de pensar e também de fazer contas, hum?
- Fazer contas? E por que diabos eu teria que
fazer contas?
- Para entender que
Alexandra é sua filha.
E foi ela quem Rosa quis
proteger.
PSV
Janete colocou o celular de lado e aumentou o som da TV
tranquilizando-se. Rosa já estava em
casa. Havia até pedido para falar com Alex e
ter certeza que Rosa não a estava
enganando.
Claude e Rosa. Agora era compreensível toda
aquela tensão entre eles. Olhares fugidios, as discussões por quase
nada. E em contra partida a
harmonia que usavam para resolver as pendências da galeria. Isso era
amor. Era não. É.
E a maior prova disso era a proposta, ou melhor, a chantagem emocional
que Claude fizera. Sob qualquer ponto de
vista ela era incorreta, sim. E desesperada. Uma tentativa desesperada e
inconsciente, de reaver o amor de Rosa.
Amor que ele
nunca perdeu, ponderou desligando a TV e indo para o
quarto.
- Eu espero que Rosa e Claude conversem e se entendam. E desejo de coração que compreendam
que nunca deixaram de se amar. –
Afirmou ao se deitar.
PSV
Rosa parou de escutar o que Claude e Sérgio falavam e desviou
o olhar da parede em direção a lâmpada
acesa, tentando evitar mais uma série de
espirros, e tarde demais lembrou-se que
isso acelerava e não impedia o processo.
- Desculpem-me. – Falou
erguendo a cabeça. – Não consegui
evitar.
- Acho que vem aí uma
gripe, Rosa. Seus olhos estão vermelhos.
– Observou Sérgio.
- Não devia ter saído naquela chuva. – Disse Claude
aproximando-se dela.
- Eu tive uma boa
razão para isso! – Exclamou num sussurro, espirrando novamente. – Droga!
- Por que não vai
para casa? – Falou em seguida,
ignorando a acidez do comentário
de Rosa. – Sérgio e eu daremos conta, não é Sérgio?
- Claro que sim. Falta
pouco por aqui.
- Em último caso,
chamamos Janete ou um dos estagiários, não se preocupe, vai ficar
como você planejou.
- Mas... – Começou a
falar Rosa, piscando várias
vezes, tentando controlar outra
crise de espirros, sem sucesso.
E para seu desespero,
Rosa acabou perdendo o equilíbrio ao segurar os espirros finais e foi Claude quem a amparou.
- Oh, me desculpe! – Falou afastando-se dele. – Acho que devo mesmo seguir seu conselho e ir para casa.
- Posso leva-la, se quiser.
- Não, não é preciso,
obrigada. Além do mais terei
que pegar Alex na escola e antes do horário de saída.
- Posso busca-la no horário e leva-la se quiser. –
Ofereceu-se Claude.
- Ah, Alex iria
adorar! Mas não a entregariam a
você, seu nome ainda não está na lista
de autorizados. Mesmo assim, obrigada! E até amanhã para vocês dois!
Então, virou-se e rapidamente
desceu até sua sala para
pegar a bolsa. Queria avisar Janete mas
foi informada pela estagiária que ela havia ido até o escritório
que fazia a contabilidade da galeria.
Ligaria para ela mais tarde.
PSV
Claude e Sérgio terminaram a marcação para a distribuição das telas em poucos minutos. Enquanto voltavam ao térreo trocaram algumas ideias sobre
divulgação da exposição
entre os futuros artistas plásticos e principalmente entre as crianças, contribuindo
para a informação e formação cultural
dos pequenos.
Sérgio certificou-se que o ateliê estava em ordem e depois de
uma rápida conversa com Janete foi embora.
Claude voltou a sua sala e
conferiu seus e-mails antes de assinar alguns papéis.
“Alex iria
adorar! Mas não a entregariam a
você, seu nome ainda não está na lista
de autorizados.”
As palavras de Rosa
ecoaram em sua mente. Não, claro que não estava, pensou abrindo a gaveta e
olhando para uma fotografia.
Pegara a foto num impulso da
caixa que Alex brincava dias atrás. Puxou e colocou-a sobre a mesa. Quantos anos ela
teria nessa imagem? Dois ou três, concluiu procurando algo de seu no
semblante da menina.
Talvez os olhos... Não eles eram mais parecidos com os de Rosa. Mas o contorno do rosto...
“E não é engraçado mamãe?
O Claude faz aniversário
no mesmo dia que eu”
- Seria um privilégio ser
seu pai, pequena... – Disse baixinho, pensando no que Dadi dissera, sobre ser o pai de Alexandra.. Sim fizera as contas e havia a possibilidade disso ser real.
Mas por que Rosa
esconderia uma gravidez, se já haviam
pensado em ter filhos?
Guardou a foto em sua
carteira antes de juntar papeis e pastas em uma só pilha, no
canto superior da mesa. Não
estava disposto a ler sobre legislação
tributária envolvendo compra e venda de obras
de arte.
Na recepção, Janete também encerrava seu expediente, fazendo
uma última anotação em sua agenda,
quando Claude apareceu.
- Sem hora extra hoje Janete. Vamos? – Disse abaixando a
persiana da janela frontal.
- Adoro o que faço,
mas não precisa falar
duas vezes! – Respondeu sorrindo. – Ah, Rosa acabou de ligar. – Falou
ela, supondo que ele não perguntaria. - Disse que está debaixo das
cobertas com Alex, assistindo seu filme
favorito. O de Alex, não o dela.
- E qual é esse filme? – Quis
saber Claude.
- Frozen. Alex é vidrada nele.
- E Rosa disse se está melhor?
- Parece que os espirros cederam lugar à tosse mas... – Parou
de falar ao ouvir o telefone tocar. –
Quem será a essa hora?
Era John, avisando que já estavam de volta.
PSV
Continua em breve


1 comentários:
Só a dadi pra dar uma luz pro Francês..kkk
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