PSV
Capítulo
54
Quando Milton deixou o apartamento de Claude e Rosa naquela
manhã, sentia-se mais seguro e vitorioso
que nunca. Sabia que se arriscara, mas agora
estava convicto que não seria descoberto. Não havia novidade, nem suspeitos.
A investigação continuaria, a policia iria
atrás de várias
pistas, mas com certeza seria ele a encontrar a garota e
ganhar pontos com Rosa.
E a recompensa, que o
idiota do francês estava aumentando para
quinhentos mil reais.
Com a saída de
Roberta, seus planos tiveram que ser
alterados. Iria infiltrar-se na
vida do
casal, tornar-se o melhor amigo e
aos poucos conquistar Rosa. Não
seria difícil, pois ela já estaria
agradecida pelo resgate da filha e o admiraria pela coragem de enfrentar os
criminosos...
Foi com esses pensamentos que tomou a direção do
bairro onde estava Alex.
Iria fazer contato com o
pobre casal e negociar a transferência
do resgate.
Seria fácil “lavar”
esse dinheiro, investindo ainda mais na galeria, adaptando-a ao gosto de
Rosa. Ela não teria do que se queixar.
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- Eu não gosto da
presença dele em nossa casa, Rosa. –
disse Claude terminando de se vestir.
- Eu também não, Claude. Mas o que eu deveria ter feito? Expulsa-lo? – Argumentou escovando
os cabelos.
- Não seria má ideia,
cherie...
- Ele só queria reiterar seu apoio e se havia
alguma novidade...
- Não disse nada a ele
sobre o WhatSapp, disse?
- Não, eu pensei em comentar, mas desisti
nem sei porque e expliquei que
estávamos de saída para a galeira. Então
o celular dele tocou e ele foi embora.
- Merci Dieu! Vamos
manter isso em segredo por mais
um tempo. Pronta?
- Sim. Vai ser bom passar algumas horas na
galeria...
- D’accord. A
proposta de Erjan é muito tentadora, não acha? – perguntou enquanto saiam do
quarto.
- Sim, mas é de muita
responsabilidade também... Será que a Athena tem estrutura para um evento desse porte?
- Se não estiver, a gente inventa ele, hã? – respondeu
sorrindo.
- Preparo o almoço? – pergunta Dadi na
sala.
- Não, Dadi.
Almoçaremos no restaurante da
Cleide.
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Claude e Rosa
deram uma rápida revisada nos relatórios
e rubricaram a ata.
Silvia estava inconformada
com a visita de Milton a casa
deles.
- Ele foi outra vez a
sua casa? Mas que atrevido, eu disse que
não fosse!
- Você disse a ele para não ir? – estranha Rosa – Quando?
- Eu digo isso a ele todos os dias, pois ele liga toda manhã perguntando como estão as coisas e tal... Eu
não entendo esse interesse todo dele.
- Eu também não, Silvia. – concorda Claude olhando para Rosa significativamente.
- Bem, ele deve estar querendo se retratar daqueles comentários e tenta ser gentil...
- Eu penso como Claude – diz Liz - Ele é um mau caráter, darling. Não devia mais recebe-lo...
Então o celular
de Claude vibra. Era Milton.
Com o carro
estacionado a mais de cinco quilômetros de
distância da Atena, duas quadras atrás
do prédio que servia de cativeiro.
- Bonjour, francês! – Falou Milton, com a voz alterada e
levemente debochada. – Eu sei está em sua galeria e imagino que não tenha ai um
sitema de escuta, portanto podemos conversar mais... demoradamente.
- Vamos acabar logo
com isso, hã? Já decidiu onde e como quer o dinheiro?
Milton ri antes de continuar.
- Pra que toda essa
pressa?
- Muito bem, se não está
com pressa, deixe-me falar
com minha filha. - respondeu Claude friamente. – pedindo
num gesto, o silêncio de
todos.
- Eu não estou com
ela nesse momento. Que pena, não? Justo hoje que temos
o tempo que quisermos e sem a policia na
frequência para descobrir quem sou.
- Você não passa de um cafajeste mercenário. Mas é uma -
questão de tempo para ser pego. Agora ou
depois...
- Realmente a premissa é verdadeira. Vocês franceses são muito mal humorados. Vamos
fechar o negócio. Já tem a grana?
- Oui. Me diga o local
e hora para entrega. Como já disse a policia fica
fora disso. - afirma Claude sob o olhar de reprovação de Rosa.
- Entrega não, transferência. Banco Morgan Stanley. Eu passo
a conta por mensagem, para não ter erros.
- Não posso transferir sem ver minha filha bem...
- Voilà...
Você vai
vê-la em frente a agência. Assim que eu confirmar a transferência
sua garotinha entra e as câmeras de
segurança poderão registar esse lindo momento. Agora aguardem, em alguns
minutos poderão falar com ela e amanhã
receberão as instruções necessárias.
Encerrou a ligação e saiu do carro, Caminhou alguns
metros e dobrou a esquina rumo ao prédio
com a sensação de que alguma coisa lhe
faltava.
Então parou de repente e fez uma careta. É claro que faltava, pensou voltando ao carro em
busca da máscara de canguru.
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- E eu quero muito que ela “tem” a estrelinha também... – falou Alex reiniciando
o vídeo da ultrassonografia, contrariando Elsa.
- Só mais uma vez, Elsinha!
- Ah, menina, isso é muito perigoso. Se ele nos pega com o seu celular, vai se zangar muito!
- Então eu posso falar com minha mamãe?
- Não! – diz Elsa abruptamente – Quero dizer, seria
pior, você está escondida, lembra-se? - e confere a hora antes de continuar.
- Eu acho que dá tempo de ver, antes do Canguru chegar... – diz querendo agradar
Alex.
- Eu ia gostar
mais de falar com a
minha mamãe... Tem um palitinho
só, tá vendo? – observa Alex, referindo-se a bateria do celular e
abrindo o vídeo.
- É melhor ver o vídeo... Droga, eu preciso ir ao banheiro! –
exclama Elsa dirigindo-se a ele.
Alex fechou o vídeo e
abriu o aplicativo fazendo a chamada
para Rosa.
- Oi mamãe! – falou quando Rosa atendeu... –
Fala pro papai “vim” buscar eu logo? Quero ir pra
casa...
- Meu amor, o papai
está aqui do meu lado e ele disse que você vai
voltar logo, logo... – respondeu
Rosa sob o olhar atento de Claude. –
Está sozinha?
- Não, a Elsinha
tá no banheiro...
Milton abriu a porta
do apartamento e por um instante até sentiu falta dos dois
capangas, mas, eles agora não lhe
seriam mais úteis, por isso os dispensara, ao contrário de “Elsa”. Ela seria muito, muito útil!
Colocou a máscara e aproximou-se do quarto.
Estava com a mão
sobre a maçaneta quando ouviu a risada de Alex, entrecortada por
palavras como papai, mamãe, ver mais uma vez...
Abriu a porta, certo que encontraria Elsa brincando com a
menina e disposto a contar que ela é quem
iria ao encontro do pai.
Entrou no quarto ao mesmo tempo em que Elsa saia do banheiro,
mas seu olhar recaiu sobre Alex,
sentanda no meio da cama com um celular
nas mãos...
Deu alguns passos, aproximando-se da
cama e num movimento brusco tirou-o de Alex.
- Mas que merda é essa? – Exclamou olhando para a tela e em seguida para Elsa. – A garota
está falando com eles? – perguntou
encostando o aparelho ao ouvido,
mas o alerta da bateria descarregada o
impediu de confirmar suas suspeitas, embora tivesse visto a
foto de Rosa na tela.
Elsa olhou apreensiva
para Alex e andou
em direção a cama, mas Milton a segurou pelo cabelo.
- Sua idiota! Como foi deixar o celular ao alcance dela? – indagou
furioso, forçando a cabeça de Elsa para tras, deixando o celular cair.
- Me solta, seu estúpido! Ai! – exclamava ela, tentando se
livrar das mãos
dele - Eu fui ao banheiro, não vi! – tentou se justificar, pois não
podia deixar que ele machucasse Alex...
- Não viu! – diz
ironicamente - Pensa que eu sou retardado? – e soltando os cabelos, segurou-a
pelos braços – Quantas vezes
ela usou seu celular? Diga, sua infeliz! – insistiu aumentando a força e
chacoalhando-a rudemente.
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- Alex! Alex, filha, fala com a mamãe! - insistiu Rosa, o
corpo tremendo de ansiedade e medo - Meu Deus Claude, ele a pegou com o celular! Você ouviu a voz
dele também não ouviu? – falava
desesperada.
- Ouvi alguma coisa,
chérie, mas pode ser um dos que a estão
vigiando, há? – falou abraçando-a, tentando convencer mais a si mesmo disso do
que a ela.
- Não, não.... Era
ele! O ”Canguru”, eu tenho
certeza, alguma coisa me diz que é ele!
- Calma, calma! – diz segurando gentilmente o rosto de Rosa -
Se for ele mesmo, entrará em
contato conosco, para nos repreender!
- E se ele fizer algum mal a nossa filha?
- Ele não fará nada! Ficará furioso com as pessoas que lá
estão, conosco, mas não fará nada a Alex, chèrie!
- Como pode ter certeza?
- Eu não gosto do que
vou dizer, hã? Mas Alex é a
moeda de troca dele... Ele precisa dela!
- Meu Deus, meu Deus... – sussurra Rosa olhando para o celular, mas as lágrimas a impediam de
enxergar nitidamente, então procurou forças nos olhos de
Claude.
Ele a puxou para si,
abraçando-a forte e não saberia dizer se
seu corpo sacudia pelos soluços dela ou o dela pelos
seus...
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- E foi isso o que aconteceu – disse Roberta tomando um
grande gole de ouzo - bebida típica grega fábricada com alcóol puro e ervas diversas, principalmente o
anis. - Não fosse esse atentado, eu teria
me tornado uma criminosa...
- Na esperança que Claude a quisesse de volta...
Roberta sorriu tristemente e olhou para o mar, antes de continuar
- Sabe papai, esse tempo cuidando de você e essa estadia aqui na Grecia me
fizeram ver as coisas sob outro ângulo. Claude não poderia me querer
de volta, porque nunca fomos um casal. Isso só acontecia na minha cabeça e nas intenções sujas de Louise. Além do mais, ele ama mesmo
aquela... brasileira.
Henri sorriu para a filha.
- Fico feliz que essa tragédia tenha um lado bom, pelo
menos para nós. Mas a menina foi sequestrada, não foi?
- Foi sim papai.
Aquele louco do Milton a sequestrou
sozinho. Era por isso que Frazão estava atrás de mim.
- Devia informar o
Claude, querida. Isso o faria mudar de
opinião a seu respeito.
- Acredita que eu já
cheguei a iniciar a chamada mas
desisti?
- Devia ir até o fim!
- Theodorus tem essa mesma opinião.
- Está sentindo algo por ele, não está?
- Sempre descobrindo meus
segredos, não é papai?
- Roberta, Theodorus é uma
boa pessoa e parece estar
sinceramente interessado em você. Nunca me intrometi em sua
vida particular, mas creio que
deveria dar uma chance a você mesma. E a ele. Mas antes
de começar algo,
seja sincera.
- Eu já fui. E sabe o
que ele me disse? “Assuma sua
responsabilidade sobre o que deu errado e faça algo para viver
novamente”.
- E vai fazer algo?
- Vou. Vou entrar
em contato com Claude.
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- Existe todo um
esquema de venda de pacotes para abertura de contas secretas, sediadas no
exterior para constituir offshores. – comenta Freitas, enquanto Erci checa a
pressão de Rosa.
- D’accord. Elas garantem o anonimato permitindo a ocultação
dos valores, bancos fantasmas que tentam conquistar clientes ingênuos para
aplicar golpes.
- Mas esse individuo não tem nada de ingênuo. Ele parece conhecer
bem o esquema dos bancos: de um paraíso
fiscal do Caribe para outro paraíso fiscal no Oceano Pacífico, só para
picaretas e lavadores de dinheiro...
- Oui, não
encontramos nenhuma filial ou banco autorizado com esse nome, mas localizamos
um site, hospedado nas ilhas Bahamas,
cujo domínio estava registrado em nome de um suíço.
- Sua pressão está ótima, Rosa. Mas arrisco um palpite de que
não está se alimentando como deveria. – diz Erci encerrando o procedimento
- Estou sim! Tenho
certeza que isso é “intriga” de Claude e
Dadi. – defende-se Rosa, olhando
acusadoramente para o marido.
- D’accord, eu confesso. Pedi a Erci que viesse, chérie...
- Não devia, eles
estão em lua de mel.
- Sabe muito bem que minha lua de mel duraria dois dias,
Rosa. E eu estava ansiosa por vê-los. – diz dirigindo-se a Claude. – Vamos,
arregace a manga...
- O quê?
- Não acha que só Rosa pode
ter alterações, acha?
- Voilá! Voilá! –
Resmunga ele, notando um leve sorriso no
rosto de Rosa.
PSV
Alex sentiu-se amendrontada ao ver Milton gritar e agredir
Elsa. Não entendia porquê não
podia ter falado
com os pais pelo celular, mas entendeu que o Canguru pensava que o celular era de Elsa e por isso brigava com ela.
Ao seu modo, percebeu que Elsa a protegia... Então, tinha que ajuda-la, afinal Elsa era
sua amiga!
- Solta ela! Solta solta ela!
- pediu com toda sua força,
descendo da cama corajosamente.
Mas Milton mal prestava a atenção em Alex. Continuava a
sacudir Elsa, exigindo saber
detalhes sobre as conversas,
pois tinha certeza que essa não havia
sido a primeira.
- Ela não tem culpa! –exclamou chegando perto dos dois – O celular é meu eu ganhei do meu papai
e ele tava escondido na minha mochila
porque eu ia levar ele na escola!
Mas Milton continuava a ignora-la. Alex então enfiou-se entre
os dois e tentou empurrar Milton.
- Não, Alex! Saia, ele pode
te machucar! – pediu Elsa,
nervosa.
- Eu queria “pode”
congelar ele! – exclamou Alex – Seu Canguru malvado, solta ela! – gritou pisando nos pés e chutando as
canelas dele.
O golpe de Alex não foi
exatamente forte mas fez Milton
rir, e isso foi suficiente para
ele diminuir a pressão e Elsa conseguiu se afastar, levando Alex consigo.
- Garotinha
corajosa... – murmurou esfregando as
canelas e pegando o celular do
chão.
- A Elsinha não tem culpa de nada, eu só queria ver de novo o vídeo da minha irmãzinha que vai nascer! – explicou-se Alex mais uma vez.
- Como é que é? –
pergunta Milton – Sua mãe está...
- A minha mamãe vai ter um bebê, a Alessia, a minha irmãzinha!
Rancor, ira, ódio, indignação e frustação incendiaram o corpo
e a alma de Milton. Rosa ia ter outro
filho do francês! Não, isso não podia
ser, não estava em seus planos assumir outro bastardo.
- Não foi isso que eu planejei! – afirmou guardando o
celular no bolso antes de sair do quarto e do apartamento.
Isso não podia ser
verdade. O destino não podia zombar dele
pela segunda vez!
PSV
Rosa quase derrubou a xícara
de chá em si mesma ao ouvir o toque
do telefone. Correu até a mesa e fez como o policial os havia orientado, acionando a
gravação do áudio assim que tirou o fone
do gancho.
- Alô! – disse com a respiração pesada e apreensiva.
Nem mesmo as mãos seguras
de Claude em sua cintura a deixava menos
tensa.
- Alô, diga alguma
coisa pelo amor de Deus! –
implorou Rosa diante do silêncio – Minha
filha... Deixe-me falar com ela...
- Não devia ter me
enganado e iludido de novo, senhora
Geraldy!
- Eu não o enganei nem iludi. Faria
tudo de novo para escutar
a voz da minha filha e saber que
ela estava bem!
- Eu sei que faria... Infelizmente para você,
o celular agora está em meu
poder. Avise ao seu... “Marido” que o acordo está suspenso por hora.
- Suspenso, como assim?
- Bem, agora que vocês terão outro bebê, eu posso ficar com a mais velha. É talvez eu queira ficar
com ela e não com o dinheiro.
- Que brincadeira sem
graça é essa? Não se divertiu o bastante
sequestrando minha filha? – exclama Rosa
aflita.
Claude tira o fone das mãos
dela.
- Escute aqui, nem
pense nessa possibilidade! O que
houve? Quer mais dinheiro? Diga quanto quer!
- Escuta, dinheiro não é
problema para mim. Mas ter
filhos sim. Sua garotinha é
corajosa, como a mãe dela. Você
mesmo disse que ela não tem preço, não foi?
- Alex é minha filha.
Minha e de Rosa e vai continuar sendo...
Droga ele desligou! – exclama Claude atordoado.
Rosa o abraça e seu celular
toca. Sem se soltar da
esposa olha para a tela. Sem
identificação de chamada. Chegou a atender, mas a ligação não se
completou. Guardou o celular no bolso confortando Rosa antes de contatar o delegado Paulo.
PSV
- Droga de telefonia celular! – exclamou Roberta suspirando
profundamente. – Não completou a chamada – explica-se a Theodorus.
- Continue tentando.
Se não conseguir hoje, amanhã iremos
ao continente, lá o sinal é certo.
- afirma
Theodorus.
PSV
- Alô!
- Alô, diga alguma coisa pelo amor de Deus! Minha filha... Deixe-me falar
com ela...
- Não devia ter me enganado e iludido de novo,
senhora Geraldy!
- Eu não o enganei nem
iludi. Faria tudo
de novo para escutar a voz
da minha filha e saber que ela estava bem!
- Eu sei que faria...
Infelizmente para você, o celular agora está em meu poder. Avise ao seu... “Marido” que o
acordo está suspenso por hora.
- Suspenso, como assim?
- Bem, agora que vocês
terão outro bebê, eu posso ficar com a mais velha. É talvez eu queira ficar
com ela e não com o dinheiro.
- Que brincadeira sem graça é essa? Não se divertiu o bastante sequestrando minha filha?
- Escute aqui, nem pense nessa
possibilidade! O que houve? Quer mais dinheiro? Diga quanto quer!
- Escuta, dinheiro não
é problema para mim. Mas
ter filhos sim. Sua garotinha é
corajosa, como a mãe dela. Você
mesmo disse que ela não tem preço, não foi?
- Alex é minha filha. Minha e de Rosa e vai continuar sendo... Droga ele desligou!
Paulo desativou o som depois
de escutar por várias
vezes e voltou-se para Claude e
Rosa.
- Não temos mais dúvidas, é alguém do seu círculo de conhecimento,
Rosa. Alguém do seu passado talvez.
- Eu não tenho ninguém no meu passado, Paulo, a não ser o
Claude.
- Isso não é necessariamente do seu
passado amoroso, mas pode ser do dele. Quando ele diz que dinheiro não lhe
interessa, que você o enganou, iludiu e que talvez preferisse
ficar com Alex, fica evidente a passionalidade
do crime.
- Isso não faz sentido
para mim... Não tive nenhum
relacionamento tão sério assim.
- Pode não ter sido
sério para você. Pessoas passionais
podem levar anos arquitetando algum tipo de vingança – observa
Rodrigo.
- Está bem, vou revisar a lista mais uma vez. E o álbum
da faculdade, quem sabe eu recorde de algum fato...
- E eu vou voltar a
caixa de pertences de Roberta e as fotos
de seu casamento. – diz Beto – Quem sabe não nos deparamos com um denominador em comum...
- Eu vou com você – observa Rodrigo.
- Eu também vou. Essa
gravação vai comigo, vamos
isolar a voz e quem sabe
conseguimos algum outro som e uma nova
pista. – Diz Paulo, e todos seguem em direção a porta.
- Paulo, eu vou oferecer o mesmo valor
do resgate para quem nos levar
até onde ela está... – Afirma Claude, de
súbito.
- Não é arriscado? – pergunta Rosa olhando de Claude para o
delegado. – Para Alex?
Paulo exitou um instante, como se estivesse avaliando as consequências disso.
- Ao contrário, Rosa. Esse valor vai atrair a cobiça
dos que o ajudaram e ele vai querer negociar rapidamente a libertação
dela.
- Deus te ouça, Paulo.
- murmura Rosa, despedindo-se.
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- Estão me expulsando, é isso? – perguntou Louise a todos da
mesa.
- Ninguém aqui falou em expulsão. Queremos apenas que você se
afaste do partido por tempo indeterminado, Louise. – explicou-se um dos
membros.
- Encare isso como férias de verão, querida. – Diz outro.
- O partido é soberano a você. Não podemos deixar que ele perca
o prestígio e a credibilidade junto as
nossos eleitores. – comenta um terceiro membro.
- Muito menos o poder de influência junto à presidência...
- Sabemos de seu empenho em todos esses anos,para o
crescimento do partido, o quanto trabalhou para que chegasse onde chegou. Creia, somos todos gratos e o que
estamos pedidnod agora é um último
sacríficio...
- Para o bem do partido! – completa a frase Louise. – Eu
que me f...
- Voilà! Não deixaremos que nada aconteça a você. Acompanharemos seu processo com
toda assessoria jurídica necessária.
- D’accord! Já entendi que nenhum argumento a meu favor vai
mudar a opinião ou a decisão desse
competente Conselho.
- Não temos alternativa, Louise.
-– É claro que têm! - afirma
levantando-se - Mas eu acatarei essa sentença. Podem publicar ou anunciar
oficialmente meu afastamento,
desfiliação ou seja lá o que acharem
melhor para o Partido! – fala
irônicamente, afastando-se até a porta.
– Mas preparem-se para quando eu voltar! – Diz em tom de desafio antes de deixar
a sala.
PSV
- O canguru não vem aqui hoje?
- Eu acho que não -
responde Elsa a Alex.
- Então a gente podia
brincar de elevador... – pede Alex – Só uma vez, Elsinha, a gente desce lá no primeiro andar e sobe rapidinho... Vamos vai...
- Talvez, Alex, talvez! – Diz observando-a comer, pensando na
conversa que ouvira entre duas pessoas ao
comprar a comida da menina.
“Você viu, aquele
francês ofereceu o mesmo valor do resgate
pra quem tiver alguma informação que
leve a polícia até a filha dele...”
- Um milhão de
euros... – murmura Elsa devolvendo o sorriso que Alex lhe dava...
PSV
- Graças a Deus você
chegou! Pensei que ia passar mais um dia sem aparecer por aqui... – Diz Raquel
saindo de tras de sua mesa e seguindo
Milton até sua sala.
- Eu pago muito bem a
você para resolver eventuais problemas. – fala ele friamente.
- E eu os resolvo sempre que possível. – retruca
sem se intimidar - Mas alguns dependem da sua assinatura e outros do seu contato
pessoal. – Diz colocando rudemente uma
pasta sobre a mesa, em frente a ele. - É
so observar a lista de telefonemas que deve
retornar...
Milton assinou todos os papéis sem ler e os devolveu a
Raquel, visivelmente ansiosa.
- Se quer pedir algo, peça logo Raquel. Não fique ai parada como um manequim...
- Bem, eu...
Aquela sua amiga francesa já voltou pra França?
- Sim, ela voltou. Mas
isso não significa que eu vou
voltar a
sair com você.
- Como você é grosso!
Pra sua informação eu já estou com
outra pessoa...
- Ótimo. Agora que já me informou, pode sair e voltar com um café
para mim. O que foi, que mais quer
saber? – pergunta quando Raquel não se move.
- Nada importante... É só que... Aquele seu outro amigo francês, o dono da
Athena, ele deve ter muito dinheiro não
é?
- Sim, ele tem... Por quê? Está interessada nele? Lamento mas
ele já tem esposa.
- Claro que não estou interessada nele! Só comentei porque alguém que oferece recompensa
de um milhão de euros por uma informação deve ter bem mais que isso...
- Como é que é? Ele
oferceu a mesma... Ele ofereceu um milhão de euros de recompensa?
- Onde esteve o dia
todo? Dormindo? Está em todos os
noticiários da TV e Redes Sociais... –
explicou Raquel deixando-o sozinho.
Imediatamente ele
procurou a notícia pela Internet. Leu a mesma coisa em quatro sites diferentes, para se convencer do que lia.
Deixou a página aberta e recostou-se em sua cadeira.
Filho da p*! Oferecer a mesma
quantia do resgate foi uma
ótima jogada, francês... Eu tenho
que admitir isso! Mas por outro lado,
você me deu a saída perfeita! Eu posso ser o informante e ficar com esse milhão de euros, já que uma Rosa grávida não me interessa. Não nesse
momento. Com essa grana eu posso arrumar
um lugar longe daqui, com todo conforto que você merece meu amor. E depois que você estiver livre, é lá que vamos
morar. Só você e eu! O quê? Você
não vai sem
as crianças? Ok, ok... Elas podem ir! Vai ser ótimo ver esse francês
derrotado e sozinho. Ah, nós vamos ser
felizes finalmente, Rosa! Eu
preciso de um plano, um bom plano que me
faça ser o informante... Mas agora eu
preciso garantir que aqueles capangas
idiotas que o Zequias me arrumou não façam isso antes de mim...
Levantou-se rapidamente e foi até seu
cofre particular. Tirou um revolver de lá e o colocou sob o cós traseiro, encobrindo-o com o paletó.
Ao abrir a porta quase
esbarra em Raquel.
- Miton, seu café! –
exclama ela
- Fica pra depois.
Tenho um problema urgente para resolver! Talvez eu precise passar uns
dias fora. Tome conta da
galeria.
Raquel deu de ombros e girou o corpo entrando na sala de
Milton.
- É claro, eu vou
tomar conta de tudo isso, não se preocupe!
Colocou a badeja sobre
a mesa e sentou-se na cadeira dele, ajustando-a a sua
altura.
Mudou alguns objetos de lugar anrtes de finalmente pegar a
xícara e leva-la aos lábios, provando o café.
- Perfeito! – exclamou tomando utro gole – Como tudo que eu
faço – e devolveu a xícara ao pires.
- Ah meu caro Milton... Seus problemas mal começaram... - Então recostou-se à cadeira e cruzou as
pernas. – Nunca assine nada sem ler...
PSV
Claude conectou-se à
Internet e procurou o site de notícias que Nara
acabara de lhe passar. Não foi preciso perder tempo procurando a reportagem sobre Louise.
Ela era o destaque do canal.
“Louise Geraldy, candidata a candidata à Presidência francesa
e figura importante de seu partido decidiu se afastar temporariamente da vida
pública. Ela anunciou sua decisão ao Partido na quinta-feira e dará os detalhes em uma carta a ser publicada
oportunamente pela imprensa local.
Com essa decisão,
Louise, um dos dois nomes mais fortes, dentro da Frente Nacional
Francesa abre mão de se candidatar pouco
antes das eleições.
Segundo informações
preliminares, ela argumenta que se afastará por algum um tempo da vida política
e pública para dedicar mais tempo
às empresas Geraldy e à família, o que
pareceu deboche e ironia para a maioria do colegiado, uma vez que seus dois
filhos, Claude Geraldy - que desligou-se
definitivamente da politica,
e Nara Geraldy - a ex-futura
noiva do ex-futuro marido de Louise
saíram do pais.
A ex-segunda esposa de
François Geraldy, um dos fundadores do
partido garante que jamais renunciaria definitivamente à vida política.
Em um dos trechos
da carta, a qual tivemos acesso, ela argumenta que, abre aspas “nunca
ficará indiferente ao sofrimento dos seus compatriotas” - fecha aspas.
Conselheiros e filiados
políticos do partido que viam nela alguém capaz de atrair o eleitorado da direita tradicional
para o partido de extrema-direita acreditam que
isso abalará a estrutura do próprio partido.
Mas, todos sabem a decepção que Louise causou ao ser apontada
como protagonista de um dos epsódios mais corruptos da política. Talvez essa
seja uma estratégia e com esta postura
Louise que foi muito criticada no partido,
por correligionários e apoiadores, esteja colocando sua legitimidade em xeque, na esperança de
convencer os mais de dez milhões de militantes do partido de extrema-direita de
que é inocente.”
Rosa saiu do closet e colocou a caixa que segurava em cima da cama, pousando delicadamente suas mãos sobre os ombros do marido.
- Eu sinto muito...- murmurou.
- Eu também, mas não
devíamos... Ela foi advertida muitas vezes, inclusive por mim.
- Mesmo assim...
- Mesmo assim, não vamos
dourar a pílula, cherie! – afirmou
desligando o notebook – Louise
é uma pessoa má e só está colhendo o que plantou, hã? Encontrou o
álbum? – pergunta mudando de assunto.
- Sim e o Paulo já
chegou, está nos esperando na sala.
Mal haviam saído do quarto e o celular de Claude tocou.
- Frazão. – disse à
Rosa antes de atendê-lo a caminho da
sala.
PSV
Na delegacia, Rodrigo e Beto revisavam todo o material que
pertencera a Roberta, sob a supervisão de um dos investigadores.
Beto foi tirando tudo de dentro da
caixa e checando. De repente seus olhos localizam uma pasta.
- Essa pasta, por que não estava aqui antes? – Pergunta
admirando o logotipo estampado, antes de
abri-la, atraindo a atenção de Rodrigo.
- Foi parar em outro
arquivo, por engano. – explica o investigador. – Mas só
tem as fotos da menina.
- São as fotos que
você mesmo tirou de Alexandra, na festa de aniversário dela e de Claude,
fazia parte do plano, não?
- Oui, mas eu as entreguei dentro de um envelope marrom...
Esse desenho... – murmura voltando ao logotipo. – Eu já o vi mais de uma vez, e
a primeira foi com Roberta... Onde mais
eu vi... – pergunta-se abrindo a
pasta novamente.
Então notou uma pequena e rasa marca d’água,
na contra capa da pasta.
- Eros Galeria. – exclamou, Beto. – Sabem onde fica, de quem é?
- Não. – responderam Rodrigo e o investigador quase ao mesmo
tempo.
- Mas nós conhecemos quem sabe. - diz
olhando para Rodrigo. - Posso leva-la
comigo?
- Bem, não deveria, mas
o delgado Paulo disse para colocar
tudo a sua disposição, então...
- Eu me responsabilizo. – afirma Rodrigo. – além do mais, onde vamos, encontraremos com
ele...
Minutos depois, enquanto estavam a caminho da casa de Claude e Rosa:
- Segundo o Google, A
Galeria Eros pertence a Milton Alvarez e fica num bairro nobre, não muito longe da Athena... – Diz Rodrigo mostrando a
imagem de Milton a
Beto.
- Eu já o vi na Athena
e saindo da casa do Claude... Pra quem está ligando?
- Pra um contato. Em
pouco tempo teremos a ficha
completa desse Milton...
PSV
Milton parou o carro algumas
casas antes. Esperou as poucas
pessoas que passavam por ali desaparecerem para
dentro de suas casas e então
desceu do carro. Manteve o rosto baixo.
pois sempre pode haver uma
câmera de segurança por perto...
Abriu o portão e entrou sem chamar por ninguém. A surpresa é
sempre o melhor ataque. Observou as janelas abertas e continuou até a porta
principal. Chamou discretamente pelos
capangas, mas o silêncio foi a
única resposta.
Bateu à porta com os nós
dos dedos e viu-a ceder abrindo alguns
centímetros. Entrou pisando o mais leve que conseguia. Alguma coisa não estava certa por ali, lhe dizia sua intuição...
Ouviu um ruído vindo da
cozinha e dirigiu-se para lá. Mas
não estava preparado para o que viu...
Os dois capangas
estavam sentados à mesa, olhos abertos, sem
vida. Um filete de sangue escorria da perfuração a bala, feita na testa
de cada um deles. Em outra cadeira,
Zequias.
Sem demonstar nenhum tipo de emoção, ele abriu uma garrafa de
cerveja e fez um sinal para que se juntasse a ele.
- Eu sabia que você
viria. – Falou sem demonstrar
arrependimento - Então me adiantei um pouco...
Milton levou a mão para detras de si e a voltou empunhando a
arma.
- Eu não faria isso se
fosse você. – Ouviu o conselho.
- É mesmo? Me dê uma
razão para não aproveitar a chance de
acabar com você. – Disse mirando Zequias
- Foi exatamente isso que eles tentaram fazer, filho... Além de se recusarem a beber uma cerveja comigo, é claro...
PSV
Claude despediu-se de
Frazão e encerrou a ligação.
- Roberta entrou em
contato com Frazão querendo notícias sobre o sequestro... – explicou-se ele.
- Mas é muita cara de
pau! O que ela quer? A parte dela do
resgate? – pergunta Rosa irritada.
- Non, cherie! Ela quer
falar comigo, tem tentando sem
sucesso. Isso explica essas
ligações restritas que nunca
se completam, hã?
- E o que ela ainda
quer falar com você?
- Frazão não conseguiu tirar
nada dela...
- Vindo de Roberta, não pode
ser nada de bom!
- Desulpem a minha intromissão, - diz Paulo - Talvez
agora que está longe ela revele a pessoa que estamos procurando...
- E talvez queira
fazer isso em troca de alguma vantagem... – comenta Rosa.
- Paulo tem razão. E
não perderemos nada se eu falar com ela,
cherie...
- Bem, - fala Rosa
mudando de assunto - Esta é a foto
de toda a turma. – diz voltando ao álbum.
– A maioria retornou para sua cidade natal.
- Ainda se lembra do nome de todos eles? – interpela Paulo
- Talvez... – responde voltando a olhar mais atentamente
para a foto. - Denize, a Janete, Luciana, Jonata...
- Esse aqui, atras da Janete é o Milton? – pergunta Claude
- Sim, é ele...
- Um momento, Rosa! – pede Paulo afastando-se e atendendo o
celular.
Quando volta...
- Boas notícias! Sua
atitude já está dando resultados, Claude! Recebemos várias ligações, a
maioria descartável. Mas uma nos deu indicação exata de onde estaria seu carro e alguns homens já saíram a campo...
A campainha toca e
Dadi logo aparece no escritório com
Rodrigo e Beto.
- Bom dia a
todos! - diz Rodrigo.
- Paulo, eu sei que não é certo tirar evidências dos
arquivos policiais, mas tinha que trazer essa
até aqui... Essa pasta havia sido
colocada em outro arquivo, mas estava entre os pertences de Roberta.
Me digam onde ou com quem foi que eu já
vi esse logotipo? – pergunta Beto
mostrando a pasta.
- Milton... – murmura Rosa empalidecendo drasticamentre. –
Não pode ser... – continua compreendendo o significado daquilo, voltando o olhar
para a foto.
Em seguida procurou o olhar de Claude. Isso foi antes que a
escuridão a envolvesse e seus sentidos falhassem.
PSV
- E essa foi a última
vez, Alex! – exclamou Elsa depois que a menina apertara o número cinco pela
terceira vez, para que o elevador voltasse ao quinto andar. – O Canguru pode
aparecer e imagina o que ele faria se nos pegasse...
- É eu sei, Elsinha... Ele ia bater em você de novo...
- Esqueça aquilo, garota! Olha, o que você
acha da gente fugir daqui e eu te levar pra sua
casa?
- Eba!!! Meu papai e minha mamãe tão demorando pra me achar
mesmo!
- Então nós vamos fugir... Mas não podemos deixar
o Canguru ns pegar, temos que ser discretas.
- O que é isso?
- É saber guardar um
segredo, é saber não chamar a atenção...
Entendeu?
- Acho que sim. A gente
vai ter que disfarçar e ser bem
“bozinha” com ele, né?
- É isso mesmo Alex. E nós
vamos fugir amanhã, bem cedinho!
- Yes! Eu adoro você Elsinha! – exclama Alex abraçando-a.
PSV
Milton recolocou o fone
no gancho do orelhão e olhou em
volta, confirmando se ainda era a
única pessoa na rua e se afastou
sorrindo cinicamente.
Caminhou até a esquina, virou à esquerda e andou mais duas
quadras antes de entrar em
seu carro.
Deu a partida e apertou o play do som. Imediatamente o som de uma sinfonia invadiram
o interior do carro.
Milton ficou imóvel por
alguns instantes. Parecia profundamente atento aos acordes harmoniosos
que ouvia. Quem o visse, poderia
dizer que tentava identifica-la e
a seu compositor, tamanha a atenção que dispensava a ela, movendo sua mão direita em gestos diametralmente opostos, do suave e
terno ao brusco e ameaçador.
Sem abandonar totalmente os
trejeitos de maestro deu
partida no carro. Olhou pelo retrovisor
e seus olhos refletiram, nublados e
distantes.
Sua mente dividiu-se em
três consciências. Ao memso tempo
que ouvia a música, dirigia pelas ruas
mal iluminadas, remoendo o que
tinha feito.
- Se acha muito esperto não é, Zequias? – começou a falar
olhando para o lado, como se ele estivesse no banco do passageiro – Eu espero que sua esperteza seja suficiente para explicar o que o carro do francês
está fazendo em sua
garagem privada.
Voltou momentaneamente sua atenção para o trânsito,
procurando a saída certa para retornar à cidade antes de continuar.
- Isso mesmo que está pensando! Eu liguei, anonimamente
é claro, mas eu, eu liguei e entreguei
você! Você será acusado de sequestrar a menina, de ser o “sócio” da francesa. E
eu serei o herói... Meu próximo passo será falar com Rosa, informando que descobri o suposto
cativeiro. Como consegui? Bem, eu segui as mesmas pistas da polícia depois paguei por informações mais
precisas e cheguei até a moça que a vigiava... Uma oferta generosa e voila! A convenci a aparecer e
entregar a menina... O quê? Como assim, ela pode não aceitar minha prosposta? É claro que a “Elsa” vai
aceitar. Até porque ela não vai querer que eu faça com ela o mesmo que você fez aos primos dela!
E eu não darei avisos, amanhã de manhã ela
fará o que eu mandar!
Então aumentou o volume
do som e a velocidade do carro...
PSV


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