PSV
Rosa guardou o celular
dentro da bolsa e olhou-se no
espelho, mais tranquila. Alex já dormia, depois de assistir Frozen dissera
Joana. Teve que pedir
a ela que ficasse com Alex. Silvia finalmente tinha um encontro com Júlio e não seria ela a atrapalhar.
Deu um retoque no batom e ajeitou o cabelo antes de
decidir voltar à mesa.
- Demorei muito? – Perguntou baixinho, aceitando a ajuda de
Claude com a cadeira.
- Não. – Respondeu ele – Alex está bem?
Rosa o olhou surpresa. Como ela sabia que...
- Sim. – Respondeu sem procurar explicação. - Está dormindo.
- Algum problema, Rosa? – Perguntou Catarina gentilmente.
- Oh, não! Apenas preocupada se demorei demais no toalete.
- Não, meu bem. Não tanto quanto eu! – Comentou Catarina, de
forma simpática, tranquilizando-a. –
Creio que podemos deixar as formalidades
de lado e ir direto ao assunto. O que pensam?
- D’àccord. – Concordou Claude. – Vamos ao motivo desse
jantar. Vocês são curadores e especialistas internacionais e estão interessados
em que exatamente da nossa galeria?
- Gostaríamos de
alocar a exposição em sua
galeria, – Começa a explicar
Egídio. – durante nossa passagem
por São Paulo.
- Alguma razão em especial?
- Está brincando, Claude? Você! Quando Catarina e eu
soubemos que desistiu da política e investiu em Arte novamente, não
tivemos dúvida de qual seria nossa
segunda parada com essa exposição.
Egídio e Catarina haviam
sido professores de Claude. Foi o que ele explicou a Rosa, quando
visitaram a galeria e os convidaram para o jantar. Eram considerados os maiores
especialistas no movimento renascentista, com trabalhos premiados sobre
Leonardo, Michelangelo, Rafael e Botticelli; eternos representantes dessa
escola.
- Sinceramente, nunca entendi porque trocou sua promissora carreira
artística pela política. – Comentou
Catarina, provando o vinho.
- E de quem foi a ideia da exposição? – Perguntou Rosa
diante do silêncio de Claude, que
ela também não entendeu.
- Catarina concebeu e desenvolveu toda a dinâmica da
exposição e eu entrei com a produção executiva, angariando patrocinadores, já
que é uma exposição gratuita.
- Disso eu não abro mão. A cultura tem que estar ao
alcance de todos. É ela que transforma o
mundo. A minha ideia partiu de tanto ouvir, por exemplo, como foi que Michelangelo
retratou com tanto realismo anatômico o herói bíblico Davi. Por que não propiciar um encontro, um mergulho interativo
no período Renascentista, fazendo o público vivenciar os processos de criação e
a experiência artística dessas obras e descobrir assim, como é que eles a
faziam?
- Muito interessante! – Exclamou Rosa – E que recursos
utilizou para isso, já que as peças
originais dificilmente deixam os museus?
Catarina olhou para Rosa e sorriu, explicando.
- Réplicas. Pode
imaginar o impacto que causa uma réplica em tamanho real de Davi? Ou as
invenções de Leonardo da Vinci, com modelos construídos a partir dos desenhos
originais?
- Creio que já conseguiu
convencê-la, Catarina. – Falou
Claude que até então observava Rosa, discretamente.
- Vá benne! – Respondeu Catarina – Mas e você? Consegui
convencê-lo também ou terei que pedir uma maior colaboração de Egídio?
- Non, non será
preciso. Rosa tem vários projetos
com universidades e escolas e essa
exposição só acrescentaria, hã?
- Mon Dieu! – Exclama Egídio, imitando Claude – Foi mais
fácil do que pensamos, Catarina!
- E mais rápido também. Nem chegamos à sobremesa! Por isso,
cuidaremos dos detalhes dentro de dois ou três
dias. Por que não pede uma garrafa de champanhe e brindamos a isso,
Egídio?
PSV
Elisabeth acordou e ao girar o corpo sobre a cama não
encontrou o marido. Sentou-se na cama e
pegou o celular. Quase duas horas da madrugada!
Acendeu a luz do abajur e procurou seu
robe. Vestiu-o às pressas e saiu
à procura dele.
- John?
- Liz! Eu esmerei
tanto em não acorda-la!
- Não foi você quem me acordou. Foi a sua falta.
Por que perdeu o sono?
- Estou angustiado. Não acha que deveríamos voltar e conversar com Claude e Rosa?
- E invadir a privacidade deles, assim sem certeza alguma?
- Liz! Suas suspeitas tem fundamento. Algo aconteceu
entre eles num passado próximo... E se
Alex for o motivo da separação dos dois?
- Não creio, querido! Rosa não seria capaz de agir com tamanha deslealdade em um relacionamento.
Alex é filha de Claude.
- E agora, vendo toda a
situação de fora, é claro que ainda se
amam. Se voltarmos
podemos ajuda-los a se reconciliar.
- Claude imagina que entre Rosa e você exista mais que amizade. Não acha que nossa volta faria com que ele acreditasse ainda mais nisso?
- Tem razão, darling!
Melhor continuar com nossos planos e dar
esse tempo e eles.
- Por falar em tempo, hoje, quero dizer, ontem... Oh, God,
esses fusos horários me deixam confusa! O que importa é que os dois tinham um
jantar de negócios, com Egídio e
Catarina. Quem sabe depois do jantar...
- Vamos torcer para
que sim! Mas vamos fazer isso dormindo, ok? Afinal também temos
um almoço de negócios amanhã!
- Eu adoro a culinária espanhola com seus frutos do mar
combinados com...
PSV
- Por que pegou essa saída? Minha casa fica em outra direção.
- Que bom que notou. –
Respondeu Claude olhando-a rapidamente.
– Preste atenção ao trajeto, pois vai
fazê-lo algumas vezes daqui pra frente.
- Por que eu faria esse trajeto mais longo e sem sentido para chegar em minha casa?
- Não é para sua casa.
É para a minha.
- Para sua casa? E por
que eu iria até ela?
- Por que temos um acordo. Você se comprometeu a ser minha
amante.
- Mas... Mas quer fazer isso na sua casa?
- Prefere motéis?
- Eu não prefiro nada. Apenas pensei que...
- Que eu havia esquecido do nosso acordo?
- Para falar a verdade, sim. Já se passou mais de um mês e como
não tocou no assunto, eu pensei que tivesse
desistido dessa ideia absurda.
- Como vê eu não
desisti. E não é uma ideia absurda, vai
ser muito... agradável passarmos algumas
horas juntos. Ou já se esqueceu como nos damos bem na cama?
- Você faz isso parecer mais sórdido do que já é!
- Sórdido? Fiz uma
proposta limpa e transparente. Poderia ter recusado, mas você a aceitou, não
foi?
- O que fez não foi uma proposta, foi chantagem.
- D’àccord. Talvez eu tenha
usado uma dose de astúcia.
Mas a palavra final era sua e
não foi um não. Você decidiu por nós.
- Como pode ser tão hipócrita e me responsabilizar por sua atitude? Sabe muito bem porquê concordei!
- Rosa eu não estava apontando uma arma para sua cabeça.
Concordou porque quis.
- Que conveniente para você não é mesmo? Faça o próximo
retorno, eu estou dizendo não agora!
- Tarde demais, chèrie.
O prazo de reconsideração expirou.
- Isso que está fazendo comigo é desprezível, Claude. É
imoral, repugnante... está me corrompendo!
- Imoral é ser amante de
um homem casado.
- Meu Deus, você insiste nisso!
- Melhor pararmos com
essa discussão inútil. Já estamos quase chegando.
- E o que vai dizer a Dadi? “Rosa e eu temos um acordo, Dadi.
Ela será minha amante em troca de alguns milhares de reais.” É essa a explicação vai dar?
- Não se preocupe com
Dadi. Ela folga às quartas-feiras e só retorna
na quinta pela manhã. – Explicou Claude.
Rosa não disse mais nada. De que adiantaria? Ele estava
certo. Dera sua palavra, aceitara de fato tornar-se amante dele para que John
não perdesse as ações em definitivo e Liz tivesse sua cirurgia garantida. Agora devia honra-la e
cumprir o acordo, pensava com a cabeça
baixa.
Fechou os olhos e ao abri-los foi atraída pelo movimento que Claude
fazia ao trocar o marcha do
carro. Ele segurava a alavanca com firmeza e ao mudar a marcha era fácil perceber a força também. Quantas vezes aquela mão a tinha acariciado?
Então o carro parou e Rosa ergueu a cabeça assustada, temendo
que ele tivesse percebido seus pensamentos.
Mas não. Claude esperava
o porteiro abrir o portão. Passaram por ele, e o porteiro gentilmente
os cumprimentou com um boa
noite.
Rosa fitou suas próprias mãos e apertou-as uma na outra. Estava com medo. Um medo terrível de trair a si mesma e deixar que ele notasse o quanto ainda o amava.
Tenho que me manter fria e distante. Ele deseja apenas meu corpo. Agora quer apenas sexo. Eu tenho que ser
forte o bastante para jogar o
jogo dele.
- Chegamos. – Ouviu
Claude dizer, desligando e saltando do
carro.
Imitou-o, e o seguiu até o elevador mantendo uma certa distancia dele. Em poucos instantes o
elevador os levou até o andar do
apartamento de Claude.
Seguiu-o pelo corredor até a porta com o número 32. Então ele tirou a chave do
bolso, abriu a porta e a fez entrar primeiro, depois de acender a luz.
- Entre e sinta-se à
vontade!
À vontade era o que menos iria se sentir, pensou dando alguns
passos e apreciando o bom gosto da decoração. Claude pareceu captar sua impressão ao passar
por ela e comentou:
- O antigo dono tinha bom gosto realmente. A decoração foi um
dos motivos que me fez ficar com ele. Sente-se.
- Estou bem em pé, obrigada.
- Bem? – Argumentou Claude – Está tão tensa que posso ver o tremor do seu corpo.
E como queria que eu estivesse, Claude?
- Por que está tão tensa Rosa? – Perguntou aproximando-se e
ignorando a pergunta dela.
- Porque eu nunca... – Ia dizer “nunca fui amante de ninguém”
- Mas
calou-se, mudando de ideia. Ele
com certeza não acreditaria e ainda colocaria John na conversa. – Porque eu não sei o que você
espera de mim. - Disse afinal - O que exatamente espera que eu faça Claude?
Claude a olhou por um longo instante antes de responder.
- Eu quero que você vá
por ali – E indicou um pequeno corredor
- Chegue até o meu quarto e tome um
banho para relaxar. Depois então, faremos amor como todos os amantes.
- Não. – Rebateu Rosa,
magoada por sua própria expectativa.
Faremos sexo. Amantes fazem sexo. Apenas pessoas que se amam fazem amor.
Virou-se rapidamente obedecendo-o mais para que ele não visse suas lágrimas que por
vontade e desapareceu pelo
corredor.
Claude serviu-se de uma
dose de wiscky e tomou-a de uma
só vez. Então se deixou cair no sofá até sua cabeça bater no encosto. Levou
as mãos até ela e cobriu o rosto.
Nem sendo da melhor qualidade o wiscky havia tirado o amargo
de sua boca. Poderia acabar com ele se
confessasse a Rosa que ainda a amava,
mesmo depois de tê-lo abandonado daquela
forma, e o quanto sentia sua
falta...
Não. Decididamente não. Ela brincara com seus sentimentos e agora ele faria a
mesma coisa. A conquistaria novamente e
depois a deixaria sem
explicações. Talvez voltasse para a Europa deixando um recado com
Janete ou com a babá de Alexandra...
Foi para o quarto. A roupa de Rosa estava cuidadosamente colocada na poltrona. Tirou o
paletó e a gravata e desabotoou a camisa, tirando-a.
Estava de costas para o closet e foi nesse momento que Rosa saiu
dele, vestindo o roupão dele. E deve ter feito algum som, pois Claude virou-se rapidamente.
Houve um instante de
silêncio em que ambos se observaram.
- Eu... Não achei toalhas... – Disse sem desviar os olhos de
cada parte musculosa que aparecia acima
da cintura de Claude. – Fiz mal em colocar seu roupão?
- Não... - Murmurou Claude aproximando-se dela. – Até porque
você não vai ficar muito tempo com ele, não é mesmo?
Rosa deu um passo para trás, esquivando-se. Claude sorriu com
o canto da boca e passou por ela.
- Voilà! – Disse friamente indo para o banheiro – Você tem
alguns minutos mais para se acostumar
com a ideia. Tente a cama, vai ver que ela é confortável.
Rosa ficou parada ali, até
escutar a porta se fechar. Então olhou
para a cama. Mas preferiu a janela. A
noite estava tão escura quanto suas esperanças. Por que fazia isso consigo
mesma?
Ponderou e concluiu que Claude tinha razão. Poderia ter dito não e procurado
outra solução. Agiu impulsivamente,
escutando apenas seu orgulho
ferido. E a voz quase silenciada, lá no fundo do seu coração. Estava com medo e ansiava por aquilo ao mesmo tempo, como era possível?
Mas nunca, nunca
deixaria que ele percebesse! Ficaria passiva e controlaria as suas
reações. Faria amor, quer dizer, faria sexo sem sentir nada. Isso irá feri-lo
em seu amor próprio. Não era o mesmo que
ele fazia com ela?
- Então, ainda
gosta de olhar pela janela...-
Ouviu Claude falar junto a seu ouvido e
sobressaltou-se. Estivera tão
introspectiva que não percebera essa aproximação.
Continuou ali parada, como se estivesse congelada. Não
sabia como reagir. Estava lúcida o suficiente para assumir que a ideia de ir
para a cama com Claude não a desagradava. Mas o motivo sim.
- Se está pensando que agindo assim como se desprezasse a mim
ou a ir para cama comigo vai me fazer mudar de ideia, está
enganada e perdendo tempo. Tempo e energia. – Afirmou ele, virando-a para si.
E sem esperar resposta, puxou-a e inclinou a cabeça, até que seus lábios
se tocassem. Deixou que ele
comandasse o beijo e não resistiu quando ele a forçou a abri-los e
explorou sua boca delicadamente.
Estava certa que sua
passividade o irritaria. Mas sua consciência a alertou momentos depois
que não seria fácil ficar passiva, pois
seus braços já o envolviam e suas mãos estavam enterradas
entre os cabelos de Claude.
Se Claude havia notado
sua intenção não demonstrou. Muito menos
sentiu-se embaraçado. Escorregou
os lábios, úmidos de prazer pela lateral
do pescoço de Rosa, enquanto desfazia o nó do roupão e a deixava nua.
Rosa fechou os olhos, enquanto ele a admirava.
- Abra os olhos, Rosa... – E admirou-se por escuta-lo pedir e não ordenar.
- Pra que? – Questionou mesmo assim, mantendo-os fechados – Quer ter certeza que me venceu?
- Nenhum de nós sairá
vencedor disso tudo, chérie. – Foi a resposta séria que ele deu,
segurando suas mãos e levando-as até o
cós da toalha que o cobria.
Quando Rosa abriu os
olhos ele já coagia seus dedos entre os
dele a arrasta-la para fora de seu
corpo, e em seguida carregou-a para a cama.
Enquanto a pousava
sobre a cama manteve os olhos fixos aos
dela. Por alguns instantes ambos mergulharam em lembranças, mas foi Rosa quem primeiro fugiu delas, cerrando
os olhos, justamente no momento em que
Claude a beijava e acariciava.
- Sou tão desagradável assim,
que precisa ficar o tempo todo de olhos fechados?
Não... O problema não é
você, sou eu, pensou Rosa. Não posso aceitar que meu
corpo responda com prazer a cada toque seu... Onde está a minha razão?
- Voilà! – Falou Claude quando ela não os abriu - Se prefere atuar como uma
boneca inflável...
- Você é desprezível... – Murmurou Rosa encarando-o.– Como
pode me comparar a uma boneca?!
- Então aja como uma mulher de verdade... – Ordenou Claude, beirando
a impaciência.
Involuntariamente Rosa enrijeceu o corpo.
- Droga, Rosa, eu não vou violenta-la! – Exclamou ele,
girando o corpo e afundando o colchão, ao lado dela.
- Me desculpe eu não consegui evitar! – Rosa tentou ser
irônica, mas sua voz
falhou. – Minha mente não concorda com isso.
- Mas seu corpo sim. -
Afirmou Claude. - Então responda...
Embora me ache desprezível, tenho
seu consentimento?
- Sim. - Murmurou -
Dei minha palavra, não dei?
- Ouí... Vamos apagar
esses últimos minutos e recomeçar d’àccord?
E sem avisos cobriu-a com seu corpo. Sua mão pousou pouco acima da curva
da cintura e os dedos encaixaram-se
nesse contorno suave.
E tudo que Rosa pensou foi que não queria esquecer apenas os
últimos minutos e sim todos os minutos dos últimos anos em que estivera tão longe desses mesmos toques.
E embora quisesse esconder esse sentimento, seu corpo dessa
vez não protestou. Ao contrário, desobedecendo sua ordem e vontade ajustou-se
ao corpo de Claude. E quando fez isso, sentiu o polegar dele derrapar em seu
seio.
Um arrepio prazeroso correu por todo seu corpo. E aumentou ainda mais quando
os lábios dele, a brincar pousaram ali, umedecendo sua pele.
Mordeu o lábio, abafando um gemido de prazer ao sentir a
língua dele deslizar para a lateral do seu pescoço lenta e suavemente, e subir até encontrar sua boca.
Deixou-se ser beijada por um tempo que queria fosse
interminável.
Mas Claude queria uma resposta à altura da sua
carícia. E a exigiu até ser
correspondido. Então girou o corpo, trazendo-a sobre si, prolongando o
beijo enquanto suas mãos exploravam as costas de Rosa, sobre a linha da coluna,
fazendo-a estremecer.
As mãos dela, indecisas, não sabiam se o envolviam pelos
ombros ou se afundavam entre os cabelos dele. E nem tiveram tempo de decidir,
pois Claude voltou a ficar sobre ela e impiedosamente explorou cada
parte de seu corpo.
Não falavam nada, como se
tivessem combinado que o silêncio
seria a melhor forma de se entenderem.
Foi fácil para Claude perceber que a provocara o suficiente.
E embora desejasse que ela o provocasse ainda mais, nada fez para isso.
Seus corpos pareciam pedir urgência na entrega final e Claude
preparou-se para possui-la. Procurou o
olhar de Rosa e leu neles a permissão que
queria.
No entanto afastou-se dela, alcançando algo com as mãos.
O que foi que fiz de
errado? – Pensou Rosa, inquieta e deixou seu pensamento escapar.
- Claude? Eu já
consenti, porque não... – Parou ao escutar o ruído de algo rasgando.
- Eu sei que
consentiu. – Respondeu Claude – Vou apenas nos prevenir. Acho que nenhum
de nós está disposto a uma gravidez
indesejada, não é? Ou você se previne?
Alexandra viera sem
ser planejada, mas fora desejada.
Sempre falaram em ter filhos. E
se contasse neste minuto sobre ela? Não... Ele não vai acreditar! Mas poderia
provar...
Rosa desistiu. Não podia prever a reação de Claude e não estava preparada para enfrentar
sua fúria. Porque ele ficaria furioso,
tinha certeza. Baixou o olhar.
O que mais poderia fazer? Ele estava certo. Nem passara
por sua cabeça adotar qualquer método contraceptivo. Não tinha uma vida
sexual ativa, por que se preocuparia com
isso?
Esperou que ele a possuísse sem mais avisos porém Claude
ainda a acariciou antes de fazê-la pertencer a ele, num êxtase profundo e
delicioso que nenhum dos dois ousou
negar a si mesmo ou admitir ao outro.
PSV
Continua 16/03

1 comentários:
O Claude consegue me tirar do sério com essas atitudes.. Fala sério Francês francamente viu... --'
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