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domingo, 13 de março de 2016

PSV/Capítulo 28

PSV


Rosa guardou o celular   dentro  da bolsa e olhou-se no espelho, mais tranquila. Alex já dormia, depois de assistir Frozen dissera Joana.   Teve que  pedir  a ela que  ficasse com Alex.  Silvia finalmente tinha um  encontro com Júlio e não seria ela a  atrapalhar.
Deu um retoque no batom e ajeitou o cabelo antes de decidir  voltar  à mesa.
- Demorei muito? – Perguntou baixinho, aceitando a ajuda de Claude com a cadeira.
- Não. – Respondeu ele – Alex está bem?
Rosa o olhou surpresa. Como ela sabia que...
- Sim. – Respondeu sem procurar explicação.  - Está dormindo.
- Algum problema, Rosa? – Perguntou Catarina gentilmente.
- Oh, não!  Apenas  preocupada se demorei demais no toalete.
- Não, meu bem. Não tanto quanto eu! – Comentou Catarina, de forma  simpática, tranquilizando-a. – Creio que podemos  deixar as formalidades de lado e ir direto ao assunto. O que pensam?
- D’àccord. – Concordou Claude. – Vamos ao motivo desse jantar. Vocês são curadores e especialistas internacionais e estão interessados em que exatamente da nossa galeria?
- Gostaríamos de  alocar a exposição em sua  galeria, – Começa a explicar  Egídio.  – durante nossa passagem por São Paulo.
- Alguma razão em especial?
- Está brincando, Claude? Você! Quando Catarina e  eu  soubemos que desistiu da política e investiu em Arte novamente, não tivemos  dúvida de qual seria nossa segunda  parada com essa exposição.
Egídio e Catarina haviam  sido professores de Claude. Foi o que ele explicou a Rosa, quando visitaram a galeria e os convidaram para o jantar. Eram considerados os maiores especialistas no movimento renascentista, com trabalhos premiados sobre Leonardo, Michelangelo, Rafael e Botticelli; eternos representantes dessa escola.
- Sinceramente, nunca entendi porque trocou sua promissora carreira artística pela política.  – Comentou Catarina, provando o  vinho.
- E de quem foi a ideia da exposição? – Perguntou Rosa diante  do silêncio de Claude, que ela  também não entendeu.  
- Catarina concebeu e desenvolveu toda a dinâmica da exposição e eu entrei com a produção executiva, angariando patrocinadores, já que é uma exposição gratuita.
- Disso eu não abro mão. A cultura tem que estar ao alcance  de todos. É ela que transforma o mundo. A minha ideia partiu  de  tanto ouvir, por exemplo, como foi que Michelangelo retratou com tanto realismo anatômico o herói bíblico Davi.  Por que não  propiciar um encontro, um mergulho interativo no período Renascentista, fazendo o público vivenciar os processos de criação e a experiência artística dessas obras e descobrir assim, como é que eles a faziam?
- Muito interessante! – Exclamou Rosa – E que recursos utilizou para  isso, já que as peças originais dificilmente  deixam os museus?
Catarina olhou para Rosa e sorriu, explicando.
-  Réplicas. Pode imaginar o impacto que causa uma réplica em tamanho real de Davi? Ou as invenções de Leonardo da Vinci, com  modelos construídos a partir dos desenhos originais?
-  Creio que já  conseguiu  convencê-la,  Catarina. – Falou Claude que até então observava Rosa, discretamente.
- Vá benne! – Respondeu Catarina – Mas e você? Consegui convencê-lo também ou terei que pedir uma maior colaboração de Egídio?
- Non, non será  preciso. Rosa tem vários  projetos com universidades e escolas e  essa exposição só acrescentaria, hã?
- Mon Dieu! – Exclama Egídio, imitando Claude – Foi mais fácil do que pensamos, Catarina!
- E mais rápido também. Nem chegamos à sobremesa! Por isso, cuidaremos  dos detalhes dentro de  dois ou três  dias. Por que não pede uma garrafa de champanhe e brindamos a isso, Egídio?



 PSV



Elisabeth acordou e ao girar o corpo sobre a cama não encontrou o marido.  Sentou-se na cama e pegou o celular. Quase duas horas da  madrugada! Acendeu a luz do abajur e procurou seu  robe.  Vestiu-o às pressas e saiu à procura dele.
- John?
- Liz! Eu  esmerei tanto em não acorda-la!
- Não foi você quem me acordou. Foi a sua  falta.  Por que perdeu o sono?
- Estou angustiado. Não acha que deveríamos  voltar e conversar  com Claude e Rosa?
- E invadir a privacidade deles, assim  sem certeza alguma?
- Liz!  Suas  suspeitas tem fundamento. Algo aconteceu entre eles num  passado próximo... E se Alex  for o motivo da separação dos dois?
- Não creio, querido! Rosa não seria capaz de agir  com tamanha deslealdade em um relacionamento. Alex é filha de Claude.
- E agora,  vendo toda a situação de fora,  é claro que ainda se amam. Se  voltarmos  podemos ajuda-los a se reconciliar.
- Claude imagina que entre Rosa e você exista  mais que amizade. Não acha que nossa  volta    faria com que ele acreditasse ainda mais nisso?
-  Tem razão, darling! Melhor continuar  com nossos planos e dar esse tempo e eles.
- Por falar em tempo, hoje, quero dizer, ontem... Oh, God, esses fusos horários me deixam confusa! O que importa é que os dois tinham um jantar  de negócios, com Egídio e Catarina. Quem sabe depois do jantar...
- Vamos  torcer para que sim! Mas  vamos  fazer isso dormindo, ok? Afinal também temos um almoço de negócios amanhã!
- Eu adoro a culinária espanhola com seus frutos do mar combinados com...


PSV


- Por que pegou essa saída? Minha casa  fica em outra direção.
- Que  bom que notou. – Respondeu Claude  olhando-a rapidamente. – Preste atenção ao trajeto, pois  vai fazê-lo algumas  vezes daqui pra frente.
- Por que eu faria esse trajeto mais longo e sem sentido para  chegar em minha casa?
-  Não é para sua casa. É para a minha.
- Para sua casa? E  por que eu iria até ela?
- Por que temos um acordo. Você se comprometeu a ser minha amante.
- Mas... Mas quer fazer isso na sua casa?
- Prefere  motéis?
- Eu não prefiro nada. Apenas pensei que...
- Que eu havia esquecido do nosso acordo?
- Para falar a verdade, sim. Já se passou mais de um mês e como não tocou no assunto, eu pensei que tivesse  desistido dessa ideia absurda.
 - Como vê eu não desisti. E não é uma  ideia absurda, vai ser muito... agradável passarmos algumas  horas juntos. Ou já se esqueceu como nos damos bem  na cama?
- Você faz isso parecer mais sórdido do que já é!
- Sórdido?  Fiz uma proposta limpa e transparente. Poderia ter recusado, mas você a aceitou, não foi?
- O que fez não foi uma proposta, foi chantagem.
- D’àccord. Talvez eu tenha  usado uma dose de astúcia.  Mas   a palavra final era sua e não foi um não. Você decidiu por nós.
- Como pode ser tão hipócrita e me  responsabilizar por sua atitude?  Sabe muito bem  porquê concordei!
- Rosa eu não estava apontando uma arma para sua cabeça. Concordou porque quis.
- Que conveniente para você não é mesmo? Faça o próximo retorno, eu estou dizendo não agora!
- Tarde demais, chèrie.  O prazo de reconsideração expirou.
- Isso que está fazendo comigo é desprezível, Claude. É imoral, repugnante... está me corrompendo!
-  Imoral é ser amante de um homem casado.
- Meu Deus, você insiste nisso!
- Melhor pararmos  com essa discussão inútil. Já estamos quase chegando.
- E o que vai dizer a Dadi? “Rosa e eu temos um acordo, Dadi. Ela será minha amante em troca de alguns milhares de reais.” É essa  a explicação vai dar?
- Não se preocupe  com Dadi. Ela  folga às quartas-feiras e só retorna na quinta pela manhã.  – Explicou Claude.
Rosa não disse mais nada. De que adiantaria? Ele estava certo. Dera sua palavra, aceitara de fato tornar-se amante dele para que John não perdesse as ações em definitivo e Liz tivesse sua  cirurgia garantida. Agora devia honra-la e cumprir o acordo, pensava com a cabeça  baixa.
Fechou os olhos e ao abri-los foi atraída pelo movimento  que Claude  fazia ao trocar o marcha  do carro. Ele segurava a alavanca com firmeza e ao mudar a marcha era  fácil perceber a força também. Quantas  vezes aquela mão a tinha acariciado?
Então o carro parou e Rosa ergueu a cabeça assustada, temendo que ele tivesse percebido seus pensamentos.
Mas não. Claude esperava  o porteiro abrir o portão. Passaram por ele, e o porteiro gentilmente os  cumprimentou com um  boa  noite.
Rosa fitou suas próprias mãos e  apertou-as uma na outra. Estava  com medo. Um medo terrível de  trair a si mesma e deixar que ele  notasse o quanto ainda o amava. 
Tenho que me manter fria e distante. Ele deseja apenas  meu corpo. Agora quer apenas  sexo. Eu tenho que  ser  forte o bastante para  jogar o jogo dele.
-  Chegamos. – Ouviu Claude  dizer, desligando e saltando do carro.
Imitou-o, e o seguiu até o elevador mantendo uma certa  distancia dele. Em poucos instantes o elevador os  levou até o andar do apartamento de Claude.
Seguiu-o pelo corredor até a porta  com o número 32. Então ele tirou a chave do bolso, abriu a porta e a fez entrar primeiro, depois de acender a luz.
- Entre e sinta-se  à vontade!
À vontade era o que menos iria se sentir, pensou dando alguns passos e apreciando  o  bom gosto da decoração.  Claude pareceu captar sua impressão ao passar por ela e comentou:
- O antigo dono tinha bom gosto realmente. A decoração foi um dos motivos que me fez  ficar  com ele. Sente-se.
- Estou bem em pé, obrigada.
- Bem? – Argumentou Claude – Está tão tensa que  posso ver o tremor do seu  corpo.
 E como  queria que eu estivesse, Claude?
- Por que está tão tensa Rosa? – Perguntou aproximando-se e ignorando a pergunta dela.
- Porque eu nunca... – Ia dizer “nunca fui amante de ninguém” -  Mas  calou-se, mudando de ideia. Ele  com certeza não acreditaria e ainda colocaria John na  conversa. – Porque eu não sei o que você espera de mim. - Disse afinal - O que exatamente espera que eu faça Claude?
Claude a olhou por um longo instante antes de responder.
- Eu quero que  você vá por ali – E indicou um pequeno  corredor - Chegue até o meu quarto e tome  um banho para relaxar. Depois então, faremos amor como todos os amantes.
- Não. – Rebateu  Rosa, magoada por sua própria expectativa.  Faremos sexo. Amantes fazem sexo. Apenas pessoas  que se amam fazem amor.
Virou-se rapidamente obedecendo-o mais para que ele não visse suas lágrimas  que por  vontade e desapareceu pelo  corredor.
 
Claude serviu-se de uma  dose de wiscky e tomou-a de uma  só vez. Então se deixou  cair  no sofá até sua cabeça bater no encosto. Levou as mãos até ela e cobriu o rosto.
Nem sendo da melhor qualidade o wiscky havia tirado o amargo de sua  boca. Poderia acabar com ele se confessasse a Rosa  que ainda a amava, mesmo depois de tê-lo abandonado daquela  forma, e o quanto sentia  sua falta...
Não. Decididamente não. Ela brincara  com seus sentimentos e agora ele faria a mesma  coisa. A conquistaria  novamente e  depois a  deixaria sem explicações.  Talvez  voltasse para a Europa deixando um recado com Janete ou com a babá de Alexandra...
Foi para o quarto. A roupa de Rosa estava cuidadosamente  colocada na poltrona.  Tirou o  paletó e a gravata e desabotoou a camisa, tirando-a.
Estava de costas para o closet e foi nesse momento que  Rosa  saiu dele, vestindo o roupão dele. E deve ter feito algum som, pois  Claude virou-se rapidamente.
Houve um instante  de silêncio em que ambos se observaram.
- Eu... Não achei toalhas... – Disse sem desviar os olhos de cada parte  musculosa que aparecia acima da cintura de Claude. – Fiz mal em colocar seu roupão?
- Não... - Murmurou Claude aproximando-se dela. – Até porque você não vai  ficar  muito tempo com ele, não é mesmo?
Rosa deu um passo para trás, esquivando-se. Claude sorriu com o canto  da boca e passou por ela.
- Voilà! – Disse friamente indo para o banheiro – Você tem alguns minutos mais para se acostumar  com a ideia. Tente a cama, vai ver que ela é confortável.
Rosa ficou parada ali, até  escutar a  porta se fechar. Então olhou para a cama. Mas preferiu  a janela. A noite estava tão escura quanto suas esperanças. Por que fazia isso consigo mesma?
Ponderou e concluiu que Claude  tinha razão. Poderia ter dito não e procurado outra solução. Agiu impulsivamente,  escutando apenas  seu orgulho ferido.  E a voz quase silenciada,  lá no fundo do seu coração. Estava  com medo e ansiava  por aquilo ao mesmo tempo, como era possível? 
Mas nunca, nunca  deixaria que ele percebesse! Ficaria passiva e controlaria as suas reações. Faria amor, quer dizer, faria sexo sem sentir nada. Isso irá feri-lo em seu amor próprio.  Não era o mesmo que ele fazia  com ela?

- Então, ainda  gosta  de olhar pela janela...- Ouviu Claude  falar junto a seu ouvido e sobressaltou-se. Estivera  tão introspectiva que não percebera essa aproximação.
Continuou ali parada, como se estivesse congelada. Não sabia  como reagir. Estava lúcida  o suficiente para assumir que a ideia de ir para  a cama  com Claude não a desagradava. Mas  o motivo sim.
- Se está pensando que agindo assim como se desprezasse a mim ou a ir para  cama  comigo vai me fazer mudar de ideia, está enganada e perdendo tempo. Tempo e energia. – Afirmou ele, virando-a para si.
E sem esperar resposta, puxou-a e  inclinou a cabeça, até que  seus lábios  se  tocassem. Deixou que ele comandasse o beijo e não resistiu quando ele a forçou a abri-los e explorou  sua  boca delicadamente.
Estava certa que sua  passividade  o irritaria. Mas  sua consciência a alertou momentos  depois  que não seria  fácil ficar  passiva, pois  seus  braços já  o envolviam e suas mãos estavam enterradas entre os cabelos de Claude.
Se Claude  havia notado sua intenção não demonstrou. Muito menos  sentiu-se embaraçado.  Escorregou os lábios, úmidos  de prazer pela lateral do pescoço de Rosa, enquanto desfazia o nó do roupão e a deixava nua.
Rosa fechou os olhos, enquanto ele a admirava.
- Abra os olhos, Rosa... – E admirou-se por escuta-lo  pedir e não ordenar.
- Pra que? – Questionou mesmo assim, mantendo-os  fechados – Quer  ter certeza que me venceu?
- Nenhum de nós sairá  vencedor disso tudo, chérie. – Foi a resposta séria que ele deu, segurando suas  mãos e levando-as até o cós da  toalha que o cobria.
Quando Rosa abriu  os olhos ele já  coagia seus dedos entre os dele a  arrasta-la para  fora de seu  corpo,   e em seguida  carregou-a para a cama.
Enquanto  a pousava sobre a cama manteve os olhos fixos  aos dela. Por alguns instantes ambos mergulharam em lembranças, mas  foi Rosa quem primeiro fugiu delas, cerrando os olhos, justamente no momento  em que Claude a beijava e acariciava.
- Sou tão desagradável assim,  que precisa ficar o tempo todo de olhos fechados?
Não... O problema não é  você, sou eu, pensou Rosa. Não posso aceitar que  meu  corpo responda com prazer a cada toque seu... Onde está a minha  razão?
- Voilà!  – Falou  Claude quando ela não  os abriu - Se prefere atuar  como uma  boneca inflável...
- Você é desprezível... – Murmurou Rosa encarando-o.– Como pode me  comparar a uma  boneca?!
- Então aja como uma mulher de verdade... – Ordenou Claude, beirando a impaciência.
Involuntariamente Rosa enrijeceu o corpo.
- Droga, Rosa, eu não vou violenta-la! – Exclamou ele, girando o corpo e afundando o colchão, ao lado dela.
- Me desculpe eu não consegui evitar! – Rosa tentou ser irônica, mas  sua  voz  falhou. – Minha mente não concorda com isso.
- Mas seu  corpo sim. - Afirmou Claude. - Então responda...  Embora me ache  desprezível, tenho seu consentimento?
- Sim. - Murmurou -  Dei minha palavra, não dei?
- Ouí... Vamos  apagar esses últimos minutos e recomeçar d’àccord?
E sem avisos cobriu-a com seu corpo. Sua mão pousou  pouco acima da  curva  da  cintura e os dedos encaixaram-se nesse contorno suave.
E tudo que  Rosa  pensou foi que não queria esquecer apenas os últimos minutos e sim  todos  os minutos dos últimos   anos em que estivera  tão longe desses mesmos  toques.
E embora quisesse esconder esse sentimento, seu corpo dessa vez não protestou. Ao contrário, desobedecendo sua ordem e vontade ajustou-se ao corpo de Claude. E quando fez isso, sentiu o polegar dele derrapar em seu seio.
Um arrepio prazeroso correu por  todo seu corpo. E aumentou ainda mais quando os lábios  dele,  a brincar pousaram ali, umedecendo sua pele.
Mordeu o lábio, abafando um gemido de prazer ao sentir a língua dele deslizar para a lateral do seu pescoço lenta e suavemente, e subir  até encontrar sua  boca.
Deixou-se ser beijada por um tempo que queria fosse interminável.
Mas Claude queria uma resposta à altura  da sua  carícia. E a exigiu até ser  correspondido. Então girou o corpo, trazendo-a sobre si, prolongando o beijo enquanto suas mãos exploravam as costas de Rosa, sobre a linha da coluna, fazendo-a estremecer.
As mãos dela, indecisas, não sabiam se o envolviam pelos ombros ou se afundavam entre os cabelos dele. E nem tiveram tempo de decidir, pois Claude  voltou a ficar  sobre ela e impiedosamente explorou cada parte de seu corpo.
Não falavam nada, como se  tivessem  combinado que o silêncio seria a melhor forma de se entenderem.
Foi fácil para Claude perceber que a provocara o suficiente. E embora desejasse que ela o provocasse ainda mais, nada  fez para isso.
Seus corpos pareciam pedir urgência na entrega final e Claude preparou-se para possui-la.  Procurou o olhar de Rosa e leu neles a permissão que  queria. 
No entanto afastou-se dela, alcançando algo com as mãos.
O que foi que  fiz de errado? – Pensou Rosa, inquieta e deixou seu pensamento escapar.
-  Claude?  Eu já  consenti, porque não... – Parou ao escutar o ruído de algo rasgando.
- Eu sei que  consentiu. – Respondeu Claude – Vou apenas nos prevenir. Acho que nenhum de nós está  disposto a uma gravidez indesejada, não é? Ou você se previne?
Alexandra  viera sem ser planejada, mas fora  desejada.  Sempre falaram em ter  filhos. E se contasse neste minuto sobre ela? Não... Ele não vai acreditar! Mas poderia provar... 
Rosa desistiu. Não podia prever a reação de Claude  e não estava preparada para enfrentar sua  fúria. Porque ele ficaria furioso, tinha  certeza. Baixou o olhar.
O que mais poderia fazer? Ele estava certo. Nem  passara  por sua cabeça adotar qualquer método contraceptivo. Não tinha uma vida sexual ativa, por que se preocuparia  com isso?

Esperou que ele a possuísse sem mais avisos porém Claude ainda a acariciou antes de fazê-la pertencer a ele, num êxtase profundo e delicioso que nenhum dos  dois ousou negar a si mesmo ou admitir ao outro.


PSV


                                     Continua 16/03

1 comentários:

Débora disse...

O Claude consegue me tirar do sério com essas atitudes.. Fala sério Francês francamente viu... --'

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