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domingo, 21 de fevereiro de 2016

PSV/Capítulo 22

PSV



Paris é famosa pelos seus cafés, espaços tradicionais, clássicos e sofisticados e respeitáveis. O Café Marly  é um deles. Fica sob as árcades externas ao final da ala Richilieu do Museu do Louvre, bem em frente à Grande Pirâmide.
É um dos lugares mais encantadores da cidade para se tomar um café: salas decoradas ou terraço aberto.  É très chic e faz pratos originais e criativos.

Do salão interior se vê o jardim de esculturas do Louvre. As mesas que ficam no exterior, sob as árcades, oferecem a vista da Grande Pirâmid, do Museu do Louvre, do arco do Carrossel, do Jardim de Tuileries e da Torre Eiffel. 






Era para ela que Nara olhava, apreciando o pôr do sol e  o chá depois do jantar, na companhia de Frazão. Desistira de jantar sozinha e convidara o amigo para sair. Até porque, precisava falar sobre o acontecido.
- Não vai mesmo me contar o motivo da desistência politica de Claude, não é?
- Eu já disse que Roberta está jogando com  você, minha querida. Claude saiu porque não suportava e era contra “acordos” para se obter aprovação de projetos e leis. Chegou no limite e  aproveitou a chance de fazer o que  gosta: trabalhar  com e para a arte, esta é a explicação.
-  Então porque ela continua  dizendo que está juntando provas?
- É uma  boa  desculpa para ganhar tempo enquanto  planeja alguma  coisa.
- O que ela  pode estar planejando?
- Não é bem o que e sim contra quem ela está planejando que devemos nos preocupar.
- Claude? Acha que ela quer se vingar dele? -  Pergunta servindo-se de uma torrada
- Não. – Fala Frazão descartando a ideia -  Teve tempo suficiente para isso.
- Bernard? – Questionou achando a ideia improvável -  Não! O que ela teria  contra ele? -  E olhou para o celular que vibrava . – Outra mensagem da operadora! Por acaso falou com meu ingrato irmão hoje? Passei a tarde  toda ligando, deixando mensagens e nada.  Espero que não esteja se acabando no trabalho ou na corrida e...
Frazão erguia a xícara e o brilho do liquido refletiu sua própria imagem. E antes de leva-la aos lábios, lembrou-se da tarde em que viu  ele e Louise saindo daquele hotel. Isso seria um motivo, pensou, se Bernard estivesse fazendo jogo duplo.
Engoliu o chá.
- Frazão... Frazão, está me ouvindo?! Frazão!
-  Sim, claro que  estou ouvindo, me desculpe eu lembrei de  algo que  preciso fazer... Por enquanto concorde com Roberta. – Orientou -  E quanto ao seu ingrato irmão, vamos tentar mais uma  vez, agora mesmo.



PSV



Além de concentrar em um único espaço físico toda a cadeia de atendimento em oncologia e hematologia - prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação,   o Hospital A. Einstein também oferece comodidades aos pacientes com atendimento exclusivo e diferenciado: estacionamento e recepção exclusivos; lanchonete com cardápio elaborado pelas nutricionistas; biblioteca com acesso à internet; jardins internos; ambulatórios de quimioterapia individuais; copa para familiares e/ou acompanhantes. Era neste ambiente que Rosa entrava  agora.


 




Hospital Albert Einstein,  uma instituição beneficente, fundado pela Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein,  sem fins lucrativos. Reinveste todos os lucros para aprimorar a prática médica e a pesquisa no combate ao câncer.
O atendimento é humanizado e a equipe médica especializada têm vasta experiência e capacitação técnica por conta da quantidade de casos atendidos. O processo de reciclagem é ininterrupto e estão sempre em contato com profissionais de outras renomadas instituições do Brasil e do exterior, como a parceria com o MD Anderson Cancer Center, uma das instituições mais importantes de combate ao câncer do mundo.
A parceria contempla a troca de conhecimento entre os especialistas e os médicos norte-americanos, tarefa essa que estivera nas mãos do Dr. Afranio e com ele o caso de Elisabete, anteriormente.  Com muitos pontos de vista, analisado por diferentes profissionais e discutido com todo o corpo clínico, resultou na otimização do tempo e encaminhamento à Carolina do Sul/EUA.
E novamente a detecção precoce e ágil com os exames específicos, foram decisivos na assistência oferecida a ela.
- A madrinha vai operar ‘íngual’ eu, mamãe? – Pergunta Alex enquanto Rosa estaciona.
- Não meu bem. – Reponde achando graça na pergunta  da filha – A operação dela é  um pouco mais complicada que a sua. Ela tem  um probleminha dentro da cabeça,  perto do ouvido.
- Mas ela  vai ficar  boa né?
- Vai sim, ela  vai ficar  boa ‘igual’  você ficou.  Agora lembre-se: não fale alto e nem corra pelo corredor, ok? -  Recomendou tirando-a da cadeirinha.
- Ela tá lá em cimão? – Perguntou olhando para o alto, assim que saiu  do carro. – A gente  vai de ‘levador’?
- Ela está no segundo andar. Não é tão lá em cima mas, sim, vamos de ‘e’levador.  -  Esclarece pegando na mão dela.
- Eba! A Sílvia tem medo mas eu gosto muito de andar de ‘levador’.
- Elevador, Alex. ‘Eeee-le-va-dor’.  Repita pra mamãe.
- ‘Eeee-lee-vaa-dor’. (?) -   E pra onde ele leva a dor de todo mundo que tá aí,  mamãe?
-  Pra onde ele leva a dor? Ele quem... Ah! – Exclama entendendo - Ele leva as pessoas, não a dor. Está bom assim?   
-  Mas então devia chamar  ‘eeelevagente’...
- Deus, às vezes eu acho você muito precoce. -  Diz chegando a recepção e solicitando os  crachás de visita.
Então a atenção de Alex se  voltou para as letras do crachá até entrarem no elevador.
- Aperta o número dois querida. -  Pediu Rosa carinhosamente quando as portas se fecharam.
Alex procurou pelo número no painel,  ergueu-se na ponta dos pés e apertou o botão, vibrando ao sentir o elevador subir.


PSV


Louise abriu os olhos e procurou o celular, incomodada pelo barulho.
Várias ligações e mensagens de Nara, preguntando se demoraria muito ainda... Conferiu a hora: 00:47h.
- Como fui dormir tanto assim? – Exclamou  saindo rápida da cama e vestindo suas  roupas, apressadamente.
- Bernard acorde, perdemos a hora. Vamos, acorde! – E tocou-o nos ombros
- O que foi? -  Murmurou ele virando-se para o outro lado, esticando o braço a procura de algo  -  Relaxe e...  – Parou de falar e abriu os olhos finalmente.
Sentou-se na cama,  orientando-se. Louise, jantar, vinho e o hotelzinho de sempre...
- Seja rápido! – Ordenou Louise jogando  as roupas dele sobre a cama e  foi para o banheiro, refazer a maquiagem.
Quando voltou, Bernard já estava pronto. Trocaram algumas  palavras e desceram os  dois  lances de escada até o térreo. Bernard saiu primeiro, olhou para os lados e fez sinal a Louise.
- É melhor  você ir direto pra casa. Eu pego um táxi.
- Está bem, querido. Até amanhã! E tocou-o  carinhosamente no rosto, antes de entrar  no carro. Um último aceno e  pôs-se a caminho da mansão.
Bernard acendeu um cigarro e deu uma lona tragada, antes de falar ao celular e caminhar até a esquina. Dez minutos depois entrava num táxi.
Beto desligou a câmera e guardou o equipamento cuidadosamente. Então fez a ligação.
- Você tinha razão, estavam onde  suspeitava. Prepare o cheque, amanhã mesmo entrego o material. Bonne nuit!
Em seu apartamento, Roberta encerrou a ligação de Beto e tomou o resto da dose de whisky, sorrindo sarcasticamente.
Estava entrando em seu quarto quando a campainha tocou.  Ajeitou o robe e atendeu a porta, abrindo-a sem tirar a corrente de proteção.
- Um tanto tarde para visitas, não acha ? – Falou educadamente.
- Deixe-me entrar. Acabo de sair de um jantar enfadonho e monótono. Preciso de diversão.
Enfadonho e monótono? Roberta o encarou por alguns segundos antes de decidir abrir a porta. Se Bernard queria diversão, porque não satisfazê-lo? Estava sem sono mesmo.



PSV 

                                                
                                                                  Continua.

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