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Paris é famosa pelos seus cafés, espaços tradicionais,
clássicos e sofisticados e respeitáveis. O Café Marly é um deles. Fica sob as árcades externas ao
final da ala Richilieu do Museu do Louvre, bem em frente à Grande Pirâmide.
É um dos lugares mais encantadores da cidade para se tomar um
café: salas decoradas ou terraço aberto. É très
chic e faz pratos originais e criativos.
Do salão interior se vê o jardim de esculturas do Louvre. As
mesas que ficam no exterior, sob as árcades, oferecem a vista da Grande Pirâmid,
do Museu do Louvre, do arco do Carrossel, do Jardim de Tuileries e da Torre
Eiffel.
Era para ela que Nara olhava, apreciando o pôr do sol e o chá depois do jantar, na companhia de
Frazão. Desistira de jantar sozinha e convidara o amigo para sair. Até porque,
precisava falar sobre o acontecido.
- Não vai mesmo me contar o motivo da desistência politica de
Claude, não é?
- Eu já disse que Roberta está jogando com você, minha querida. Claude saiu porque não
suportava e era contra “acordos” para se obter aprovação de projetos e leis.
Chegou no limite e aproveitou a chance
de fazer o que gosta: trabalhar com e para a arte, esta é a explicação.
- Então porque ela
continua dizendo que está juntando
provas?
- É uma boa desculpa para ganhar tempo enquanto planeja alguma coisa.
- O que ela pode estar
planejando?
- Não é bem o que e sim contra quem ela está planejando que devemos
nos preocupar.
- Claude? Acha que ela quer se vingar dele? - Pergunta servindo-se de uma torrada
- Não. – Fala Frazão descartando a ideia - Teve tempo suficiente para isso.
- Bernard? – Questionou achando a ideia improvável - Não! O que ela teria contra ele? - E olhou para o celular que vibrava . – Outra
mensagem da operadora! Por acaso falou com meu ingrato irmão hoje? Passei a
tarde toda ligando, deixando mensagens e
nada. Espero que não esteja se acabando
no trabalho ou na corrida e...
Frazão erguia a xícara e o brilho do liquido refletiu sua
própria imagem. E antes de leva-la aos lábios, lembrou-se da tarde em que
viu ele e Louise saindo daquele hotel.
Isso seria um motivo, pensou, se Bernard estivesse fazendo jogo duplo.
Engoliu o chá.
- Frazão... Frazão, está me ouvindo?! Frazão!
- Sim, claro que estou ouvindo, me desculpe eu lembrei de algo que
preciso fazer... Por enquanto concorde com Roberta. – Orientou - E quanto ao seu ingrato irmão, vamos tentar
mais uma vez, agora mesmo.
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Além de concentrar em um único espaço físico toda a cadeia de
atendimento em oncologia e hematologia - prevenção, diagnóstico, tratamento e
reabilitação, o Hospital A. Einstein também oferece
comodidades aos pacientes com atendimento exclusivo e diferenciado: estacionamento
e recepção exclusivos; lanchonete com cardápio elaborado pelas nutricionistas;
biblioteca com acesso à internet; jardins internos; ambulatórios de
quimioterapia individuais; copa para familiares e/ou acompanhantes. Era neste ambiente que Rosa entrava agora.
Hospital Albert Einstein,
uma instituição beneficente, fundado pela Sociedade Beneficente Israelita
Brasileira Albert Einstein, sem fins
lucrativos. Reinveste todos os lucros para aprimorar a prática médica e a
pesquisa no combate ao câncer.
O atendimento é humanizado e a equipe médica especializada
têm vasta experiência e capacitação técnica por conta da quantidade de casos
atendidos. O processo de reciclagem é ininterrupto e estão sempre em contato
com profissionais de outras renomadas instituições do Brasil e do exterior,
como a parceria com o MD Anderson Cancer Center, uma das instituições mais
importantes de combate ao câncer do mundo.
A parceria contempla a troca de conhecimento entre os
especialistas e os médicos norte-americanos, tarefa essa que estivera nas mãos
do Dr. Afranio e com ele o caso de Elisabete, anteriormente. Com muitos pontos de vista, analisado por
diferentes profissionais e discutido com todo o corpo clínico, resultou na otimização
do tempo e encaminhamento à Carolina do Sul/EUA.
E novamente a detecção precoce e ágil com os exames
específicos, foram decisivos na assistência oferecida a ela.
- A madrinha vai operar ‘íngual’ eu, mamãe? – Pergunta Alex
enquanto Rosa estaciona.
- Não meu bem. – Reponde achando graça na pergunta da filha – A operação dela é um pouco mais complicada que a sua. Ela
tem um probleminha dentro da
cabeça, perto do ouvido.
- Mas ela vai
ficar boa né?
- Vai sim, ela vai
ficar boa ‘igual’ você ficou. Agora lembre-se: não fale alto e nem corra
pelo corredor, ok? - Recomendou
tirando-a da cadeirinha.
- Ela tá lá em cimão? – Perguntou olhando para o alto, assim
que saiu do carro. – A gente vai de ‘levador’?
- Ela está no segundo andar. Não é tão lá em cima mas, sim,
vamos de ‘e’levador. - Esclarece pegando na mão dela.
- Eba! A Sílvia tem medo mas eu gosto muito de andar de
‘levador’.
- Elevador, Alex. ‘Eeee-le-va-dor’. Repita pra mamãe.
- ‘Eeee-lee-vaa-dor’. (?) - E pra
onde ele leva a dor de todo mundo que tá aí, mamãe?
- Pra onde ele leva a
dor? Ele quem... Ah! – Exclama entendendo - Ele leva as pessoas, não a dor. Está
bom assim?
- Mas então devia
chamar ‘eeelevagente’...
- Deus, às vezes eu acho você muito precoce. - Diz chegando a recepção e solicitando os
crachás de visita.
Então a atenção de Alex se
voltou para as letras do crachá até entrarem no elevador.
- Aperta o número dois querida. - Pediu Rosa carinhosamente quando as portas se
fecharam.
Alex procurou pelo número no painel, ergueu-se na ponta dos pés e apertou o botão,
vibrando ao sentir o elevador subir.
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Louise abriu os olhos e procurou o celular, incomodada pelo
barulho.
Várias ligações e mensagens de Nara, preguntando se demoraria
muito ainda... Conferiu a hora: 00:47h.
- Como fui dormir tanto assim? – Exclamou saindo rápida da cama e vestindo suas roupas, apressadamente.
- Bernard acorde, perdemos a hora. Vamos, acorde! – E tocou-o
nos ombros
- O que foi? -
Murmurou ele virando-se para o outro lado, esticando o braço a procura
de algo - Relaxe e... – Parou de falar e abriu os olhos finalmente.
Sentou-se na cama,
orientando-se. Louise, jantar, vinho e o hotelzinho de sempre...
- Seja rápido! – Ordenou Louise jogando as roupas dele sobre a cama e foi para o banheiro, refazer a maquiagem.
Quando voltou, Bernard já estava pronto. Trocaram
algumas palavras e desceram os dois
lances de escada até o térreo. Bernard saiu primeiro, olhou para os
lados e fez sinal a Louise.
- É melhor você ir
direto pra casa. Eu pego um táxi.
- Está bem, querido. Até amanhã! E tocou-o carinhosamente no rosto, antes de entrar no carro. Um último aceno e pôs-se a caminho da mansão.
Bernard acendeu um cigarro e deu uma lona tragada, antes de
falar ao celular e caminhar até a esquina. Dez minutos depois entrava num táxi.
Beto desligou a câmera e guardou o equipamento cuidadosamente.
Então fez a ligação.
- Você tinha razão, estavam onde suspeitava. Prepare o cheque, amanhã mesmo
entrego o material. Bonne nuit!
Em seu apartamento, Roberta encerrou a ligação de Beto e
tomou o resto da dose de whisky, sorrindo sarcasticamente.
Estava entrando em seu quarto quando a campainha tocou. Ajeitou o robe e atendeu a porta, abrindo-a
sem tirar a corrente de proteção.
- Um tanto tarde para visitas, não acha ? – Falou
educadamente.
- Deixe-me entrar. Acabo de sair de um jantar enfadonho e
monótono. Preciso de diversão.
Enfadonho e monótono? Roberta o encarou por alguns segundos
antes de decidir abrir a porta. Se Bernard queria diversão, porque não
satisfazê-lo? Estava sem sono mesmo.
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Continua.



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